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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Sex | 22.06.18

Tanto mar entre nós... | Fica em mim agora

Inominável
  Preciso de ti agora. Não como precisei ontem, não como vou precisar amanhã, agora... preciso de ti neste momento...   Fica comigo esta noite... fica em mim, dentro e fora... em mim...   Que importa o amanhã se não estás agora? Sinto que tenho de te sentir... agora, sinto que me queres sentir... agora, não como outrora, não... de uma outra forma, bem mais profunda... agora.   E fica, sim fica em mim, fica em nós... agora, e nunca, nunca mais sairás de mim... Nunca mais (...)
Qua | 09.05.18

Tanto mar entre nós... | A história do lenhador e sua mulher pobre

Inominável
  Vocês já ouviram a história do lenhador e sua mulher pobre?  Viviam felizes na sua miséria, no campo, mas sem filhos.  O silêncio nas horas claras comia suas palavras, sua alegria. Desejavam o campo fértil mas colhiam apenas pedras mudas.   Um dia encontraram à margem do lago  uma criança bem pequena abandonada. Chorava de fome, era linda, uma menina tão pequena, desamparada ali deixada.   A mulher e o lenhador se encantaram, para longe da margem do lago a levaram. (...)
Ter | 08.05.18

Tanto mar entre nós... | Vazio

Inominável
Sinto-me vazio talvez seja inverno fui à janela, espreitei, mas não consegui perceber, a solidão está a doer como o calor do inferno e eu sinto frio, muito frio...   Preciso talvez de viajar mas não da forma que tenho vindo a fazer, desta vez saindo mesmo do lugar partir sem pensar em voltar nenhum destino a alcançar deixar a vida acontecer...   Não, não estou a divagar, preciso apenas de me levantar, de me erguer e sair... perdendo-me... poder-me-ei encontrar...   Sinto-me vazio... Está frio, muito frio...
Ter | 03.04.18

Tanto mar entre nós... | Evaporação

Inominável
    Se um poeta evapora uma nuvem deságua chorinho no meu telhado e refaz barulhinho bom. Canta, canta, canto gota é lágrima na bica da velha calha que enche até a boca uma duna de sal na bilha vermelha. No curvo e longo gargalho do barro molhado minha mão aquela nuvem recolhe * * * VAGA MÚSICA VAGAROSA VAGA ONDA VAPOROSA VAGO NO RASO DEPOIS DA ONDA SÓ ASSIM EVAPORO * * __________________________________________________________________ Publicado em Inominável nº 12 (...)
Seg | 02.04.18

Tanto mar entre nós... | Renascer

Inominável
    Trazia um vazio no peito saudade meia sem jeito algo jamais sentido, demorei a compreender que a lacuna a preencher era amor nunca vivido;   Chegaste de azul vestida entraste na minha vida verdadeiro furacão, sinfonia em sintonia numa tranquila harmonia alternando com paixão;   Se a lareira falasse talvez o mundo corasse ao saber o que ela viu, corpos despidos de pudor em loucas noites de amor que o desejo construiu;    Era uma doce loucura amor com tanta ternura era um novo viver, dois amantes entrelaçados