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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

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Macarrons de morango

Ingredientes:

Macarrons

4 claras
90 gr açúcar refinado
120 gr açúcar em pó
120 gr de amêndoa ralada muito fina ou farinha de amêndoa
corante de morango

Para o recheio de morango:
100 gr polpa de morango (morangos triturados pela varinha mágica)
60 gr manteiga sem sal
1 colher de sobremesa de amido de milho
30 gr açúcar
1 ovo pequeno
1/2 folha de gelatina

 

Preparação:

Numa tigela, peneirar a amêndoa com o açúcar em pó. Bater bem as claras em castelo e juntar, sem parar de bater, o acúcar e o corante. De seguida misturar delicadamente o pó das amêndoas e do açúcar e incorporar com uma espátula sem mexer demasiado. Não deve ficar muito líquida, apenas um pouco fluida. Coloque-a num saco de pasteleiro e, num tabuleiro com papel vegetal, faça círculos de 4cm separados uns dos outros. Bata com o tabuleiro uma vez na bancada para ficarem uniformes e sem bolhas de ar. Deixe secar e só vai ao forno quando, ao toque, não agarrarem nos dedos e formar uma "crosta". Vai ao forno pré-aquecido a 150º durante 12 minutos. Retire do forno e retire o papel vegetal do tabuleiro. Só os retire do papel vegetal quando estiverem frios para não racharem e partirem. Hidrate a gelatina numa taça com água fria durante 10 minutos. Bata o ovo com o açúcar e incorpore o amido de milho e depois a polpa de morango. Leve ao lume num tacho em lume brando até engrossar. Fora do lume, coloque a gelatina escorrida e a manteiga e mexa energicamente. Leve ao frigorífico até esfriar. Recheie os Macarrons depois de frios.

 

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Pannacotta de morangos

Ingredientes:

250 gr de morangos

1 pacote de natas ou 2 iogurtes naturais

35 gr de açúcar 

2 a 3 folhas de gelatina neutras ou de morango

 

Preparação:

Triture os morangos num liquidificado juntamente com as natas/iogurtes e com o açúcar até ficar um creme homogéneo. Coe o creme. Hidrate as folhas de gelatina em água fria durante 10 minutos e de seguida leve-as ao micro-ondas até derreterem, mas atenção para não ferverem. Junte bem a gelatina ao preparado anterior dos morangos e coloque em copos ou taças e leve ao frigorífico durante a noite. Servir bem frio.

 

006.pngCheesecake de morango

Ingredientes:

Base

1 pacote de bolachas digestivas
2 colheres de sopa de manteiga derretida
Creme
2 embalagens de queijo creme philadélfia
3 colheres de sopa de açúcar
3 ovos
sumo de 1/2 limão

Cobertura - Coulis de morango
250 g de morangos
3 colheres de sopa de açúcar
5 gotas de sumo de limão

 

Preparação:

Para a base, triture as bolachas juntamente com a manteiga e forre a forma de tarte com fundo removível. Carregue bem com os dedos e leve ao frigorífico. Para o creme, bata as claras em castelo e reserve. Bata o queijo creme com as gemas e junte depois o açúcar e o sumo de limão. Bata muito bem até ficar um creme homogéneo. De seguida, incorpore as claras e mexa apenas com uma colher de pau. Retire a base do frigorífico e coloque o creme por cima. Leve de novo ao frio e deixe ficar pelo menos 3 horas. Num tacho coloque os morangos partidos em quartos, o açúcar e o limão e leve a lume brando mexendo de vez em quando até que todo o açúcar derreta. Deixe ferver e esmague alguns morangos com o garfo. Quando for servir, desenforme o cheesecake e coloque o coulis por cima.

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Publicado em Inominável nº 3
por
Dona Pavlova autora do blog Dona Pavlova e participante nos blogs Aprender uma coisa nova por diaClube de Gatos do Sapo e 
Amigos dos Animais

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Os dias mais quentes estão a chegar e com eles chega também a vontade de refeições mais leves e frescas, com muita água e muita fruta. Sem sombra de dúvida que os morangos são a fruta mais tentadora e mais apreciada desta época além de que, desde sempre, são conhecidos como o fruto da paixão.

É um fruto muito aromático, doce e refrescante, e o pico da sua produção é o mês de abril. Tem um baixo valor calórico ideal para quem está de dieta, pois tem 29Kcal por 100 gr. Comparado com outros frutos, o morango tem um teor elevado de antioxidantes (vitamina A, vitamina C e flavonoides), vitamina B (vitamina B3 e ácido fólico) e minerais (cálcio, potássio, magnésio e ferro). Assim, o morango é um fruto que contribui para o fortalecimento dos ossos, do cabelo e da pele, e evita a retenção de líquidos.

São das frutas mais utilizadas em receitas podendo ser servidos de mil e uma maneiras (ao natural, em sumos, batidos, sobremesas, bolos, tartes, gelados, mousses, compotas, etc.).

