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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

 

Normalmente quem aprecia cinema tem sempre um ou mais filmes preferidos, daqueles de que se gosta só porque sim, independentemente de serem boas ou más películas. Ou é a história, ou uma personagem, um actor, ou tão-somente uma imagem que perdurou.

 

Depois há aqueles filmes que numa determinada altura vimos e achámos menos interessantes, mas que agora passados muitos anos até se tornaram num clássico… nem que seja só para o próprio.

 

Certamente que também não escapo a estes gostos claramente pessoais. Por isso venho neste número falar de alguns filmes que vi faz tanto tempo, que deixaram em mim uma boa referência, e que passaram nos grandes ecrãs essencialmente nos anos 70 e 80.

 

Este espaço temporal tem outrossim uma razão de ser, pois foi nesta altura que acordei para o gosto pela sétima arte. Alguns dos filmes que aqui apresentarei serão, quiçá, pouco conhecidos, não obstante alguns deles até terem sido premiados. Daí também nunca perceber muito bem as escolhas televisivas, especialmente da televisão em canal aberto. Mas enfim, este não é certamente assunto para hoje.

 

Começo então de forma cronológica com Um dia de cão, um filme de 1975

do realizador Sidney Lumet, com Al Pacino no papel principal. A história baseia-se num assalto a um banco, por parte de um jovem que procura dinheiro para que a namorada possa ser operada. Muito suspense e um desempenho fantástico de Pacino. Muito bom!

 

Salto para o ano de 1976, quando Brian de Palma faz Obsessão.

 

Uma história de amor aparentemente simples, mas que rapidamente se torna num drama psicológico com contornos bem estranhos e que faz deste filme uma obra fantástica. Imperdível!

 

Em 1978 Billy Wilder, quase em final de carreira, escreve e realiza O segredo de Fedora.

A história baseia-se essencialmente na explicação do “elixir da Juventude”. Será que ele existe mesmo?

Pode, pelo tema, parecer à primeira vista uma obra menor, mas esta película tem todos os ingredientes de um belíssimo filme: argumento, realização e bons actores. Marcante!

 

Damos agora um salto até 1983, quando um dos meus realizadores preferidos contracena com a mulher, Anne Bancroft, no filme “To be or not to be”.

Mel Brooks participa nesta longa-metragem como um actor de teatro, num dos poucos filmes realizados pelo coreógrafo Alan Johnson.

A acção decorre na Polónia ocupada pelo Terceiro Reich com momentos hilariantes e muito bem conseguidos. Uma comédia que é um primor!

 

Em 1985, numa breve crítica que escrevi para um jornal entretanto desaparecido, dizia logo no início: “Um Lugar no Coração é mais que as interpretações dos actores”.

Não foram inocentes os dois Óscares conseguidos por este filme. O realizador Robert Benton pegou numa história simples, mas com arte e engenho conseguiu apresentar-nos uma obra muito boa. O enredo baseia-se na luta de uma mulher pela manutenção da sua casa após a morte do marido. Todavia, neste filme surge um John Malkovich muito novo num papel de um cego, quase brilhante. Já para não falar de Danny Glover, outra presença de alto nível. Portanto, mais um filme simplesmente fantástico.

 

Poderia ainda referir muitas outras películas desta época como: “Excalibur” ou “Terra Sangrenta”, só para referir alguns que me vieram à memória, assim de supetão.

 

Mas oportunidades não faltarão para falar deles.

 

Vejam bom cinema.

 

A gente lê-se por aí!

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Publicado em Inominável nº 13

por José da Xã, autor do blog Lados AB

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(continuação)

No momento presente, com a minha mãe já de volta ao continente (com muita pena dela), fazemos passeios mais arrojados, por caminhos mais sinuosos e desafiantes, vantagens de viver com alguém que conhece os segredos da ilha e faz da natureza o seu ambiente de trabalho: percorri pontos tão altos que podemos ver o lado norte e sul da ilha, embrenhei-me na natureza no mais lindo parque florestal que já vi, e fui visitar o farol fazendo um caminho tão íngreme que a subida deve ser bastante semelhante a uma via sacra! Tenho também treinado o olho para ver as aves, como os estorninhos, que cobrem o telhado da minha casa - e cantam como se estivessem na audição do “The Voice” -, as corujas e as águias de asa redonda que por aqui abundam, e que nesta altura começam a mudar de comportamento, a prepararem-se para o ritual de acasalamento.

 

A aparição inusitada de animais já começa a ser corriqueira; um destes dias, estava eu a beber um café no terraço a aproveitar o sol, apareceu-me um pombo-correio identificado com a respectiva anilha. Não trazia nenhuma mensagem, mas suponho que estava cansado e achou que ali era um bom sítio para recuperar energias. Ficou no chão, curioso, e foi literalmente a andar para dentro da minha cozinha. Deu uma voltinha, observou tudo, e saiu pelas suas próprias patas, subindo um a um os degraus que levavam ao portão que gentilmente lhe foi aberto... e lá foi ele a caminhar e a aproveitar o sol de sábado à tarde! Excesso de confiança pombalina cheia de graça...

