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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Qua | 09.05.18

Tanto mar entre nós... | A história do lenhador e sua mulher pobre

Inominável
 Vocês já ouviram a história do lenhador e sua mulher pobre?  Viviam felizes na sua miséria, no campo, mas sem filhos.  O silêncio nas horas claras comia suas palavras, sua alegria. Desejavam o campo fértil mas colhiam apenas pedras mudas. Um dia encontraram à margem do lago  uma criança bem pequena abandonada. Chorava de fome, era linda, uma menina tão pequena, desamparada ali deixada. A mulher e o lenhador se encantaram, para longe da margem do lago a levaram. Cuidaram, (...)
Ter | 08.05.18

Tanto mar entre nós... | Vazio

Inominável
Sinto-me vaziotalvez seja invernofui à janela, espreitei, mas não consegui perceber,a solidão está a doercomo o calor do infernoe eu sinto frio, muito frio... Preciso talvez de viajarmas não da forma que tenho vindo a fazer,desta vez saindo mesmo do lugarpartir sem pensar em voltarnenhum destino a alcançardeixar a vida acontecer... Não, não estou a divagar,preciso apenas de me levantar, de me erguere sair...perdendo-me... poder-me-ei encontrar... Sinto-me vazio...Está frio, (...)
Ter | 03.04.18

Tanto mar entre nós... | Evaporação

Inominável
  Se um poeta evapora uma nuvem deságua chorinhono meu telhado e refaz barulhinho bom. Canta, canta, canto gota é lágrima na bica da velha calha que enche até a boca uma duna de salna bilha vermelha. No curvo e longo gargalhodo barro molhado minha mão aquela nuvem recolhe***VAGA MÚSICAVAGAROSAVAGAONDA VAPOROSAVAGONO RASO DEPOIS DA ONDASÓASSIM EVAPORO**__________________________________________________________________Publicado em 
Seg | 02.04.18

Tanto mar entre nós... | Renascer

Inominável
  Trazia um vazio no peitosaudade meia sem jeitoalgo jamais sentido,demorei a compreenderque a lacuna a preencherera amor nunca vivido; Chegaste de azul vestidaentraste na minha vidaverdadeiro furacão,sinfonia em sintonianuma tranquila harmoniaalternando com paixão; Se a lareira falassetalvez o mundo corasseao saber o que ela viu,corpos despidos de pudorem loucas noites de amorque o desejo construiu;  Era uma doce loucuraamor com tanta ternuraera um novo viver,dois amantes entrelaçados
Sex | 15.12.17

Tanto mar entre nós... | Uma noite especial

Sofia Silva
Naquele fim de tarde o espírito de Natal pairava no ar entrava em conflito com o tempo difícil que estava a passar, perdido o emprego, contas por pagar, marido doente a todo o momento, o ficar sem tecto, tormento na mente, sem prenda p’ro filho, luz dos meus olhos, amor permanente;   Tocaram à porta, espreitei e vi um vulto no jardim era um mendigo, talvez sem abrigo, lembrei-me de mim, olhei-o nos olhos e sem mais receios convidei-o a entrar ofereci-lhe um banho para usufruir de (...)