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Benefícios do morango

  • combate a hipertensão arterial;
  • é ideal para as pessoas que sofrem de ácido úrico, uma vez que possui ácido salicílico;
  • ajuda a regular os níveis de colesterol no sangue;
  • é indicado para as pessoas que estão a lutar contra o peso, uma vez que é um fruto
    indicado para a elaboração de sobremesas pouco calóricas;
  • por conter diversos minerais, é utilizado no combate e na convalescença de doenças
    degenerativas;
  • é ótimo para auxiliar na eliminação da pedra nos rins;
  • é um ótimo purificador do organismo, e por isso auxilia no tratamento de doenças como
    a artrite, a gota e o reumatismo;
  • aumenta a resistência a infeções;
  • devido aos antioxidantes, previne as doenças cardiovasculares;
  • tem um efeito diurético;
  • auxilia no combate à anemia e à fadiga, devido ao teor de ferro que possui.

 

002.pngPavlova de doce de ovos com morangos

Ingredientes:
Pavlova
6 claras
250 gr de açúcar
1 colher de sopa de farinha Maizena (amido de milho)
1 colher de sopa de vinagre

Doce de ovos

6 gemas
6 colheres açúcar
6 colheres de água
Morangos q.b.

 

Preparação: 

Ligar o forno a 180ºC. Bater as claras em castelo e ir acrescentando o açúcar a pouco e pouco, até ficarem brilhantes e duras. Juntar depois a farinha Maizena e o vinagre e envolver bem. De seguida, forrar um tabuleiro com papel vegetal e colocar as claras na forma que lhe quiser dar. Baixar o forno para 120º e colocar a pavlova no forno. Deixar cozinhar durante 1h30 sem abrir a porta do forno. Ao fim desse tempo, desligar o forno deixar lá dentro-até arrefecer completamente. Pode fazer também mini-pavlovas em vez de 1 grande. Leve a ferver durante 5 minutos o açúcar e a água. Mexa as gemas e junte 2 colheres da calda nas gemas, para não cozerem. Junte então as gemas à restante calda e sem parar de mexer deixe engrossar até ao ponto desejado. Depois de frio, deite por cima da pavlova. Lave os morangos, corte-os e coloque-os por cima do doce de ovos. Sirva de imediato.

 

003.png"Margarita" de morango

Ingredientes:

30 gr açúcar

200 gr de morangos congelados
sumo de 1 limão
125 ml de tequila (pode substituir por licor beirão, tire o açúcar, vodka ou outra bebida a gosto)
sal

Preparação:

Triture os morangos com o açúcar e o sumo de limão. Depois de ficar uma mistura homogénea junte a bebida alcoólica e mexa devagar. Molhe a borda do copo com sumo de limão e adira o sal. Coloque então a margarida dentro do copo e sirva de imediato.

(continua amanhã)

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Publicado em Inominável nº 3
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Dona Pavlova autora do blog Dona Pavlova e participante nos blogs Aprender uma coisa nova por diaClube de Gatos do Sapo e Amigos dos Animais

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A página Rodinhas & Cãopanhia - Uma Página Especial do Parque da Terra Nova nasceu em Maio de 2014, da fusão de dois grupos de suporte - ANGEL e O DIÁRIO DE RUBITO - inicialmente criados para angariação e prestação de apoios a dois cães paraplégicos - o ANGEL, à esquerda na fotografia, e o RUBITO, ao centro. Foi através das promotoras desses dois grupos que, em 2012, ficamos a conhecer as histórias destes dois cães, e que acedemos a acolhê-los, no PARQUE DA TERRA NOVA - o ANGEL em Agosto, e o RUBITO em Novembro desse mesmo ano. A vinda destes dois cães para este Centro de Acolhimento, com o estatuto de residentes permanentes, constituiu um ponto de viragem, não só nas suas vidas, mas na própria vocação do PARQUE DA TERRA NOVA, que, a partir de então, passou a centrar-se, prioritariamente, no acolhimento e prestação de cuidados a cães com necessidades especiais. 

 

Embora, entre os residentes permanentes no PARQUE DA TERRA NOVA, já houvesse cães com patologias geradoras de significativas limitações em termos de mobilidade, o ANGEL e o RUBITO foram os primeiros cães com paraplegia irreversível, e, em consequência, os primeiros utilizadores de auxiliares de locomoção - cadeirinhas de rodas - que aqui acolhemos, e tivemos, por isso, de adquirir novos conhecimentos, muito específicos, sobre as condições de alojamento, os equipamentos, e, particularmente, os cuidados especiais que estes cães requerem. Ao longo do tempo, fomos conhecendo e trocando experiências e informações com outros cuidadores de cães nas mesmas circunstâncias, e foi-se afirmando a nossa convicção de que estes animais podem, apesar das suas limitações, usufruir de elevada qualidade de vida, e ser muito felizes - assim lhes sejam asseguradas as tais condições e cuidados especiais de que necessitam. Foi esse, aliás, e continua a ser, o objectivo principal da criação e manutenção desta página, ou seja, através da partilha das nossas experiências e histórias, incentivar cada vez mais pessoas a não desistirem dos seus cães, se um dia se encontrarem em situações semelhantes, e motivar muitas mais a acolherem e cuidarem de cães com limitações deste tipo, isto é, e em suma, a dar-lhes uma oportunidade. Actualmente temos, além do ANGEL e do RUBITO, mais um cão paraplégico, o LUCKY (à direita na fotografia), que já aqui vive há cinco anos, e sofreu, recentemente, uma ruptura grave dos discos intervertebrais.