Tenho também, a nível gastronómico, provado uma maior variedade de peixe - embora haja uma época para determinadas espécies, tendo ainda muito para descobrir - o que me faz sentir exoticamente saudável, até que compro um pão alentejano (pão alentejano é pão alentejano!) e o despacho com uma boa camada de manteiga açoriana...

Fiquei a par de algumas tradições típicas de cá; uma delas é bastante curiosa, chama-se “o menino mija” e consiste em, na época das festas natalícias, irmos a casa dos vizinhos que aguardam visitas a qualquer momento, tendo bebida à disposição, tal como algo para comer. Assim nos aconteceu e acabámos por entrar na casa de um casal que eu nunca vira, apesar de vivermos relativamente próximos e os nossos maridos serem colegas de trabalho; de repente desfilavam bebidas e doces à minha frente...”coma e beba, esteja à vontade!”. O meu filho não se fez de rogado - não conhecer as pessoas era apenas um pormenor - mantendo a descontracção típica de adolescente permanentemente esfomeado. Já uma amiga minha, que passava uns dias de férias em nossa casa na altura, não conseguia disfarçar o espanto, nem o receio de parecer lambona/continental abusadora, até que lhe foi explicado que esta hospitalidade e naturalidade fazem mesmo parte da essência açoriana. Foram de uma hospitalidade enternecedora, e ainda trouxe para casa um saco de tangerinas tão doces como o licor que se tinha bebido. Assim me estreei na tradição, mas apenas como visita, não tendo sido anfitriã, até porque estava ocupada a fazer de guia turística para a minha hóspede.

#13 por terras foto 10 - Romeiros Cabouco.jpg

(Nota: foto dos romeiros retirada da página http://secretariadobiblico-sm.blogspot.pt)

Uma outra tradição é a dos romeiros na época da Páscoa: vários grupos constituídos por homens das mais diversas idades, incluindo bastante jovens, caminham quilómetros de distância, faça chuva ou sol, de cajado na mão e manto pelas costas, cantando as suas orações. É uma tradição tão séria que os romeiros têm direito a dispensa do trabalho pelos dias que forem necessários para cumprirem a sua missão. As vozes juntas têm uma excelente projecção, e de vez em quando ouvia-os a passar, dando-me a momentânea sensação de viver num lugar sem Tempo... A devoção está tão enraizada que a comunidade de emigrantes micaelenses no Canadá mantém viva a tradição, sendo transmitida para as novas gerações.

Entretanto a Primavera já chegou e haverá algo mais para descobrir! Assim como novidades da nossa vida na terra das vacas felizes, ilustradas com fotos mais floridas certamente! Aguardem o próximo número!

 

Com amor, da ilha.

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Publicado em Inominável nº 13

por Inês Rocha, autora do blog Alquimia do Momento

 

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Começo a escrever estas linhas ao som de assobios... mas não daqueles de cantarolar uma melodia engraçada e descontraída, não não... São assobios do vento que passa pelas frinchas das portas e janelas, a desvantagem de viver numa casa sem vizinhos do lado sul, com uma paisagem absolutamente maravilhosa... e exposta aos caprichos de um vento vindo desse quadrante, dando boleia a uma chuva sem piedade, que não nos permite pôr nem a ponta de uma unha do lado de fora da porta sem corrermos o risco de ficar sem ela! Quase me sinto a personagem feminina do “Monte dos Vendavais”, mas em modo menos poético porque ela não tinha de sair para ir à mercearia, ver o correio, pôr na rua o caixote da reciclagem, nem lutar contra umas portadas que não se queriam fechar... Aqui há montes, há vendavais, e neste momento uma depressão tropical - nome adequado de facto - pois é deprimente não poder sair de casa sem sentir que é uma ida não desejada ao ginásio para um treino de força.

Da mesma forma que o tempo aqui é generoso com as temperaturas, mesmo no Inverno, quando lhe dá para a má disposição não é para brincadeiras. Bem me avisaram que agora é que eu ia saber o que era vento... e é mesmo verdade! No entanto, prefiro isso às temperaturas gélidas que assolam a Europa...a meteorologia aqui por vezes sofre de alguma bipolaridade, mas ainda não endoideceu de todo! Não obstante o dia de hoje e outros semelhantes que dão o ar da sua graça de repente, temos sido abençoados com sol e temperaturas de Primavera. Esses momentos foram aproveitados para descobrir o (muito) que ainda há para descobrir. Enquanto tinha a visita materna fizemos o incontornável roteiro turístico pelas míticas lagoas e pelo mercado municipal, recheado de ananases regionais que, sem dúvida, têm uma outra doçura - o que acaba por ser uma desvantagem no sentido de que quando compramos um daqueles vulgarzitos vindos do Equador, e dos quais eu tanto gostava, agora não têm grande graça. Outra desvantagem é que estes são muito mais baratos que os da ilha, e de vez em quando lá temos que fazer uma opção pouco patriótica.

