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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Seg | 30.05.16

Primavera nas Astúrias #3

Dia 6 – Llanes-Potes

 

Llanes é outra das localidades costeiras das Astúrias que merece uma visita. A viagem desde Arenas dura pouco mais de meia hora. Estacionem junto à praia del Sablón e subam até ao passeio de San Pedro para terem uma vista ampla sobre a costa e a localidade. O braço de mar que entra pela vila forma um pequeno porto, no extremo do qual se encontram os coloridos “Cubos de la Memoria”, criação do artista basco Agustín Ibarrola sobre os blocos de betão que formam o dique do porto. Depois percam-se pelas ruas do centro histórico e descubram a Igreja de Santa María del Conceju, o seu Casino modernista de inspiração barroca, o Torreão medieval ou o Palácio de Gastañaga.

  

 

Se continuam com vontade de andar a pé, a minha sugestão chama-se “Camín Encantáu” e fica a 15 km de Llanes. Sigam até Posada de Llanes e depois tomem a AS-115 até Puente Nuevo, onde vão encontrar um desvio à direita e um estacionamento depois da ponte. O “Camín Encantáu” é um percurso circular e fácil de 10 km pelos povoados do vale de Ardisana. Ao longo do caminho encontram-se dispostas a espaços várias esculturas de madeira que fazem referência à mitologia asturiana. Todas as informações sobre este percurso a pé estão disponíveis no site - El Camín Encantáu, - no Wikirutas e no Google.

 

Se no entanto estão sem vontade para grandes caminhadas, então proponho uma incursão breve pela região da Cantábria para visitarem a encantadora vila de Potes. São 65 km desde Llanes, parte dos quais (mais concretamente 21 km) pelo desfiladeiro de La Hermida, o mais comprido de Espanha, que acompanha o leito do rio Deva e oferece estupendas paisagens de montanha.

Localizada na confluência de quatro vales e dois rios, o Deva e o Quiviesa, e beneficiando de um microclima mediterrânico, Potes é uma típica localidade montanhesa, com as suas pontes e o seu bairro antigo de ruas estreitinhas sem trânsito motorizado. As casas são maioritariamente em pedra, algumas estendendo-se por cima das ruas, com caixilhos e varandas em madeira. A Torre do Infantado é o ex-libris da vila e remonta ao séc. XIV, abrigando actualmente a câmara municipal. Muito virada para o turismo, Potes é também famosa por ser um lugar onde se come bem, com destaque para as carnes e o cozido típico da região; a oferta gastronómica é abundante e variada.

 

 

Para regressarem a Arenas de Cabrales voltem pelo mesmo caminho até Panes, virem à esquerda para cruzar a ponte sobre o Deva e sigam pela AS-114. São cerca de 50 km, uma hora de viagem.


Dia 7 – Viagem de regresso


O último dia será mais uma vez passado em viagem. Há várias rotas possíveis para o regresso, mas sugiro que vão por Villaviciosa, Pola de Siero e Mieles para apanharem a AP-66, seguindo depois sempre para sul.
Como sugestão de paragem pelo caminho, a cidade de León é a minha favorita, com a Catedral gótica e a Casa Botines, de Gaudí, a merecerem especial destaque. E se apreciarem as obras deste arquitecto catalão, vale a pena fazerem o desvio de quase 50 km até Astorga para verem o Palácio Episcopal desta cidade, concebido por Gaudí em estilo neogótico medieval. Situada mesmo ao lado, a Catedral de Astorga é também digna de uma visita.

 

                    

    

 

Zamora, já mais perto de Portugal, é outra alternativa de paragem ainda em terras espanholas. Atravessada pelo rio Douro, o centro histórico é dominado pela catedral. Do miradouro à saída da Puerta del Obispo tem-se uma vasta panorâmica do rio e da cidade que se estende pelas suas margens, estando bem visíveis as azenhas de Olivares, em baixo, e do lado esquerdo a Puente de Piedra, que remonta ao séc. XII.

 

 

Este é apenas um dos roteiros possíveis por terras asturianas, pois muito mais há para ver nesta região espanhola. Sempre com a certeza de que não vão regressar desiludidos.

Outras sugestões de consulta para prepararem a viagem:
Where is Asturias e Asturnatura

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Publicado em Inominável nº 3
por Ana CB autora dos blogs Viajar. Porque sim.Gene de traça, e

A vida e outros acasos.