A Rodinhas & Cãopanhia, como página, tem vindo a expandir-se, não só em número de seguidores, como em termos de conteúdos e temas abordados, mas continua a procurar ser tão especial como os seus protagonistas - e, apesar de se basear num tema muito sério, a manter um tom divertido, e, acima de tudo, positivo - que é o que estes cães maravilhosos nos ensinam, todos os dias, a ser! A vossa participação activa nesta página, através dos vossos comentários e questões, é muito bem vinda, e muitíssimo a agradecemos - assim como a vossa ajuda na sua divulgação, partilhando-a e convidando os vossos amigos a virem conhecer... os nossos Rodinhas & Cãopanhia.

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VISITAS

As visitas são possiveis, mediante MARCAÇÃO PRÉVIA (919 692 230 - 934 330 886)
de 2ª feira a Sábado, entre as 14h30 e as 17h00.
Av. Narciso Ferreira, 655 - Riba De Ave

 

 

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COMO AJUDAR

De forma a poderem assegurar a todos os cães que se encontram ao seu cargo todos os cuidados que lhes são indispensáveis, incluindo a fundamental assistência veterinária, o PARQUE DA TERRA NOVA conta com o apoio, que muito agradecem, de vários Protectores, Padrinhos, e Amigos, através das suas contribuições regulares, ou esporádicas, a título de donativos - mas, devido aos elevadíssimos encargos decorrentes da manutenção de um Centro de Acolhimento com as características e condições que o PARQUE DA TERRA NOVA oferece aos cães ao seu cuidado, todos os apoios adicionais são muito bem vindos!

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Publicado em Inominável nº 3

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O conceito de SANTUÁRIO ANIMAL - enquanto abrigo, refúgio, ou centro de acolhimento com baixíssima ou nula rotatividade de animais, dadas as suas características e circunstâncias específicas, que os tornam de difícil ou mesmo impossível recolocação - embora largamente difundido e bem estabelecido em muitos outros países, é ainda pouco conhecido e mal compreendido em Portugal. A dimensão do trabalho, dos recursos, e, sobretudo, do tempo que a correcta gestão de um centro de acolhimento com essas características implica, é difícil de transmitir em poucas palavras, ainda que acompanhadas de imagens sugestivas do tipo de casos que constituem a maioria dos que nele residem e são cuidados todos os dias. E poucas palavras e algumas imagens não definem nem descrevem, certamente, o dia a dia no PARQUE DA TERRA NOVA (P.T.N.) com mais de 140 cães em regime de residência permanente - ou pelo menos muito prolongada - ou a nossa orgânica e as condições muito específicas que temos de manter, para assegurarmos, a todos eles, os cuidados de que não podem prescindir, tendo em conta que, na sua maioria, se tratam de CÃES COM NECESSIDADES ESPECIAIS. 

Sim, de facto, o PARQUE DA TERRA NOVA (P.T.N.) foi-se tornando, ao longo dos anos, num SANTUÁRIO ANIMAL, e teve de se adaptar e ser objecto das transformações imprescindíveis ao seu bom funcionamento dentro desse conceito - que implica, antes de tudo, estarmos preparados para garantir, aos cães aqui acolhidos, todos os cuidados de que necessitam ATÉ AO FIM DAS SUAS VIDAS, sejam estas curtas ou - como na maioria dos casos - muito longas. 

Para entenderem um pouco melhor o conceito de funcionamento do PARQUE DA TERRA NOVA (P.T.N.), sugerimos a visualização de um exemplo muito semelhante, dentro das devidas proporções - "House With a Heart Senior Pet Sanctuary", fundada, tal como o P.T.N., por uma família, encabeçada, nesse caso, por Sher Polivinale e seu marido.

Conhecerem e compreenderem, verdadeira-mente, o PARQUE DA TERRA NOVA (P.T.N.) e reconhecerem as características únicas deste Centro de Acolhimento, é fundamental para podermos continuar a desenvolver a nossa missão!

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O projecto PARQUE DA TERRA NOVA (P.T.N.) nasceu, em 2002, do grande amor de duas primas, a Paula Costa e a Alexandra Oliveira, pela natureza e pelos animais, na Quinta da Terra Nova (em Riba de Ave, Concelho de Vila Nova de Famalicão) – antiga residência dos seus Avós maternos, onde ambas foram criadas e cresceram juntas, como irmãs, desde sempre rodeadas por um considerável número de cães – e desenvolveu-se graças à combinação dos esforços, dedicação, e perseverança de um pequeno grupo de pessoas que partilhavam, e partilham, do mesmo sentimento.

 

Foi, no entanto, a partir de 2004 que a estrutura original, bem mais simples, foi evoluindo no sentido de adquirir os contornos e a dimensão de um centro de acolhimento, cuja missão inicial era, além do seu resgate de situações de risco, o acolhimento e a protecção de cães abandonados, negligenciados, e vítimas de maus tratos, assim como, e sempre que tal fosse aconselhável e possível, o seu encaminhamento para novos lares seguros e famílias responsáveis.

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Curiosamente, foi também em 2004 que o PARQUE DA TERRA NOVA (P.T.N.) acolheu, em regime de residência permanente, o primeiro cão com necessidades especiais – um Doberman adulto, com os membros atrofiados e totalmente deformados, por ter crescido confinado a uma jaula de dimensões exíguas, da qual só saía para desempenhar as funções de reprodutor a que tinha sido destinado por um “criadeiro”, que, no entanto, acabara por se descartar dele, ao verificar que o cão perdera, por completo, não apenas a mobilidade, mas a capacidade de se manter de pé.