Tivemos também o fenómeno sísmico, mais de 300 abalos num dia em que foram sentidos poucos mais de 20. Nesse dia recebi bastantes telefonemas para saber se estava tudo bem, e foi assim que fiquei a saber do fenómeno, pois aqui não dão grande relevância a certos caprichos da natureza. Ia eu de carro a caminho de Ponta Delgada e nada sentira, nada ouvira, e as vacas continuavam deitadas e refasteladas, tranquilamente a ruminar a erva e – quem sabe? – alguns pensamentos sobre a actividade sísmica. Fui depois informada de que esta é de frequência diária e só muito raramente se faz sentir à superfície... acho bem! Agora que vim agraciar a ilha com a minha presença, acontecer um tsunami ou alguma má disposição vulcânica seria um péssimo sentido de humor por parte da Mãe Natureza!

(continua)

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Publicado em Inominável nº 13

por Inês Rocha, autora do blog Alquimia do Momento

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(continuação)

 

Saúde

Adoramos sempre os nossos animais e vê-los partir é uma tortura... 6 anos depois de o meu cão “Gaspar” (o que aparece na foto comigo) ser um idoso cansado que foi para o “céu dos cães”, ainda me dói quando penso que não o poderei abraçar mais e olhar para os seus olhos cor de mel.

E a notícia que tenho de vos dar não é agradável, as ratazanas têm uma esperança de vida muito curta, de dois até quatro anos, embora tenham existido alguns exemplares que viveram mais tempo. Deve fazer visitas a um veterinário para consultas de rotina, isso certamente poderá aumentar o seu tempo de vida. Esteja atento a qualquer sinal de doença, ninguém conhece melhor os nossos amigos do que nós. Até com o meu peixe eu consigo ver se algo não está bem! Seja zeloso, pois eles merecem!

ratazanaveterinário.jpg

Além disso, limpe completamente a gaiola uma vez por semana (não use lixívia), retire os dejectos pelo menos de dois em dois dias.

Ao contrário dos humanos, neste caso dentes amarelos ou laranja são sinónimo de saúde; já os dentes brancos são um sintoma de insuficiência renal!

ratazanacolinho.jpg

Gostaria de vos passar tudo que aprendi, mas não consigo, deixo só o conselho para assistirem a um vídeo e darem uma “volta” por um blogue super interessante.

Conselhos para limpar a gaiola:

(Só uma nota quanto a este vídeo, eles colocam areia de gato no WC das ratazanas, mas não o faça, há produtos mais adequados para elas)

https://youtu.be/7Oy7gOknDjs 

Um blogue criado por portugueses sobre ratazanas; visitem, está excelente!

https://ratzforum.wordpress.com

e o Facebook:

https://www.facebook.com/RatzForum?fref=ts

 

E pronto, meus queridos leitores, garanto que fiquei com uma enorme vontade de ter uma ratazana, consigo vê-las de forma completamente diferente depois de tudo o que pesquisei! É muito importante que se desfaçam preconceitos contra esta doçura de animalzinho.

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Publicado em Inominável nº 13

por Golimix autora do blog Eu tento, mas meu tento não consegue

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(continuação)

 

E o alojamento?

É fácil perceber que, infelizmente, têm de estar confinadas a uma gaiola. Mas não é “encafuá-las” lá para esperarem que nós cheguemos a casa para as soltar. Meus amigos, elas são inteligentes, por isso a gaiola deve ter estímulos para que cresçam sãs.

Obviamente que quanto maior for a gaiola, melhor, já que são animais activos e com um porte que não é de desconsiderar. Aquelas gaiolas altas e com vários patamares, iguais às das chinchilas ou furões, são as que deve ter em mente.

Do que pesquisei, aconselham cerca de dois metros quadrados por ratazana como dimensão mínima. E mesmo assim é imprescindível que saiam da gaiola para se exercitarem e explorarem o meio ambiente. Não preciso de dizer outra vez que desde que esteja alguém a vigiá-las, não é?

gaiolaarmário.jpg

As gaiolas de rede metálica permitem uma boa ventilação e permitem que elas se exercitem a trepar. Mas, não é aconselhável que o chão seja em arame, já que podem ficar com as patas presas e desenvolverem úlceras.

ratazanagaiola1.jpg

A gaiola deve estar dentro de casa ao abrigo de correntes de ar, com luz, mas sem luz directa! Ao contrário do que possam pensar, as ratazanas domésticas não são tão resistentes como os seus parentes selvagens e são facilmente afectadas pelas correntes de ar e pelo frio.

ratazanatoca.jpg

Depois, é dedicarmo-nos à decoração interior de gaiolas e permitir que possuam o que lhes é essencial - um abrigo para dormir, espaço para brincarem e interagirem com escadas, cordas, túneis, plataformas. Não será preciso dizer que roedores roem, não é?