 

 

Sex | 27.05.16

Primavera nas Astúrias #2

Dia 4 – Ribadesella - Cangas de Onís - Covadonga - Lagos 
Arenas de Cabrales

Despeçam-se de Gijón com uma passagem pela Universidad Laboral e rumem para leste até Ribadesella, localidade de veraneio e de desportos de aventura. Situada no estuário do rio Sella, as avenidas junto à praia são especialmente encantadoras, com as suas casas apalaçadas de cores vivas sobressaindo na paisagem verde e azul.

A paragem seguinte é em Cangas de Onís, uma das portas de entrada para o Parque Nacional dos Picos da Europa. Embora muito virada para o turismo, é uma localidade pequena e até pacata fora da época alta, onde as vedetas maiores são a ponte “romana” (data do séc. XIII, mas supõe-se que remonta à época romana) sobre o rio Sella e a igreja de Santa Cruz, com origens no período pré-românico e construída sobre um dólmen pré-histórico. Aproveitem para almoçar por aqui, que a tarde vai ser longa e em zonas (ainda) mais bucólicas.

 

O santuário de Covadonga fica a apenas 11 km e é o próximo local a visitar. A capela dedicada à Virgem, que é a padroeira das Astúrias há mais de 1300 anos, está situada numa gruta escavada na rocha e aberta para o exterior, por baixo da qual surge uma cascata. O complexo inclui um museu, jardins e uma grandiosa basílica, que data do séc. XIX e se destaca, com a sua cor alaranjada e telhados vermelhos, no meio da vegetação abundante.

Regressem pelo mesmo caminho até encontrarem, um pouco antes de Cangas de Onís, a estrada para Arenas de Cabrales, que fica a menos de 50 km de distância. Arenas ou Poncebos, cerca de 5 km mais à frente, têm uma vasta oferta de alojamento e são ideais como base para descobrir esta vertente dos Picos da Europa.

 

 

Dia 5 – Ruta del Cares

Para quem gostar, hoje é dia de fazer uma caminhada num dos percursos montanhosos mais fantásticos e mais acessíveis desta região. A Ruta del Cares estende-se entre Poncebos e Caín, num total de 12 km em cada sentido e, tal como o nome indica, acompanha parte do percurso do rio Cares. Começando em Poncebos, existe uma subida inicial algo exigente de pouco mais de 2 km, sendo o resto do caminho essencialmente plano e fácil de fazer, com passagens por túneis e pontes, e sempre com o rio por companheiro. Deixo um aviso: vão correr o risco de se apaixonarem perdidamente por esta paisagem e esquecerem qualquer cansaço – pelo menos até terem de parar. Caín é uma aldeia encastrada entre altos picos montanhosos, local perfeito para repouso e almoço antes de iniciarem o caminho de regresso. Todas as informações sobre o percurso estão disponíveis em Ruta del Cares.

 

Se não gostam de grandes caminhadas (ou não podem fazê-las), então sugiro que visitem a icónica aldeia de Bulnes. Não existem estradas mas é possível subir no Funicular de Bulnes, que parte também de Poncebos e sobe por um túnel escavado na montanha durante oito minutos até chegar perto da entrada de Bulnes. Esta aldeia isolada e minúscula tem uma população fixa de apenas 20 habitantes (que aumenta para 50 no Verão), mas é um ponto turístico muito frequentado e conhecido por oferecer belíssimas vistas para as principais elevações dos Picos da Europa, entre as quais se destaca o Naranjo de Bulnes (ou Picu Urriellu, em asturiano). Também é possível chegar a Bulnes a pé, mas o percurso é algo exigente.

 

No final de um dia fisicamente muito activo não há nada melhor do que uma boa refeição, e em Arenas de Cabrales um dos locais onde se come bem é o restaurante La Panera.

 (continua)

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Publicado em Inominável nº 3
por Ana CB autora dos blogs Viajar. Porque sim.Gene de traça, e

A vida e outros acasos.
Participante no blog Aprender uma coisa nova por dia

 

Qua | 25.05.16

Primavera nas Astúrias

Agora que os dias começam a ser mais compridos e o tempo está menos agreste, é a altura ideal para ir à descoberta de uma das mais bonitas regiões da nossa vizinha Espanha: as Astúrias. 
O Principado das Astúrias localiza-se no norte de Espanha, entre a Galiza e a Cantábria. Com um território que excede os 10.000 km2 e abrange costa marítima, zonas montanhosas e cidades com história, e à distância de menos de um dia de carro, é a região perfeita para quem gosta de umas férias variadas.
Deixo-vos aqui a minha sugestão de roteiro para uma viagem de carro pelas Astúrias durante uma semana.