Foi, aliás, o trabalho de reabilitação deste cão, a par da prestação de cuidados a outros cães doentes ou convalescentes – sempre com o devido acompanha-mento e sob rigorosa orientação Veterinária - que deram origem, no PARQUE DA TERRA NOVA, a uma nova vertente que, ao longo dos anos, acabaria por se tornar na sua vocação principal: O acolhimento e a prestação de cuidados, na maioria dos casos em regime de residência permanente, a cães com necessidades especiais.

 

Hoje, o PARQUE DA TERRA NOVA acolhe 140 cães, dos quais mais de 80 séniores, 9 cães totalmente cegos (um deles também surdo), dois paraplégicos, e vários outros com patologias crónicas e/ou deficiências, congénitas ou adquiridas, de foros diversos. Aqui, procuramos demonstrar, através de exemplos práticos, que as suas limitações não são, de modo algum, impeditivas de uma vida com qualidade, sempre que lhes sejam prestados os cuidados e as condições de que necessitam. 

(continua)

 

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Publicado em Inominável nº 3

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Mariazinha (peço desculpa) Violeta:


Devo primeiramente elogiar o seu espírito jovem e a disposição para se atirar aos leões depois de uma vida de dispensável candura e moralidade. Os pecados existem para Deus perdoar: se não os cometermos, o lá de cima não tem trabalho. Pode conferir com o padre da paróquia mais próxima se não é assim. Portanto, não se tendo aventurado no pecado antes não é tarde para corrigir essa falha. Uma jovem de 96 ainda tem muita chance para falhar aos olhos de Nossa Senhora – amén.


Em relação aos medos que listou, o primeiro conselho – e mais importante – que lhe posso dar, é que deixe imediatamente de ler a Bravo. Esse conselho da sinceridade é dos mais tontos que praí tenho ouvido. Todos os incómodos com fluidos, pelumes e aparelhos ortopédicos devem ser endereçados com calma e desvios sérios à honestidade. Por exemplo, se ele solta gases ou cheira a naftalina, o que a dona Violeta faz é dizer que prefere namorar no jardim. Não magoa o seu amado e desfrutará de mais oxigénio.


Além disso, revistas como a Bravo não a vão ajudar tanto como uma edição da Playboy (das antigas, antes de aquilo ser comprado pelos puritanos do sétimo dia) ou uma Penthouse. A sua amiga Bina que a ajude a encontrar uma dessas, ela que até fez o sexto ano à noite.


Os seus próprios possíveis defeitos: assuma-os! Incontinência? Use fralda inteira que faz o mesmo efeito push-up ao rabo que as calças especiais da Salsa, mas mais com extra de toque fofo.


Agora a sua pergunta final, a que lhe encanita o espírito e lhe tira as noites de sono enquanto não acontecer o tal beijo com o Zé Tó: aos noventa e seis anos a nossa língua ainda estica o suficiente para tocar na campainha da pessoa de quem se beija?


Só há uma resposta possível e também vai no sentido de tirar partido das benesses da vida em idade avançada. Se vir que no meio da bedunguice de babas, depois do toque inicial de lábios e da abertura pescada-de-supermercado da boca, não está a chegar com esse músculo, que é o mais forte do corpo humano, à campainha do Zé Tó, desloque suavemente a placa, empurre-a para a frente da língua e complete assim a ação de bater no gongo.


Boa sorte!

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Publicado em Inominável nº 3
pelas nossas consultoras Maria das Palavras autora dos blogs Maria das Palavras e Consultório de Prendas.  e M.J. autora do blog E agora? Sei lá!
Ambas participam no blog Aprender uma coisa nova por dia

 

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Caras Doutoras do Consultório Sentimental:


O meu nome é Mariazinha mas toda a gente me chama Violeta (que eu adoro ela) e tenho lido atentamente o que vocês escrevem. Pensei pedir-vos ajuda porque tenho uma dúvida e não sei muito bem como resolver isto. É assim, tipo, arranjei um namorado. É algo recente, do género, três meses, e o problema é que ainda não demos um beijo.


Quer dizer, ele bem tenta, a sério. No outro dia fomos os dois passear no parque, tipo em frente à casa onde moramos, e ele deu-me a mão e tudo e depois aproximou-se e começou a encostar-se e a abrir a boca e assim, muito encostadinho e eu pensei “ai que é agora” e então tipo, quando estávamos quase pumbas o pumbas foi um atchim!


Comecei a espirrar. Juuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuro. Espirrei com tanta força que caiu um bocadinho de cuspe na gola do casaco dele e quando comecei a limpar, muito envergonhada, ele voltou a aproximar-se com a boca aberta mas eu já não fui capaz que o clima tinha passado.


