Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Seg | 30.04.18

Viagens | Os Kew Gardens #4

(parte #3)

O Jardim de Bambu

Em 1891, quando este jardim foi criado, continha 40 espécies de bambu originárias essencialmente do Japão. Hoje tem cerca de 1200, vindas também da China, dos Himalaias e das Américas. Como algumas destas espécies crescem rapidamente e são muito invasivas, estão contidas entre pesadas barreiras de material plástico.

08 Kew Gardens  jardim bambu.JPG

A Casa Minka

No Jardim de Bambu encontramos também uma casa tradicional das quintas japonesas. Originária da região de Okazaki, no sul do Japão, está colocada sobre uma base de grandes lajes – as minkas não tinham fundações de cimento, para permitir a sua flexibilidade na ocorrência de um terramoto. Com uma estrutura feita de troncos de pinheiro atados com cordas, foi construída sem pregos e os seus diversos elementos estão unidos por um sistema de juntas. Até meados do séc. XX, nos ambientes rurais, a maioria das pessoas vivia em casas deste tipo (minka significa literalmente “casa de pessoas”).

09 Kew Gardens Casa Minka.JPG

O Portão Japonês (Japanese Gateway)

O Chokushi-Mon (que significa “Portão do Mensageiro Imperial”) é uma réplica à escala de quatro quintos do Portão de Nishi Hongan-ji em Quioto, no Japão. Foi criado para a exposição nipo-britânica que teve lugar em Londres em 1910 e depois reconstruído nos jardins de Kew. Construído no estilo rococó japonês (Momayama), a madeira foi primorosamente trabalhada em relevo com flores e animais estilizados.

Em volta deste Portão foi concebido em 1996 um jardim japonês adaptando os estilos de jardim do período Momayama: caminhos desenhados entre lanternas japonesas, bacias de água gotejante, gravilha e grandes pedras, rododendros e anémonas japonesas.

 (ver galeria)

(continua)

 __________________________________________________________________

Publicado em Inominável nº 13

por Ana CB autora do blog Viajar. Porque sim

 

 

Sex | 27.04.18

Viagens | Os Kew Gardens #3

(parte #2)

A Estufa Temperada (Temperate House)

A maior estufa vitoriana actualmente existente abrange uma área de quase 5 mil metros quadrados e atinge 19 metros de altura. Foi criada em 1860 também por Decimus Burton e abriga uma importante colecção de plantas que se  encontram nas regiões temperadas do nosso planeta.

(ver galeria)

 

O Pagode Chinês (Great Pagoda)

Este Pagode foi concebido por Sir William Chambers e a sua construção terminou em 1762. É uma torre octogonal com dez andares distribuídos por 50 metros de altura, cada nível sendo 30 cm mais estreito do que o imediatamente abaixo. Apesar de ignorar uma regra básica dos pagodes chineses (que têm sempre um número ímpar de níveis), foi na altura a reprodução mais fiel de um edifício chinês na Europa – tão invulgar que muita gente pensou que não iria conseguir manter-se de pé.

(ver galeria)

(continua)

 __________________________________________________________________

Publicado em Inominável nº 13

por Ana CB autora do blog Viajar. Porque sim

 

Qui | 26.04.18

Viagens | Os Kew Gardens #2

(parte #1)

A Estufa das Palmeiras (Palm House)

É considerada a estrutura vitoriana de ferro e vidro ainda existente mais importante do mundo. Foi desenhada por Decimus Burton e projectada por Richard Turner para abrigar as palmeiras exóticas trazidas para Inglaterra de outros pontos do globo. Foi a primeira vez que se usaram estruturas de ferro forjado tão amplas sem estarem apoiadas em colunas, e possui 16.000 vidraças.

(ver galeria)

 

O Aquário Marinho

Alojado no subsolo da Palm House, este aquário recria quatro grandes habitats marinhos, ilustrando a importância das plantas nestes ambientes. Mas as “estrelas da companhia” são mesmo os peixes e outros habitantes das águas, como os cavalos-marinhos ou as engraçadas enguias-de-jardim.

(ver galeria)

O Lago da Palm House

A escultura que vemos no lago perto da Palm House representa Hércules a lutar com o deus-rio Aqueloo. Foi executada em 1826 a pedido do Rei Jorge IV, mas só foi instalada em Kew em 1963 – antes disso, ocupou o terraço leste do Castelo de Windsor.

(ver galeria)

(continua)

 __________________________________________________________________

Publicado em Inominável nº 13

por Ana CB autora do blog Viajar. Porque sim

 

 

 

Ter | 24.04.18

Viagens | Os Kew Gardens #1

Os maravilhosos Jardins Botânicos Reais de Kew, na periferia de Londres, são uma das maiores atracções turísticas da capital inglesa, e o seu valor como paisagem histórica é tão grande que estão desde 2003 classificados como Património Mundial pela Unesco.

17 Kew Gardens Templo de Bellona (2).jpg

Criados em 1759 pela Princesa Augusta, os Kew Gardens ilustram de forma ímpar os períodos característicos da arte paisagística dos séculos XVIII a XX, com ambientes criados por arquitectos paisagistas de renome internacional e reflectindo as tendências artísticas da Europa e de regiões mais distantes. Os jardins têm também estado, desde o princípio, intimamente ligados às mudanças científicas ocorridas ao longo dos tempos nas áreas da botânica e da ecologia, contribuindo de forma muito significativa e ininterrupta para a conservação biológica, nomeadamente através do seu banco de sementes, o “Kew’s Millennium Seed Bank”, que já conta com mais de 36 mil espécies de plantas selvagens. E como se isto não bastasse, são também a casa de extensas e variadas colecções: um herbário com mais de sete milhões de espécies conservadas, plantas vivas em número superior a 30 mil, e uma biblioteca com mais de 750 mil volumes e 175 mil desenhos e ilustrações de plantas.

Kew Gardens mapa 2017_001.png

Ocupando uma área de 1,21 Km2, os jardins oferecem uma grande diversidade de paisagens e atracções e são precisas várias horas para os visitar – e não fossem as dores nos pés e o cansaço, nem daríamos por elas passarem…!

Venham comigo conhecer alguns dos lugares mais emblemáticos dos Kew Gardens.

índice.png

info.png

(continua)

 __________________________________________________________________

Publicado em Inominável nº 13

por Ana CB autora do blog Viajar. Porque sim

Pág. 1/4