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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Seg | 21.05.18

Animais & Mais | Será assim tão horripilante? #1

Há um leitor da Inominável que me pediu para falar de um animal em particular. Reconheço que tenho vindo a adiar falar sobre ele. É conhecida a minha manifesta paixão por todos os bichinhos que por aí existem, mas há sempre uma questão cultural e social que me faz arrepiar um pouco ao pensar no tal animalzinho. Bem... a verdade é que não é animalzinho todo, mas apenas uma parte dele que me faz arrepiar um pouco.

Estou a falar da ratazana doméstica, que ultimamente faz as delícias de muitos como animal de estimação. E se eu acho o corpo fofinho, arrepio-me mal vejo aquela cauda grossa!!!

ratazanafofinha.jpg

A minha mãe comentaria muito bem esta minha coluna com “Este mundo está maluco! Andávamos nós a destruir as ratazanas para agora andarem alguns a fazer delas animais de estimação!”

Pois, mas isso eram ratazanas selvagens, e daí vem o preconceito todo cair sobre as ratazanas domésticas!

Coitadas das ratazanas! Eu era aquela menina pequena que gritava sempre que se andava atrás de um rato lá por casa. “Coitadinho! É tão pequeno! Que mal é que ele vos fez!?!”

A ratazana é um pouco maior, pesa cerca de 500 gramas e ao que parece muito inteligente! Fiquei simplesmente fã! Provavelmente até seria uma aquisição, se pudesse deixá-la à solta pela casa. Mas isso só pode acontecer com vigilância, o resto do tempo deve mesmo estar numa gaiola se não quisermos começar a ter estragos pela habitação! Ou que ela se coloque em perigo.

De todos os roedores mantidos como animais de estimação, são dos mais inteligentes e interactivos. São fáceis de manter e não necessitam de vacinação. Medem de 30 a 50 centímetros, incluindo a cauda, e alguns machos podem ultrapassar os 500 gramas de peso. E também não dão muito trabalho nem ocupam muito tempo.

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Pequena, leve, pouco trabalho e inteligente! Conquistei?

Hoje em dia, os amantes de ratazanas continuam a crescer. A princípio é uma ideia que causa uma certa estranheza, até porque nos fazem pensar, por associação às ratazanas selvagens, que são portadoras de doenças e constituem perigo para a saúde. Mas quem depois tem a possibilidade de observar as ratazanas domésticas, geralmente, muda de opinião.

Por serem criadas em cativeiro há várias gerações, a manutenção das ratazanas não implica cuidados especiais, para além daqueles que são tidos com a maioria dos roedores. O mito da sujidade e doenças não se aplica aos exemplares em cativeiro, desde que sejam respeitadas as condições de higiene e saúde do animal, como acontece com qualquer animal de estimação.

(continua)

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Publicado em Inominável nº 13

por Golimix autora do blog Eu tento, mas meu tento não consegue

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