Por isso, todos os objectos de madeira serão roídos, e talvez alguns de plástico. Mas roer também contribui para que fiquem saudáveis. Deixem coisas que elas possam “desfazer” com os dentes à vontade! Massa em espiral também é uma boa opção para este efeito.

Quanto àquela rodinha típica para os ratos, muitas vezes algumas ratazanas não lhe vêem qualquer interesse, mas experimente para ver se o seu bichinho gosta; no entanto, opte por uma de superfície lisa e sem arame.

Alimentação

São animais omnívoros e os conselhos são para que lhes dê uma ração específica, que tem a forma de granulado, pois enquanto comem aproveitam e desgastam os dentes. Felizmente, já vão existindo à venda nas lojas de animais, mas não deixe de pesquisar sobre o melhor alimento para os seus companheiros roedores.

Mesmo assim, o seu cardápio deve ter alimentos frescos, tais como frutas e vegetais. Também pode dar-lhe sementes, tais como arroz com casca, aveia, alpista e sementes de abóbora e de linhaça.

 

Não lhe dê milho cru, pode fazer-lhes mal. Cuidado com as quantidades de sementes de girassol e os amendoins, dê pouca quantidade, já que são extremamente oleaginosos e acarretarão um ganho de peso perfeitamente dispensável!

Existem alimentos quem lhes são permitidos e outros que são proibidos, pois trarão problemas ao nosso animal. Pesquise e procure, quando tiver dúvidas sobre se lhe pode dar algo ou não.

Deixo apenas algumas ideias dos alimentos proibidos:

  • Citrinos, manga e ananás;
  • amendoim cru;
  • sementes de maçã e de papoila;
  • batata doce crua;
  • banana verde;
  • batata verde crua;
  • insectos; (Não lhe passe isso pela cabeça! Ok?)
  • bebidas gaseificadas (as ratazanas não conseguem arrotar);
  • alcaçuz;
  • tofu;
  • carne crua (pense que pode conter bactérias);
  • couve vermelha ou couve de Bruxelas crua;
  • ruibarbo;
  • espinafre;
  • comidas “peganhentas”, género manteiga de amendoim (pode causar-lhes asfixia);
  • algas.

(continua)

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Publicado em Inominável nº 13

por Golimix autora do blog Eu tento, mas meu tento não consegue

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(continuação)

Vamos saber mais?

Comportamento

A ratazana é sociável, e acho que já percebem que isso quer dizer que gostam de viver em grupo, por isso já sabe que deverá ter duas ou três. Se forem da mesma ninhada, há machos que convivem a vida toda sem problemas, embora na puberdade um deles vá manifestar-se como macho “alfa”. Há quem prefira, no entanto, ter só fêmeas. Ou então um macho e uma fêmea, sendo um deles esterilizado, senão terá muitos mais...

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Este animalzinho é muito curioso e devido à sua inteligência pode ser treinado para fazer as necessidades num local destinado para o efeito; inclusive, podem ensinar-lhe vários truques, e há até quem os ensine a andar com trela  - claro que adaptada à sua estrutura. Como vêem, não é assim tão diferente de um cão, apenas um pouco mais pequeno que o Chihuahua.

São animais nocturnos, bons nadadores, escavadores e trepadores! Verdadeiros acrobatas!

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 E agora pasmem: riem quando lhes fazemos cócegas!

Muitos associam a ratazana a sujidade, mas nada mais errado! São animais que passam cerca de um terço do tempo em que estão acordados a tratar da sua higiene, seja da própria ou dos elementos da sua pequena comunidade. Portanto, meus caros, são animais bem limpinhos!

Será também interessante dizer-vos que num grupo de ratazanas é estabelecida uma hierarquia, e pode existir a tendência para simularem lutas, saltando e perseguindo-se. Inclusive, podem até investir contra o pescoço umas das outras, mas quando as lutas são para valer elas geralmente atacam a parte traseira do corpo e ficam eriçadas, emitem guinchos estridentes.