Agora ando mesmo tipo, bué chateada, porque a minha bff, a Bina, quando há dias estávamos na cantina, depois do toque, disse que eu sou alérgica a ele. A Bina fez o sexto ano à noite, percebe moooooonnntes de psicologia e acha que a alergia pode ser uma coisa do meu consciente, ou inconsciente, não sei, e que eu devia resolver isso. Por isso, ontem, durante o jantar, escrevi os motivos todos no meu telemóvel até me apanharem e mandarem para a cama sem sobremesa, porque eu sei que não devo usar tecnologias às refeições:

Motivos porque tenho a lots do medo do primeiro beijo com o Zé Tó:

  1. E se quando eu for beijar ele as nossas placas se descolarem da boca e houver uma troca?
  2. Se nos caírem os dentes não tem mal nenhum levantá-los e continuar?
  3. Não seria melhor lavá-los primeiro tipo, ou pedir a uma das funcionárias do lar que o faça?
  4. MAS ISSO NÃO CORTA, TIPO, O CLIMA LOGO TODO?
  5. Quando nos estivermos a beijar posso manter os olhos abertos? É que apesar de ter cataratas e não ver muito bem ao perto, nem ao longe, quero ter a certeza que é uma troca de saliva e não saliva-ranho, por exemplo, se lhe beijar o nariz.
  6. Por falar em nariz, ele tem muitos pelos lá. Aquilo agora na Primavera, com os dias mais quentes, e assim, se escorrer suor não vai alterar o sabor da saliva?
  7. Se a saliva tipo, tiver um paladar assim no-jen-to posso parar?
  8. E devo dizer-lhe porquê? É que li na Bravo deste mês que devemos ser sempre sinceros!
  9. E quanto à minha incontinência? A Bina disse-me que é costume nestas situações ficarmos molhadas. Quer dizer que vou piorar deste problema?
  10. Acontece a todas as mulheres? É por isso que há tantos anúncios a fraldas para idosos e aparecem sempre senhoras a rir muito?
  11. Tipo, e os puns? O DJMel (chama-se Bernardino mas passa música nas matinés de Sábado) que partilha quarto com ele disse-me há dias, quando víamos o “Preço Certo” que ele sofre disso, de gases (hihihihihihi). Se ele soltar um devo continuar a beijá-lo?
  12. MESMO QUE CHEIRE MUITO MAL?

Pronto. Mostrei à Bina e ela disse que se eu tivesse tido um boyfriend quando era nova agora não tinha estas coisas e até me aconselhou a pintar o cabelo de cinza, que naquela coisa do consciente ou inconsciente, se eu estiver na moda o meu cérebro assume que estou mais nova e tipo, isto passa-me.


Também me disse que os meus espirros podem ser da alergia à naftalina que ele usa no bolso dos casacos mas eu já não sei nada e agora tipo, estou bué confundida e a única coisa que quero saber é:


Aos noventa e seis anos a nossa língua ainda estica o suficiente para tocar na campainha da pessoa de quem se beija?

 

(resposta amanhã)

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Publicado em Inominável nº 3
pelas nossas consultoras Maria das Palavras autora dos blogs Maria das Palavras e Consultório de Prendas.  e M.J. autora do blog E agora? Sei lá!
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Entretanto tem-se de ir à povoação buscar algumas coisas à loja. De repente já são quatro da tarde e ainda é preciso pôr fertilizante na terra e plantar (semear?) mais batatas. Para dificultar a coisa, o nosso boneco já está a ficar cansado e quer ir dormir ou comer. Então temos de ir cozinhar alguma coisa, provavelmente com os ovos que as galinhas puseram naquela manhã.

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É tudo simplificado, claro. É um jogo, afinal de contas, e não uma simulação. Contudo, todas estas actividades contribuem para fortalecer o laço afectivo que criamos com a nossa quinta, que na verdade não passa de mais nada que um conjunto de pixeis num ecrã. Não nos apercebemos disso, pois demos um nome à nossa quinta. Escolhemos a roupa e aparência do nosso boneco. Colocamos celeiros e plantações onde muito bem nos apetecer na quinta. É impressionante pensar que se existe meio milhão de pessoas a jogar este jogo a implicação directa é que existe meio milhão de quintas diferentes no mundo.

 

Mas há mais! Se a componente bucólica do videojogo não for suficiente, existe uma aldeia inteira de personagens díspares para interagir e travar amizade com. Desde o homem da loja, ao presidente da junta, ao pescador, ao vagabundo, à carpinteira com um casamento interracial com um cientista preto, ao mago eremita que vive numa torre, ao soldado traumatizado da guerra. Todos trazem vida a um mundo único, cada um com a sua história que se desvenda à medida que se investe nas amizades. E, claro, há também miúdas, ou possíveis cônjuges, enfim, para generalizar, visto que o nosso personagem pode ser feminino.

 

Existe um conjunto decente de solteiros(as) na aldeia para seduzir, sedução essa que ocorre pelo processo de dar presentes específicos ao alvo em questão até a relação com ele(a) ser forte o suficiente. Caso não saibam, isto é completamente irrealista do que acontece no mundo real (aparentemente dar uma batata por nós cultivada a uma rapariga não funciona muito bem, pelo menos não em Portugal; acreditem, já tentei). Voltando ao jogo, depois da cena à Zézé Camarinha, casa-se e constitui-se família, se estivermos para aí virados.

 

No entanto, nem tudo são rosas. Existem minas ricas em recursos populadas por seres perigosos. Consequentemente, o que aparenta ser um jogo pacífico e relaxante acaba por ter porrada lá no meio também. Felizmente, o sistema de combate é muito simples, fácil e nada frustrante, e acaba por ser refrescante poder haver uma mudança de ritmo ao jogarmos.