Roteiro Astúrias.jpg

 

 Dia 1 – Viagem até Gijón

Gijón 1.JPG

Gijón é a segunda cidade das Astúrias em importância, mas a maior em número de habitantes. Situada junto ao mar e a apenas 28 km de Oviedo e 30 de Avilés, as duas outras principais cidades das Astúrias, é por isso excelente como base para visitar parte da região sem necessidade de andar a mudar de alojamento com frequência. São 525 Km a partir do Porto e 800 a partir de Lisboa, por isso o primeiro dia vai ser ocupado com a viagem até Gijón. Parem em Salamanca para descontrair e almoçar, e aproveitem para dar um passeio pela Plaza Mayor e até à Catedral. Em Gijón, recomendo o Hotel Arena, que está muitíssimo bem situado e tem uma óptima relação qualidade-preço, além de ter parque de estacionamento privado, o que é sempre uma mais-valia para quem vai de carro.

 

Dia 2 – Gijón-Avilés

Reservem a manhã para passear a pé em Gijón. Sigam pela avenida que bordeja a Playa de San Lorenzo e vão até à Plaza Mayor. Visitem as Termas Romanas de Campo Valdés. Passem pela Igreja de San Pedro e subam até ao Cerro de Santa Catalina para ver a paisagem deslumbrante e a descomunal escultura de Chillida “Elogio ao Horizonte”. Regressem pelo mesmo caminho, ou então desçam pelo outro lado do Cerro para ver a escultura “Nordeste” de Joaquín Vaquero Turcios e o porto desportivo. Novamente na avenida marginal, passem a ponte sobre o Rio Piles e continuem junto ao mar pelo Paseo del Rinconín até ao Monumento a la Madre del Emigrante, de Ramón Muriedas. A seguir peguem no carro e vão até ao Parque la Providencia, no Cabo San Lorenzo, de cujo miradouro vão poder ter uma visão ampla da cidade de Gijón e deste pedaço da costa asturiana. A não perder.

 

 

Depois de almoço sigam para Avilés, a cerca de meia hora de carro. Visitem o centro histórico, com as suas ruas de pedra colorida em vários tons, a antiquíssima Igreja dos Padres Franciscanos (do período românico), o arrojado Centro Niemeyer, o edifício da Câmara Municipal (Ayuntamiento) na Plaza de España, ou o cemitério de La Carriona, com os seus elaboradíssimos jazigos.

 

 

Dia 3 – Oviedo

Oviedo é a capital das Astúrias e também o ponto de partida para descobrir alguns dos monumentos pré-românicos desta região. Mas para já deixem o carro no estacionamento da Plaza de la Escandalera e passeiem um pouco a pé pela cidade, que tem muitos motivos de interesse. Vão até catedral gótica, com origens no séc. XIII, depois sigam andando para sul e passem pela Igreja de San Isidoro até chegar ao Mercado El Fontán na rua com o mesmo nome. Em frente ao Mercado, a Plaza del Fontán e lá dentro a colorida Casa Ramón, a única parte original desta pequena praça que comunica com as ruas limítrofes por arcadas. É em torno da Plaza que se realiza um mercado ao ar livre às quintas, aos sábados e aos domingos. Por aqui vão encontrar muitos restaurantes e “sidrerias”, e quando forem horas de almoço escolham qualquer um deles e peçam uma “fabada” (que é uma feijoada à moda das Astúrias) acompanhada de sidra, a bebida típica da região, servida (“escanciada”) pelos empregados de uma forma muito particular: o braço que segura a garrafa é passado sobre a cabeça, enquanto a mão que tem o copo é colocada o mais abaixo possível. Regressem ao carro passando pela Universidade. Durante o passeio vão encontrar inúmeras estátuas, umas mais clássicas e outras mais arrojadas: desde a “Gorda” de Botero à “Mafalda” (personagem de Quino), passando pela que homenageia Woody Allen ou pela “Regenta” que está em frente à Catedral, elas são um excelente e original pretexto para um percurso a pé (vejam o percurso completo e todas as informações em Descubre Oviedo a través de sus estatuas.

