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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Sex | 30.03.18

Fotografia: A luz e o olhar | Hardware do fotógrafo: filtros

 

Depois de ter escrito no último artigo, embora superficialmente, sobre o software de edição de imagem, desta vez trago o tema do hardware.

 

Há uma grande variedade de acessórios e hardware: defletores, tripés, monopés, filtros, entre outros. É precisamente sobre os filtros que vou escrever. Não aqueles circulares que se colocam na frente da objetiva e que, além de tratamento UV, são usados também para dar uma proteção adicional ao vidro da lente, mas sim sobre o sistema modular de filtros de densidade neutra, gradientes de transição suave ou dura, e o Big Stopper.

 

Por vezes, para se conseguir obter o resultado idealizado não basta usar apenas a máquina fotográfica e ajustar as definições ao cenário. Como sabem, os sensores registam luz, e mediante as velocidades de obturação que escolhemos, congelamos ou arrastamos motivos ou elementos da composição.

 

Imaginem agora que pretendem, durante o dia, fotografar uma cascata de água ou uma paisagem em que o arrastamento dos elementos lhe daria uma sensação de movimento ou de calma. Têm um problema: a quantidade de luz existente é enorme e a vossa máquina não vai conseguir registar sem sobre-exposição de luz.

 

É, por exemplo, num cenário destes que vão necessitar dos filtros de densidade neutra (ND Filters).

 

O sistema tem uma arquitetura fácil de se explicar. Vão necessitar de um anel de diâmetro compatível com a vossa objetiva, um suporte com duas ou três ranhuras, e dos filtros que vão sobrepondo para obter o resultado final.

01_-_IMAGEM_CAMERA_FILTRO.jpg

 

Comecemos pelos filtros neutros, de aspeto uniforme.

02_-_FILTROS_ND.jpg

 

Estes filtros cortam a quantidade de luz que passa para o sensor em f-stops (um, dois ou três stops de luz) e permitem fotografar em plena luz do dia usando velocidades de obturação que podem ir até alguns segundos sem sobre-expor o resultado final.

 

Já os filtros gradientes permitem cortar a luz numa zona do frame, e criar uma transição suave ou dura entre a zonas das altas e das baixas luzes ou sombras. Por exemplo, o nascer ou pôr do sol, em que o céu terá uma exposição de luz inferior ao solo.

03A_-_FILTROS_GRAD_SOFT.jpg

 

03B_-_FILTROS_GRAD_HARD.jpg

 

 

 

 

 

 

Também estes filtros gradientes podem ser de um, dois ou três stops de luz (ND Grad Soft Transition & ND Grad Hard Transition).

 

E finalmente o rei dos filtros que cortam luz: o Big Stopper. O nome dispensa extensa explicação. Facilmente encontramos no mercado filtros de dez, treze, dezasseis ou mesmo vinte stops de luz.

04-_-BIG_STOPPER.jpg

 

Imaginem que estão na praça de uma cidade, em plena tarde primaveril e querem registar essa praça com o menor número de elementos possível de forma a destacar, por exemplo, a arquitetura envolvente. Ao usarem um filtro de dezasseis stops vão ter alguns minutos de obturação. Esse tempo permitirá “retirar” algumas pessoas da vossa fotografia, pois o arrastamento será predominante e com alguma sorte, até podem ficar com a praça praticamente desimpedida. Mas como as longas exposições necessitam de imobilização da câmara, não se esqueçam do vosso tripé!

 

Parece confuso? E que tal uma saída com outros amigos interessados em fotografia para explorar as cidades, vilas ou aldeias deste recanto lusitano?

 

Ir para o terreno, perceber como as velocidades de obturação podem criar efeitos nos céus com nuvens, ou fotografar cascatas durante o dia?

 

Vão, carreguem as baterias das vossas câmaras, limpem os cartões de memória e não se privem de explorar, de dar largas à criatividade.

 

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Boas fotos! 😉

 

 

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Publicado em Inominável nº 12

por Gil Cardoso autor do blog Gil Cardoso

 

 

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