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Para ser justo, o jogo aparenta ter uma imensa falha. Em termos de jogabilidade, quase todas as ideias foram roubadas ao seu antecessor espiritual que falei há pouco, o Harvest Moon. Sinceramente, não me importo, pois o desenvolvedor de Stardew Valley pegou em todas as boas ideias e complementou-as perfeitamente, excedendo totalmente as minhas expectativas. A atenção ao detalhe, a prestabilidade do homem a responder à imensa vaga de fãs idolatradores do seu trabalho, a imensa carga pessoal que transparece no seu produto faz dele uma das grandes esperanças da indústria tão sobrecarregada de mediocridade. Este homem investiu quatro anos da sua vida num projecto que não fazia ideia se teria sequer um mínimo sucesso. Felizmente, todas aquela horas a programar, a desenhar pixel a pixel cada boneco do jogo, a compor cada nota da banda sonora, a fazer cada decisão de design, tudo isto valeu a pena. O sucesso é estrondoso. A Internet explodiu positivamente. Os únicos que dizem mal do jogo são os nostálgicos do Harvest Moon que dizem que esse é que é o melhor. Claramente não. Claramente foi apenas um degrau para se atingir esta obra prima. O jovem está a viver o sonho de todos os desenvolvedores de videojogos que já pensaram que um dia, o seu jogo seria mundialmente famoso. Para além de estar a nadar em dinheiro.

 

Falando nisso, vão comprar o jogo, para vós próprios ou para os vossos putos. Dá para todos. Custou-me uns 14 euros na plataforma online Steam, e talvez haja mais barato noutro sítio. Gastam uns 5 euros para ver um filme no cinema para se entreterem 2 ou 3 horas. Com o Stardew Valley podem gastar dezenas de horas sem dar por isso. Eu já passei as 50 e ainda não me fartei.

 

Agora, se não se importam, tenho de ir regar os meus tomates.

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Publicado em Inominável nº 3
por Rei Bacalhau que participa no blog O Bom, o Mau e o Feio

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A indústria dos videojogos é cheia de surpresas, tanto positivas como negativas. Gostaria de falar de uma tal surpresa, na forma de uma pérola recentemente disponível. Mas em primeiro, algum contexto nostálgico.

 

Muita gente das gerações jovens cresceu a jogar nos Gameboys, para imenso espanto dos velhinhos que não compreendiam porque é que a criança não tirava os olhos de uma caixinha de plástico (isto, claro está, foi muito antes do conceito de telemóveis dos dias de hoje). O que eu considero hoje um dos maiores riscos alguma vez tomados na indústria foi para o “eu” de 10 anos (talvez?) o início de uma série de jogos por mim indubitavelmente adorados. Olhem-me bem isto: fizeram para o Gameboy, aquele tijolo branco, um jogo sobre agricultura. 

 

Agricultura. A sério. O videojogo de que falo chamava-se (e ainda se chama, suponho) Harvest Moon. 1 - Haverst Moon Friends of Mineral Town ingame 3.

A coisa aparentemente mais chata para miúdos citadinos acabou por pegar, e lá controlávamos um boneco a plantar, regar, regar outra vez, esperar uns dias, e apanhar as batatas e cenouras e tal. E aquilo era o máximo! Não sei porquê. Provavelmente poder-se-iam escrever teses inteiras de psicologia infantil a conjurar teorias do porquê. O jogo era divertido, viciante e bastava. Muitas pilhas eléctricas foram gastas a jogá-lo. Versões mais modernas do jogo foram sendo feitas para versões mais recentes dos Gameboys, e o pessoal jogava, legalmente ou ilegalmente, não fazia diferença na altura.

 

O pior do Harvest Moon era o facto de não haver versões para computador, e muitas vezes quem queria jogar contornava essa restrição usando emuladores de Gameboy no computador. Então, de repente, aconteceu uma surpresa, que veio excitar as glândulas "videojogásticas" dos totós num épico e satisfatório orgasmo metafórico online.

 

Há quatro anos, um jovem teve a curiosidade de aprender a programar. Esse jovem, totó, achou que a melhor maneira de o fazer seria programando um dos seus jogos queridos. Qual? Harvest Moon. E começou a programar e a desenhar e a projectar, e agora lançou o sucessor espiritual de Harvest Moon, que se chama Stardew Valley. Vou repetir. Um ÚNICO gajo gastou milhares de horas a programar de novo um jogo que gostava, para computador. UM.

 

Tudo bem, há muitos jogos que são feitos por um único gajo. Mas há jogos, e há Jogos, com J grande.
Já tinha o olho em Stardew Valley. Ouvi falar dele há uns tempos, e fiquei interessado porque eu, como muitos, sempre desejei a experiência Harvest Moon no meu computador. Quando saiu há umas semanas, fiquei tão irresistivelmente atraído que não consegui não comprar o jogo a preço inteiro (espero quase sempre por promoções, normalmente).001.png

"Pára lá de deambular, desembucha lá o que raio é esse Stárdiu Véli!"

 

Diz-se Stardew Valley, já agora. Mas sim, vou já falar mais pormenorizadamente, aguentem lá mais uma linha.

Eis a premissa: o vosso avô, ao morrer, deixa-vos a quinta dele numa aldeia no cú de Judas. Muitos anos depois, esmagados pela opressão da rotina urbana, decidimos ir pegar na nossa herança e viver do campo. Apanhamos o autocarro e recebem-nos na nossa quinta. Boa sorte e desenrasquem-se.