 

 

 

E está na hora de iniciar a rota do pré-românico. Ainda dentro da cidade, parem primeiro na Foncalada, uma fonte de água potável que remonta ao séc. IX, e depois na igreja de San Julián de los Prados, o maior monumento pré-românico ainda conservado. Subindo para o Monte Naranco, vão encontrar primeiro o palácio/igreja de Santa María del Naranco, e um pouco mais à frente a igreja de San Miguel de Lillo, bela e isolada no meio de um prado rodeado de árvores. 

 

 

Continuem depois a subir até ao topo do monte, onde se situa o monumento ao Sagrado Coração de Jesus e de onde se oferece uma panorâmica privilegiada sobre Oviedo – no centro da qual se destacam as formas arrojadas e brancas do Palácio de Congressos Princesa Letizia, obra monumental e polémica de Santiago Calatrava.

(continua)

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Publicado em Inominável nº 3
por Ana CB autora dos blogs Viajar. Porque sim.Gene de traça, e

A vida e outros acasos.
Participante no blog Aprender uma coisa nova por dia

Seg | 23.05.16

Tendências de A a Z

A primavera já chegou com ela surgem algumas dúvidas, principalmente na forma como devemos utilizar as cores que são tendência. Escolhi o amarelo para este artigo e pergunto-vos como usavam um blazer amarelo?! As possibilidades são imensas, mas nem sempre o fazemos da forma mais acertada; deixo-vos algumas ideias do que devem e não devem fazer.

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A TER EM CONTA:

• O amarelo é uma cor que chama a atenção
• Procurem a tonalidade certa, vejam se combina com a vossa pele; há vários tipos de amarelo, como o limão, o bebé, o ouro e muito mais

 

PARA FAZER SOBRESSAIR:

• Não tenham medo de arriscar, misturem com vestidos ou pérolas
• Calças de ganga ou calças brancas ficam sempre bem

 

GAFE FASHION:
• Cuidado com cores muito vivas, não as misturem com amarelo
• Vestir com roupas desportivas


COMO USAR:
• Conjuguem com branco, cinzento, preto, verde oliva ou azul petróleo
• Saias, calções, calças ou vestidos, os blazers ficam bem com tudo.

 

ONDE COMPRAR:

• Mango

 

 

Gostam de amarelo?
Têm alguma peça desta cor?

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Publicado em Inominável nº 3
por Sofia Silva autora do blog La Principessa

 

Sex | 20.05.16

Palavras Cruzadas

PC Inomável 3 Primavera.tif
(para preenchimento on line clique na grelha) 

 

HORIZONTAIS: 1- Primavera ou andorinha (figurado e poético). 7- Produz som. 10- Tornar a cair. 11- Prefixo (sobre). 12- Do feitio de ovo. 13- Véu. 15- Suspiro. 16- Que nunca será esquecido. 18- Duzentos e um em numeração romana. 19- Espreita. 20- Inaugure. 22- Redução de maior. 23- Soltar a voz (a andorinha). 25- Antes do meio-dia. 27- Pairo. 28- Canoa estreita, de remos, leve e rápida, de uso nos desportos aquáticos. 30- Imposto sobre o Valor Acrescentado (abrev.). 31- Prosseguir após interrupção. 33- Um prazer de quem gosta de livros. 34- Falta de progresso.

VERTICAIS: 1- A parte dianteira do navio. 2- Corrigi. 3- Vazia. 4- Relativo à Gália ou à França e à Igreja Francesa. 5- Letra grega correspondente a n. 6- Deserto. 7- Perceber por meio de qualquer dos sentidos. 8- Decidir-se por. 9- Embarcação típica de Sesimbra. 14- Empregar os símbolos de nobreza em. 17- Terceira nota musical. 18- Furar em muitos pontos. 20- Estante para suporte de livros ou pautas de música, abertos para leitura. 21- Que dura pouco. 22- Símbolo de miliampere. 24- Na parte exterior. 25- Fileiras. 26- Simples. 29- Base aérea portuguesa. 32- Extraterrestre.

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Publicado em Inominável nº 3
da autoria de Paulo Freixinho (Palavras Cruzadas)
(as soluções serão dadas a pedido)

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