Antes de adoptar uma ratazana esteja ciente do seguinte: é importante que estejam habituadas ao ser humano e ao ambiente doméstico. Tenha atenção a quem vai adoptar/adquirir este pequeno animal. Será tanto mais fácil a mudança para um novo ambiente, e a sua adaptação, quanto mais ela esteja sociabilizada com humanos. É normal que no início se mostre tímida e desconfiada, mas após esse período ela desenvolverá um grande apego com o seu companheiro humano; de facto, a ratazana precisa da presença e do seu afecto diário para desfrutar de um pleno estado de bem-estar. E sobretudo não o faça por impulso, pense bem, irá ter um ser vivo que depende da sua responsabilidade.

Como é lógico, animais com mau estado de saúde são para desconfiar, tenha atenção a:

  • Secreções nasais avermelhadas
  • Secreções oculares avermelhadas
  • Feridas abertas
  • Letargia
  • Respiração com dificuldade
  • Fezes aquosas

Se as ratazanas tiverem sido socializadas com humanos e gozarem de boa saúde, serão animais muito dóceis, que adoram um colinho e respondem com agrado dando pequenas lambidelas. Existem muitas fotos com ratazanas apoiadas nos ombros e aninhadas no colo dos seus humanos de estimação.

(continua)

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Publicado em Inominável nº 13

por Golimix autora do blog Eu tento, mas meu tento não consegue

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Há um leitor da Inominável que me pediu para falar de um animal em particular. Reconheço que tenho vindo a adiar falar sobre ele. É conhecida a minha manifesta paixão por todos os bichinhos que por aí existem, mas há sempre uma questão cultural e social que me faz arrepiar um pouco ao pensar no tal animalzinho. Bem... a verdade é que não é animalzinho todo, mas apenas uma parte dele que me faz arrepiar um pouco.

Estou a falar da ratazana doméstica, que ultimamente faz as delícias de muitos como animal de estimação. E se eu acho o corpo fofinho, arrepio-me mal vejo aquela cauda grossa!!!

ratazanafofinha.jpg

A minha mãe comentaria muito bem esta minha coluna com “Este mundo está maluco! Andávamos nós a destruir as ratazanas para agora andarem alguns a fazer delas animais de estimação!”

Pois, mas isso eram ratazanas selvagens, e daí vem o preconceito todo cair sobre as ratazanas domésticas!

Coitadas das ratazanas! Eu era aquela menina pequena que gritava sempre que se andava atrás de um rato lá por casa. “Coitadinho! É tão pequeno! Que mal é que ele vos fez!?!”

A ratazana é um pouco maior, pesa cerca de 500 gramas e ao que parece muito inteligente! Fiquei simplesmente fã! Provavelmente até seria uma aquisição, se pudesse deixá-la à solta pela casa. Mas isso só pode acontecer com vigilância, o resto do tempo deve mesmo estar numa gaiola se não quisermos começar a ter estragos pela habitação! Ou que ela se coloque em perigo.

De todos os roedores mantidos como animais de estimação, são dos mais inteligentes e interactivos. São fáceis de manter e não necessitam de vacinação. Medem de 30 a 50 centímetros, incluindo a cauda, e alguns machos podem ultrapassar os 500 gramas de peso. E também não dão muito trabalho nem ocupam muito tempo.

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Pequena, leve, pouco trabalho e inteligente! Conquistei?

Hoje em dia, os amantes de ratazanas continuam a crescer. A princípio é uma ideia que causa uma certa estranheza, até porque nos fazem pensar, por associação às ratazanas selvagens, que são portadoras de doenças e constituem perigo para a saúde. Mas quem depois tem a possibilidade de observar as ratazanas domésticas, geralmente, muda de opinião.

Por serem criadas em cativeiro há várias gerações, a manutenção das ratazanas não implica cuidados especiais, para além daqueles que são tidos com a maioria dos roedores. O mito da sujidade e doenças não se aplica aos exemplares em cativeiro, desde que sejam respeitadas as condições de higiene e saúde do animal, como acontece com qualquer animal de estimação.

(continua)

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Publicado em Inominável nº 13

por Golimix autora do blog Eu tento, mas meu tento não consegue

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O coração bate mais forte, o sorriso abre, em alguns casos um grito. Quem não sentiu ainda a felicidade de encontrar um ou mais livros da lista de desejos em promoção? Seja desconto directo, em cartão, saldos, feira do livro ou leilão de usados, para o leitor viciado é dia de festa. Dá vontade de contar a toda a gente, partilhar com os amigos, fazer inveja nas redes sociais. E aquele livro baratinho, baratinho, quase descontinuado, do autor favorito, muito difícil de encontrar? Melhor ainda do que promoção, certo?

Pois é, pequenas coisas que só quem ama os livros entende. Mas será que, mesmo assim, ama os livros o suficiente? Ou ama mais aquele que respeita o preço de editor e prefere construir a sua biblioteca comprando numa livraria independente? É só pensar um pouco. Queremos um futuro onde os livros serão exclusivos das grandes superfícies? Um mundo sem a opinião do livreiro? Sem aquela conversa deliciosa de quem, como nós, quer ler e conhecer sempre mais?

