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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Qui | 28.06.18

Musicalizando com... The Norton's Project - #2

(continuação)

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Como caracterizam este novo trabalho, e em que é que se assemelha, ou difere, do anterior?

O outro álbum era uma viagem por vários estados emocionais. O nome do primeiro álbum é Happiness, Love and Despair, justamente por isso.

A sonoridade do primeiro álbum é variada, as influências também, bem como a energia e os instrumentos escolhidos. No primeiro álbum aparece flauta transversal, violoncelo, piano.

No primeiro álbum também surgem baladas, um tema de reggae, de ska, um mais instrumental, enfim... Viaja por vários universos.

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Este trabalho It´s time traz várias novidades:

Surgem as vozes da Filipa Coutinho e da Waya como back vocals, o que me parece ter sido uma aposta ganha.

Também entrou uma secção de sopros (Trompete – Jorge Barroso e Trombone – Rodrigo Lage que fizeram um ótimo trabalho. Os arranjos dos sopros foram da minha autoria juntamente com o Tiago Cordeiro.

Gostaria de realçar o trabalho do Tiago Cordeiro nos arranjos, que foi fantástico.

Outra novidade foi a entrada do baixo e a saída do contrabaixo.

Em relação ao álbum anterior optei também por retirar o piano, violoncelo e a flauta transversal. Os músicos do primeiro álbum, à exceção do João Roque, também são outros.

Este trabalho tem uma energia forte, é muito ritmado, com muito "groove". Tem um alinhamento forte.

Não é tão contrastante. É mais "in your face". Direto ao assunto. Também por aí é diferente do álbum anterior, que eu diria que é menos impositivo.

Em que se assemelha? Eu diria que apesar de estarmos a explorar estilos musicais diferentes existe uma linha comum. Acho que se consegue reconhecer a identidade do Projeto, mesmo navegando por outras águas.

 

“Goodbye My Love” foi o single de apresentação do EP “It’s Time”. Sobre o que falam as vossas músicas?

As canções têm dois eixos comuns: O eixo da afirmação e o do recomeço,

Afirmar o quê? De quem já não gostamos, expressando-o de viva voz, usando "trezentas mil metáforas", se assim tiver que ser, como acontece no tema "I don´t want you". De afirmar que chegou a hora de viver em paz, de quebrar o ódio, de refrescar a alma "It´s time", de afirmar que "It´s time to be man", de enfrentar a vida e aceitar o fim de uma relação que termina numa tarde embriagada.

E um eixo de recomeço, de afirmar o fim e o início de algo novo e, para tal, precisamos de acordar "waking up".

https://youtu.be/Ru4wqzOtbCg

“It´s Time” ficou disponível, em formato digital, no passado mês de abril. Que feedback têm recebido, por parte do público relativamente a estes novos temas?

Ainda é um bocado cedo para dar uma resposta nesse sentido, mas já fomos referenciados em algumas rádios locais e em revistas online.

Também algumas entrevistas na rádio.

As pessoas gostam todas. Dizem que o som está mais coerente, segue uma linha mais definida, é enérgico, bem tocado, com altos solos. Muitos dizem que os temas vão chegar às rádios nacionais. A ver vamos!

O feedback tem sido positivo!

 

“Goodbye My Love”, “I Don´t Want You”, “It’s Time” e “Waking Up” são os temas que compõem o EP. Estão, de alguma forma, relacionados entre si, ou cada um tem uma mensagem independente?

Estão todos relacionados. Têm uma vibe que os une e uma energia e mensagem. A ideia de recomeço, de afirmação, de mudança, de acordar.

Como se o mantra do EP fosse It´s time.

 

Que projetos gostariam de ver concretizados, a nível musical, ao longo de 2018?

Essencialmente gostaríamos de rodar muito este EP, de tocar em festivais, em salas, de ter a adesão e o entusiasmo do público. Que o pessoal curtisse o som, vibrasse com os temas e que se identificasse com a mensagem de mudança que o EP quer trazer.

 

Onde é que o público poderá encontrar ou ouvir os The Norton’s Project?

Para nos encontrar para já sugiro ir à página Oficial da banda: www.facebook.com/thenortonsproject, onde vamos atualizando as datas de concertos e partilhando novidades.

Para ouvir para já pode ser no conforto do lar através das plataformas digitais como o Itunes, o Spotify, o Youtube o Deezer mas nem só de virtualismos vive o homem, de modo que a ideia é mesmo trazer o EP para o real e tocar o mais possível ao vivo e a cores.

Ainda estamos a planear a agenda de concertos.

Acho que este som tem pernas para vibrar. Só precisamos é de um spot para mostrar isso mesmo. E estou certo que vamos tocar e muito.

https://youtu.be/ZA-Ow51NvWM

Muito obrigada!

 Esta entrevista teve o apoio da Farol Música.

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Publicado em Inominável nº 14

por Marta Segão, autora do blog Marta O meu canto e participante no blog Clube de gatos

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