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E começa o jogo. Pegamos no machado e na picareta, limpamos algum terreno para cultivo, pegamos na enxada, desenhamos uns regos, plantamos umas parcas sementes, damos uma bela chuva artificial com o nosso regador e olhamos orgulhosos e algo impacientemente para o nosso trabalho, sabendo que só daí a uns dias é que nascerá alguma coisa. Felizmente o tempo passa incrivelmente depressa no jogo, e daí a nada lá temos uns nabos ou seja o que for a brotar da terra. Colhemo-los e colocamo-los a vender e aparecem-nos magicamente umas moedas, que gastaremos imediatamente em comprar novas sementes para repetir o processo, ad infinitum.

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No entanto, o processo de produzir e vender produtos agrícolas nunca se torna monótono (ou pelo menos tal ainda não me aconteceu), pois o jogo dá-nos tantas coisas para produzir e fazer: existem imensas culturas a cultivar por estação do ano, campos para limpar para se preparar para cultivo, cercas para se contruir, árvores para cortar para lenha, animais para alimentar e criar e ordenhar e tosquiar e fazer festinhas, minas perigosas para explorar pelos seus minérios e pedras preciosas. Existe mel para recolher dos ninhos de abelhas, álcool para fermentar das uvas cultivadas, queijo e maionese e tecido após a transformação dos produtos animais respectivos, geleia das frutas do pomar que tivermos plantado. Damos por nós a ter que gerir o nosso tempo e a planear o que vamos fazer em cada dia, pois o agricultor tem sempre de lutar contra o tempo. Um dia as batatas estarão prontas para serem colhidas, mas há que tratar dos animais e regar o resto da horta. 

(continua)

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Publicado em Inominável nº 3
por Rei Bacalhau que participa no blog O Bom, o Mau e o Feio

 

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Imagem 2 Ru Vasconcellos.jpg

M: Já participou em diversos espetáculos e eventos ao vivo, nomeadamente no Festival LIUNA - Downsview Park, Toronto, para a Green Alliance, no Palácio Il Bottaccio Luxury Venue, em Londres, e até no palácio presidencial e da embaixada dos EUA em Portugal. Como foram essas experiências?
R: Foram todas incríveis. No Festival LIUNA havia um público de 30 mil pessoas no primeiro dia, e 40 mil no segundo. Foi indescritível. O espetáculo no Il Bottaccio Luxury Venue para a Green Alliance foi mais calmo, mas o ambiente e o feedback da cliente foram espetaculares, fiquei muito contente. O no Palácio da Presidência da República foi um espetáculo muito importante porque tocámos para políticos dos mais altos cargos a nível mundial, foi muito top secret, mas o feedback dos mesmos foi excelente, bateram imensas palmas e fiquei super orgulhosa da minha excelente equipa de músicos.


M: “Summer Blaze” é o single de apresentação daquele que virá a ser o seu primeiro trabalho a solo. Sobre o que nos fala este tema?
R: Fala sobre o sabor do verão. Sobre a praia, a boa disposição, uma paixão de verão. Gravei hoje mesmo uma versão acústica do “Summer Blaze” da forma como a escrevi (sem a produção que ouviram no mp3 que está disponível na Amazon, Spotify, itunes, youtube etc). Vai ser lançada em conjunto com outros originais no meu EP que estou de momento a gravar em Londres e Portugal.


M: A Ru pretende apostar num álbum mais completo ou, numa primeira fase, apenas num EP?
R: Nesta primeira fase, como o EP é mais para entregar aos contactos que se mostraram interessados na indústria no Reino Unido, para servir de “portfolio” ou “carta de apresentação”, e para não falar nos fundos que fazem falta, vou apostar apenas no EP até conseguir mais apoios para gravar o álbum completo. Fingers crossed.


M: Como caracterizaria o seu primeiro trabalho em termos de estilo musical? Será algo diferente do que tem vindo a mostrar até aqui?
R: É uma mistura de várias fases da minha vida, assuntos que me tocam pessoalmente, experiências pelas quais passei, histórias que tenho vindo a conhecer. Em termos de estilo musical posso dizer que é uma mistura das minhas influências: pop, rock, blues, jazz e soul.


M: Paralelamente a este primeiro trabalho a solo está, neste momento, envolvida em outros projetos?
R: Estou, em vários. Estou a colaborar com um Dj Alemão a escrever originais house, assim como os meus projetos de jazz, blues e rock em Londres e Portugal. Fui convidada para participar noutro projeto de música eletrónica com músicos ingleses em Londres, para além de ter sido convidada para colaborar com vários singer songwriters em Londres. O mal de se gostar de vários estilos musicais é que se a música for boa, tudo é interessante, e se me convidarem para participar em projetos diferentes sou a primeira a dizer que sim. Também tenho um projeto a solo de electro swing com efeitos eletrónicos e pedais e improvisos vocais. Eu meto tudo na minha página: Facebook, no Instagram e Twitter.


M: Já tem alguma data prevista para o lançamento deste primeiro trabalho a solo?
R: Se tudo correr como planeio, provavelmente sairá em Maio o EP, para vir a tempo do verão e festivais no Reino Unido.


M: Onde é que poderemos ouvir a Ru durante ao longo deste ano?
R: Podem ouvir e seguir o meu percurso musical no Facebook, Twitter e/ou Instagram.