O futuro não tem livrarias. Conseguem viver com isso?

Claro que todos já comprámos livros em hipermercados, mas conseguem imaginar não ter opção? Ficar uma eternidade à espera que apareça o funcionário para fazer uma pergunta, e depois de finalmente lhe falarmos, ele (ou ela) olha-nos como se fôssemos seres de outro planeta com linguagem encriptada? É um pouco melhor nas redes de livrarias, mas conto pelos (meus) dedos as vezes em que havia um verdadeiro livreiro atrás do balcão. Acreditem que me sobram muitos dedos.

É o sistema e as coisas são assim, podem dizer-me. Eu ganho mal e os livros são caros, tenho de aproveitar os descontos, sei que o estão a pensar. E entendo, acreditem. Mas somos nós, leitores que podemos mudar alguma coisa. São as nossas escolhas que podem fazer alguma diferença. Comprar livros onde eles devem ser vendidos é também respeitar os autores.

Sabem aquela livraria da minha infância? Já fechou. Era um espaço pitoresco com enormes estantes de madeira que cheiravam a óleo de cedro. A livreira estava sempre atrás de uns óculos (muito) graduados e parecia que toda a gente aparecia lá para lhe cortar a leitura (quem consegue não rir com esta situação?). Podíamos passear as mãos pelas prateleiras recheadas, fazer uma pilha e ler um pouco de cada livro até decidir, tudo ao som de música clássica, sentados numa poltrona.

Hoje é um bar. Fico triste quando passo por lá.

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Publicado em Inominável nº 13

por  Márcia Balsas  autora do blog  Planeta Marcia

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(continuação) 

O mapa já tem uma quantidade de Vek inimigos iniciais, que procedem imediatamente a executar o seu turno de acções. Um aspecto importante é que os Vek mostram quais as suas intenções no final do seu turno, mas só atacam no final do turno do jogador. Isto implica que o humano tem a possibilidade de contra-atacar mais ou menos perfeitamente todas as potenciais ameaças dos Vek, utilizando para isso todo um conjunto de técnicas disponíveis nos elementos do seu esquadrão.

É aqui que a maior comparação entre Into the Breach e o xadrez pode ser feita. Ambos os jogos partilham o mesmo lema básico: individualmente cada peça tem movimentos e regras simples, mas as interacções entre as regras diferentes é que definem a complexidade do jogo. Um exemplo rápido: existe um mecanóide que consegue puxar um qualquer elemento do mapa um quadrado na sua direcção. Por si só isto não faz nada, mas se conseguirmos puxar um Vek para dentro de água ele é eliminado instantaneamente porque ele não sabe nadar, yo.

Já vamos a uma situação mais concreta, mas tenho de explicar mais umas coisas. Cada mapa tem um número de objectivos a cumprir para maximizar recompensas. Igualmente, o mapa está povoado de cidades que os Vek estão constantemente a ameaçar. A perda de muitas cidades levará à nossa derrota, portanto a sua protecção é fundamental, muitas vezes mais do que a dos nossos próprios mecanóides gigantes. Devo igualmente referir que os Vek são incrivelmente estúpidos e se nós os manipularmos de certa maneira conseguimos que o ataque deles acabe por destruir um outro Vek em vez do alvo que pretendiam.

Gostaria de mostrar o potencial deste videojogo explicando-vos uma situação que me ocorreu e que tive de resolver de alguma maneira. De seguida está uma imagem que apresenta o estado do mapa depois do turno dos Vek.

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Tudo o que está a vermelho às riscas são blocos em risco de sofrerem danos. Os três bonecos amarelos-claros são o pessoal do meu esquadrão (e não podem dizer que o que está mais à direita não é baril como tudo). Ora, eu consigo desviar os meus mecanóides do perigo facilmente, mas há muitas cidades em risco de serem destruídas. Da esquerda para a direita tenho: um inimigo de elite que está a ameaçar uma cidade e um mecanóide (ele dispara nas duas direcções), uma bomba azul que explode tudo à volta, depois um escorpião a envolver uma cidade com teias para depois a destruir (sim, eu sei que os escorpiões não tecem teias, vá, segui em frente, deixai lá isso...) e finalmente um outro Vek a lançar um projéctil contra outra cidade. Para além disto eu sei que vem aí ainda mais um Vek do chão no próximo turno, naquele quadrado coberto de fumo.

É uma situação complicada, no mínimo. Contudo, não vos esqueceis do lema: regras simples e interacções complexas. Eis a minha solução, que usa as capacidades do meu esquadrão quase ao máximo:

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O meu primeiro mecanóide começou por puxar o Vek cor-de-rosa para si de modo a impedi-lo de danificar a cidade. Para isso coloquei o mecanóide mesmo em cima do alcance da bomba azul, contra-intuitivamente, mas já percebereis porquê.

