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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Sex | 08.06.18

Play it Sam! | Não há filmes como antigamente… ou há?

Como se pode observar, o título contém ao mesmo tempo uma certeza e uma questão. Não sei se a afirmação corresponde à verdade ou, muito menos ainda, se a pergunta faz sentido.

Porém…

Tenho do cinema a imagem que reporta à minha infância: uma enorme sala com muita luz, cadeiras muito confortáveis, ecrãs enormíssimos, silêncio absoluto, luzes apagadas e eis o filme a passar na imensa tela.

O som quase tenebroso entrava por nós dentro e fazia-nos tremer dos pés à cabeça. O primeiro destes filmes foi “Ben-Hur”, que vi no cinema Tivoli em Lisboa e que fará em 2019 sessenta anos da sua estreia mundial:

https://youtu.be/4hrbRDAOF4k

Durante muitos anos este filme foi, por assim dizer, uma espécie de matriz, obviamente muito pessoal, no que ao cinema me dizia respeito. Mais tarde vi o celebérrimo “E Tudo o Vento Levou”, também ele sem dúvida imponente, mas ainda assim na altura considerei-o menos fantástico que a película que ganhou somente 11 Óscares.

https://youtu.be/uoSJcLmJLa4

Porém o filme de 1939, realizado por Victor Fleming e com Clark Gable e Vivian Leigh nos principais papéis, é ainda considerado por muitos cinéfilos como uma das melhores produções cinematográficas de Hollywood. Não pretendendo contrariar esta ideia, tenho pelo primeiro uma maior queda…

Paralelamente a estas duas películas há um outro filme, também ele uma grande produção de 1956 e que me encheu as medidas. Este filme recupera a vida de Moisés desde a sua partida do Egipto até à sua quase chegada à Palestina. Denominado “Os 10 Mandamentos”, este filme corresponde a mais de três horas e meia de um esplêndido desfiar de eventos bíblicos.

https://youtu.be/EiLmKxiTT3g

Já neste século o cinema recuperou este tipo de filmes. Não na sua essência, obviamente, mas na sua longevidade e na qualidade de produção. Falo por exemplo da saga do “Senhor dos Anéis”, já que esta trilogia soma mais de nove horas de bom cinema. Se bem que eu não aprecie este tipo de histórias, reconheço ter sido uma enormíssima aposta.

https://youtu.be/IUerKBZHnBs

https://youtu.be/l5A4R0Db4DI

https://youtu.be/Q9wZCGjBxyU

Entretanto, há pouco tempo vi a versão de “Ben-Hur” de 2016.

https://youtu.be/3BmeR9GYdDU

Fiquei claramente muito desiludido com esta nova versão. A história assemelha-se à primeira, mas está obviamente muito longe do filme realizado por William Wyler. E em todos os aspectos…

A grandiosidade do filme de 1959 nunca foi posta em causa por esta nova versão. Nem no enredo, nem nas actuações dos actores, nem na imponência das imagens e muito menos na banda sonora.

E a este propósito, e a mero título de exemplo, puxarei para aqui a música da celebérrima entrada para a corrida das quadrigas do filme original:

https://youtu.be/k6TUgccyzNs

Uma peça musical fantástica composta pelo galardoado Miklós Rózsa, como todas as restantes músicas de Ben-Hur. Todavia aquela em especial, amigos leitores… tem tudo aquilo de que o que o cinema necessita.

Regressando então aos tempos modernos, talvez encontremos também em “Interstellar

https://youtu.be/zSWdZVtXT7E

a mesma força e impetuosidade que se consegue observar nos filmes mais antigos.

O cinema será, na sua génese, a arte da imagem em movimento. Mas será só isso?

Vejam bom cinema.

A gente lê-se por aí!

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Publicado em Inominável nº 14

por José da Xã, autor do blog Lados AB

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