M: Muito obrigada!
R: Obrigada eu, Marta, e foi um prazer enorme participar na rubrica Musicalizando. Um grande beijinho para toda a equipa!


Para mais informações e novidades sobre Ru Vasconcellos, aqui ficam os respectivos links:
Facebook e Twitter

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Publicado em Inominável nº 3
por Marta Segão, autora do blog Marta O meu canto e participante no blog Clube de gatos 

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Ru Vasconcellos é uma artista multifacetada, nascida em Portugal e de ascendência britânica, que tem vindo a desenvolver o seu trabalho como compositora, cantora, pianista e guitarrista, e tem sido a grande responsável pela gestão da sua própria carreira. Talvez por ter uma história familiar de pianistas e músicos, Ru terá herdado a paixão e o talento para a música. Iniciou os seus estudos com apenas 3 anos, tendo começado pelo piano e, mais tarde, na guitarra, devido à sua paixão pela música rock. Estudou piano, guitarra, bateria, jazz e voz na prestigiada Escola de Jazz do Hot Club, e tirou o curso de “Jazz e Música Moderna” na Universidade Lusíada. Terminou também um curso de composição online no Berklee College of Music, para além de uma licenciatura em Design.


Ru costuma, com frequência, escrever e compor para artistas nacionais e internacionais. O seu percurso na música é longo, com passagem por várias bandas, mais de uma centena de concertos, e atuações em diversos países e em locais mediáticos, tais como o Palácio Il Bottaccio Luxury Venue, em Londres. O Single “So Many Reasons”, pertencente a uma das bandas que integrou, fez parte da banda sonora da série “I Love It” da TVI. Compôs ainda o tema “Janeiro”, para o filme alemão “Before Dawn”.
Em julho do ano passado, apostou numa carreira a solo lançando o seu primeiro single, “Summer Blaze”, que foi destaque em algumas rádios portuguesas. Ru Vasconcellos é a convidada desta edição, e vem falar um pouco mais sobre o seu percurso e esta nova experiência a solo.

 

M: Ru, antes de mais quero agradecer-lhe por ter aceitado este convite, e pela disponibilidade que demonstrou em participar na rubrica “Musicalizando”! Para quem não a conhece, quem é a Ru Vasconcellos?
R: Antes de mais, muito obrigada eu pelo convite e peço imensa desculpa pela resposta demorada, estive em gravações e concertos em Londres e Amesterdão, e entretanto não parei um segundo. Posso dizer que a Ru Vasconcellos é uma pessoa apaixonada pelo som desde que entrou para este mundo, e esta paixão tem guiado a sua vida, por mais voltas que ela dê.

 

M: A Ru iniciou os seus estudos de música com apenas 3 anos. Porquê tão cedo?

R: Porque insisti tanto com os meus pais que queria aprender piano que, embora contrariados (os professores diziam que era demasiado nova), lá tiveram que aceitar. A memória mais antiga que tenho é de ficar fascinada com o som, especialmente aquele produzido pelo piano. A minha mãe conta que antes de falar cantava, a imitar os pássaros. Parece uma história vinda do filme do “Jungle Book”.  

 

M: Depois de vários anos integrada em diferentes bandas, e em frequente colaboração com diversos artistas e projetos, decidiu investir numa carreira a solo. O que a levou a tomar essa decisão?
R: Um projeto a solo foi sempre algo que quis fazer mas foi um processo demorado até lá chegar. Sinceramente, acho que foi uma questão de confiança, não me sentia preparada para mostrar os meus originais ao mundo, porque expor-me dessa forma tão pessoal é bastante intimidante e mete-me numa posição muito vulnerável. Afinal de contas, as minhas músicas são parte de mim. Este ano foi dos mais desafiantes da minha vida (se não O mais desafiante), cresci muito e mudei muito a minha forma de pensar de “super perfeccionista” a “just do it”, daí ter decidido “largar” de certo modo o seguro e os clientes todos que tinha cá e mudar-me para Londres, onde o meu single está a passar em muito mais rádios do que em Portugal (assim como na Austrália, Gibraltar e US).


M: Para além dos cursos de música, a Ru licenciou-se também em Design. Onde é que o Design entra na sua vida? Música e Design podem, de alguma forma, conjugar-se?
R: Eu nunca fui uma coisa só, e apesar de poder dizer que a música sempre esteve em primeiro lugar na minha lista de paixões, existem pelo menos mais duas que me movem: desporto e arte/design e tecnologia. O Design & Technology entra na minha vida porque sempre gostei de saber como é que as coisas funcionam e construir as minhas próprias ideias. Hoje em dia mal tenho tempo para esse tipo de design, por isso os conhecimentos que adquiri no curso (que foram muito mais gráficos do que esperava) aplico-os nos posters que faço para os concertos, e os conhecimentos de marketing que também ganhei no curso muito me ajudaram na promoção do meu trabalho. Como duas profissões penso que é difícil, mas depende da vontade de cada um. Pessoalmente, sou apologista de “se é para fazer qualquer coisa a sério, para chegar aos objetivos é preciso 100% dedicação” sem outras distrações”. 

(continua)

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Publicado em Inominável nº 3
por Marta Segão, autora do blog Marta O meu canto e participante no blog Clube de gatos 

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