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Com o meu segundo mecanóide consegui danificar o Vek mais à direita. Não consegui matá-lo, mas como estava em cima de dunas de areia o ataque elevou nuvens de poeira que cancelaram o ataque do Vek, neutralizando-o.

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Contudo, ainda faltavam duas ameaças a cidades e só me restava um elemento do esquadrão para mexer. Eis que entra a minha arma secreta. O meu último mecanóide tem um ataque especial: um ataque de electricidade que é conduzido por elementos do mapa que estejam adjacentes uns aos outros. Ao atacar o escorpião, que já tinha pouca vida, tudo na cadeia leva um esticão igual. Podereis ver agora que o posicionamento do meu primeiro mecanóide ao pé da bomba não foi ao acaso, pois ele próprio fecha o circuito eléctrico de modo a que o Vek cor-de-rosa sofra danos também. É verdade que ele próprio é vítima do choque também, mas uma das habilidades dele é a sua armadura que reduz os danos que leva. Igualmente, o mecanóide eléctrico tem um melhoramento à sua arma de modo a que o seu ataque não danifique cidades. O resultado é uma eliminação de ameaças muito satisfatória num espectáculo mais electrificante que a batalha final do filme Highlander.

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Mas ainda não acabámos.

Assim que os meus bonecos acabam o que têm a fazer é a vez do inimigo realizar os seus ataques pendentes. Mais uma vez, não foi à toa que puxei o Vek cor-de-rosa para aquela posição, pois eu sabia que havia um outro Vek a disparar naquela direcção. Esta conclusão é o clímax de toda a jogada, pois o Vek mais poderoso de todos acaba por ser morto por um aliado idiota e o mapa fica relativamente mais limpo e seguro.

Compreendei que esta é apenas uma das dezenas de jogadas bastante complexas que podem acontecer no decorrer do jogo, e só relatei esta porque foi a única da qual tirei um vídeo para me poder lembrar de tudo o que fiz.

Então mas... E se falharmos? E se nalgum dia não estivermos com tanta paciência para gastar quinze minutos numa só jogada e cometermos um erro que destrua várias cidades? E se realmente perdermos o jogo? Bom, tenho boas e más notícias. As más é que o jogo é suposto ser difícil e portanto não é possível guardar o nosso estado antes de um combate. Se perdermos, perdemos, e a humanidade é dizimada. Paciência. No entanto, as boas notícias são que os pilotos dos mecanóides podem voltar atrás no tempo, para uma outra linha temporal alternativa onde os Vek não tenham sucedido ainda. Como tal, em caso de derrota, podemos escolher um piloto preferido para recomeçar. Isto é importante porque os pilotos adquirem experiência ao longo do tempo, para além do facto de terem habilidades especiais. Um deles, por exemplo, permite um movimento extra depois de atacar, o que é extremamente conveniente para ir dar uma lambada a um Vek e ainda bloquear um ataque a uma cidade do outro lado do mapa.

Podereis ter notado que esteticamente o videojogo parece mais preparado para um GameBoy do que para um computador de "gaming" (eu já referi que detesto o facto de nós, como portugueses, ainda não termos inventado uma palavra que substitua o "gaming"?). Sinceramente eu até gosto do aspecto visual geral do videojogo, por duas razões: em primeiro, porque faz-me lembrar nostalgicamente a altura em que eu usava emuladores (que são programas que simulam uma consola de videojogos no computador) para jogar produtos muito parecidos com este, como é o caso do Advance Wars e do Fire Emblem, que também são jogos muito tácticos e tal; em segundo, porque o facto de os gráficos serem bastante simples faz-me crer que uma maior porção de tempo foi aplicada a desenvolver e a balancear o sistema de combate e todas as regras malucas (mas simples!) presentes no videojogo.

Se tiverem um familiar ou amigo que goste de quebra-cabeças e que esteja quase a fazer anos e o quiserem surpreender com o vosso aparentemente enorme conhecimento sobre videojogos (sem dúvida como consequência de lerem regularmente esta coluna na revista), então podereis pensar em comprar-lhe este videojogo. Não o recomendo, pois é bem possível que lhe estragassem várias horas da sua vida quando ele passasse o tempo livre a tentar perceber como melhor esmagar os horríveis Vek.

Por outro lado... são só 15€...

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Publicado em Inominável nº 13

por Rei Bacalhau, autor do blog O Bom, o Mau e o Feio

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Não, não tem nada a ver com praias. Lede bem o título de novo.

Já estareis mesmo a ver que o título em inglês deste artigo deve querer significar que vamos falar de um videojogo específico hoje, ou então finalmente sucumbi às pressões culturais de falar meio em português e meio em inglês, como parece ser cada vez mais evidente na nossa sociedade.

But that's just me.

Há uma razão pela qual eu tenho tendência a evitar usar a palavra "jogos" quando me refiro a videojogos. Não é que tenha um prazer pedante em escrever um conjunto de caracteres adicionais cada vez que redijo um artigo, mas simplesmente gosto de fazer a distinção clara de que estou a falar de jogos electrónicos, por oposição a jogos mais antigos como os de tabuleiro.

Desde a génese do conceito de videojogos que os seus desenvolvedores se atreveram a copiar todo o tipo de jogos e colocá-los num ecrã. É mais ou menos oficial que o primeiro jogo a ser traduzido para o ecrã interactivo com sucesso de vendas foi o ténis de mesa, com a criação do Pong nos anos 70. No entanto, antes de qualquer interesse comercial no assunto os videojogos já eram desenvolvidos por outras razões, como por exemplo a educação, a investigação e afins. Igualmente, temos de compreender que devido muitas vezes a limitações técnicas, muitos programas de computador (o que os videojogos efectivamente são) não eram realmente implementados, mas apenas desenvolvidos teoricamente.

Estou a levar o artigo nesta direcção por duas razões: a primeira é que quero referir que um destes modelos de programas teóricos foi o xadrez, que tem desafios muito interessantes que contribuíram para o progresso do conceito de inteligência artificial; em segundo, quero referir que uma das pessoas por detrás destes desenvolvimentos foi um senhor chamado Alan Turing, um dos homens mais importantes do século XX e cujo maior crime foi ser homossexual na altura errada, infelizmente. Refiro este senhor porque creio que se algum de vós não o conhecer, deveis-lhe pelo menos uma leitura da sua biografia. Repito, Alan Turing – ide ler sobre ele em vez de ver a Casa dos Segredos.

alan_turing.jpg

Quer dizer, sem ofensa, nada contra.

Voltemos ao xadrez. É evidente que este jogo foi rapidamente transportado para a indústria dos videojogos à medida que as várias explosões tecnológicas e culturais iam ocorrendo ao longo das décadas de 80 e 90. Alguns de vós podereis lembrar-vos que houve até uma versão do Windows (acho que o Vista?) que tinha um videojogo de xadrez incorporado.

No entanto, os tempos mudam e de repente o xadrez já não é apelativo, e algumas pessoas começam a querer algo que seja tão dependente de lógica como o xadrez mas com um conjunto maior de interacções e regras.

Ora, recentemente foi lançado um videojogo que tem semelhanças com o xadrez, ao mesmo tempo que não tem nada a ver.

Into the Breach, o videojogo epónimo deste artigo, entrou nas casas de muitos jogadores informados com pompa e circunstância, pois a empresa que desenvolveu o jogo teve um imenso sucesso com o seu videojogo anterior chamado FTL: Faster Than Light, que por si só mereceria um artigo, mas por agora fiquem com a noção de que é um videojogo excelente. A expectativa para este novo lançamento era consequentemente enorme, mas muitos ficaram desapontados com a jogabilidade de Into the Breach, pois nada tinha a ver com o FTL. Na minha opinião, o pessoal não se despegou suficientemente de um para dar o valor merecido ao outro.

Foquemo-nos no Into the Breach, então.

A premissa do videojogo é a de que a humanidade, como sempre, está ameaçada por uma espécie de artrópodes ultra gigantes chamados Vek que brotaram do fundo da terra por razões de enredo. A devastação que originaram levou à criação de esquadrões de armas de combate igualmente ultra gigantes, o suficiente para fazer o Landkreuzer parecer coisa de meninos. Está implícito que estes esquadrões não foram criados a tempo para salvar a Terra. Pelo contrário, estes gigantes mecânicos vêm do futuro para combater a ameaça Vek e salvar a Terra, ou pelo menos uma das linhas temporais dela (quando se metem viagens no tempo ao barulho, as coisas começam a ficar complicadas).

Felizmente, o jogo não leva a sua história muito a sério e fica imediatamente evidente que é apenas uma desculpa para se meterem insectos monstruosos à porrada com algo equivalente ao Megazord dos Power Rangers, e digo por experiência própria que isto é algo que apela a todos os homens, por muito que eles não o queiram admitir.

Portanto, entramos no jogo, seleccionamos um piloto inicial para um dos nossos mecanóides gigantes (os esquadrões têm todos três), e é-nos apresentado um mapa com várias ilhas com missões. Inicialmente só podemos escolher uma, mas as restantes são desbloqueadas à medida que progredimos. Começamos uma missão e somos imediatamente lançados para um mapa de jogo em duas dimensões com o aspecto de uma grelha de oito por oito quadrados (huum... que outro jogo é que tem esta configuração? parece-me familiar...).

(continua)

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Publicado em Inominável nº 13

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