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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

A vulgaridade ocasionalmente toma conta das nossas vidas.

É por isso que te digo, que me apaixonei no segundo em que te vi. Todos na festa, rindo, celebrando, havias escolhido a solidão e recato da varanda. Os olhos azuis, o cabelo louro, as pernas elegantemente cruzadas deixavam antever um mundo de promessas. A postura, displicente e ao mesmo tempo elegante fizeram o resto. Uma deusa em forma de gente. Quis saber quem eras, o que fazias. Conversa inteligente, bem-humorada, irónica. E eu a sentir-me nas nuvens. Por ti comecei a escrever; disseste-me que era capaz. Durante estes seis longos anos, admirei-te a espaços e sempre mantendo uma vala de sensatez entre nós. Afinal, não passo de mais um homem casado, pai de filhos, com responsabilidades familiares.

 

Quando, após esta longa agonia te confessei o meu amor, não quiseste saber. Talvez seja demasiado velho, demasiado casado, demasiado estúpido, mas amo-te. Um sinal teu e largaria tudo. Quando me ignoraste, voltei a ser um adolescente com um coração esfrangalhado. Andei perdido, não quis saber do mundo, bebi um bocado mais que a conta, chorei em ombros amigos. 

 

Compreendo-te, aceito que me não queiras seja por que razão for. Não podemos ser amados sempre, não se deve ambicionar ocupar lugar num coração já cativo. Se um dia me quiseres, estarei cá. Sempre. Por ti e para ti.

 

Jonathan

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Publicado em Inominável nº 2
por Jonathan

 

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Fevereiro é o mês do Amor e dos Namorados. Então e porque não continuarmos com a nossa rotina de exercícios, mas desta vez acompanhados? A minha proposta é treinarmos com a nossa cara-metade. O que acham? Alinham?

Já é sabido que treinar acompanhado é um incentivo para todos os praticantes, pois há menos hipóteses de desistências e de falhas. Se o acompanhante for a/o nossa/o namorada/o ainda melhor, pois além de cuidarmos do corpo juntos ainda estimulamos a cumplicidade e aumentamos a libido.

 

Benefícios de treinar com o/a namorado/a ou marido/mulher

  • Fortalece a união do casal: treinar em conjunto faz com que o casal fique mais unido, incentivando-se mutuamente para alcançarem os objetivos inicialmente propostos. Além disso, passam mais tempo juntos numa atividade ao gosto dos 2.
  • Mais sexo com qualidade: qualquer atividade física proporciona grandes benefícios para a nossa saúde física e mental, inclusive a vida sexual. Assim, ganhamos mais autoestima e gostamos mais de nós, o que efetivamente melhora a qualidade do sexo.
  • Noites bem dormidas: se existem insónias e problemas em terem uma boa noite de sono, um remédio eficaz é a prática de exercício físico.
  • Sair da rotina: ao treinarmos juntos saímos das rotinas do dia-a-dia e dos trabalhos domésticos. Pratiquem uma atividade física que agrade aos dois, alternando os espaços, os cenários e até as modalidades escolhidas.
  • Não precisamos de um Personal Trainer: escusamos de gastar dinheiro com um PT, pois o nosso par irá corrigir, melhorar a nossa postura e eliminar os erros cometidos durante o treino.

Ficamos mais bonitos, mais alegres e mais saudáveis… a dobrar.

De seguida, fiquem com algumas propostas excelentes para um treino a 2:

 

Bicicleta
uns passeios de bicicleta pela ecopista, à beira-mar ou até mesmo perto de casa são sempre benéficos, interessantes e românticos.

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Caminhada/Corrida
que pode ser feita na praia, na cidade, no campo ou em qualquer outro lugar.001 (2).jpg
Natação
e porque não irmos até às piscinas mais próximas ou até ao mar e nadarmos um bocadinho?002 (2).jpg
Ténis
ou qualquer outro jogo desportivo
convém ser uma modalidade de que ambos gostem e claro, tentar sempre ganhar.004.jpg

 

E o que me dizem a um destes treinos seguido de uma corrida leve de 20 minutos?

 

E agora que já têm muito por onde escolher, que tal continuarem com esta rotina e exercitarem-se em conjunto 2 a 3 vezes por semana? Fica o desafio e já agora…

Bons Treinos!

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Publicado em Inominável nº 2
por Dona Pavlova autora do blog Dona Pavlova e participante nos blogs Aprender uma coisa nova por diaClube de Gatos do Sapo e Amigos dos Animais

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Na manhã seguinte, quando chegou à escola, o caos estava instalado junto à porta da sala de aulas.

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Todos tapavam os narizes e queixavam-se do cheiro horrível que empestara o ar, sem qualquer explicação.

- Que pivete! - queixavam-se uns. 

- Cheira a chulé e cebolas podres! - diziam outros.

Durante a aula todos permaneceram com as caras tapadas, tal era o cheirete que pairava no ar. Ana olhou para a Tina Rabina e viu-a muito cabisbaixa, olhos postos no chão e as bochechas vermelhas como dois tomates insuflados, e suspeitou que ela era a responsável pelo cheirete misterioso.

 

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Nessa noite, Ana observava as estrelas da janela do seu quarto e interrogava-se sobre onde andaria a sua capa azul mirtilo. Se estaria sozinha, suja e molhada, esquecida numa poça de lama qualquer e sem nenhuma menina para aquecer. Foi então que ela viu um vulto no jardim. Alguém que lhe acenou, lá de baixo, e então pôde ver que se tratava da Tina Rabina. “Mas o que está ela aqui a fazer?” - interrogou-se a Ana, que desceu imediatamente ao encontro da rapariga mais terrível da sua turma.

Quando chegou ao pé dela viu-a de lágrimas nos olhos. Curiosamente, trazia consigo o pivete a chulé e cebolas podres.
- Vim devolver-te algo que te tirei, sem pedir licença. - disse a Tina Rabina - Uma coisa que eu queria muito para mim, mas que não me pertence. - Nisto, abriu a mochila e tirou a capa azul mirtilo que quase voou para os ombros da Ana, de onde nunca devia ter saído.

 

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Ao vê-la, o coração da Ana encheu-se de alegria e felicidade.

- A minha capa! Tive tantas saudades dela! - exclamou, afagando o rosto na lã fofa tecida pela tribo das neves.

- Eu não aguento mais o cheiro horrível que ela emana desde que a tomei para mim. Nem a tristeza e culpa que ela me faz sentir todas as vezes que lhe toco. Queria usá-la, queria sentir o cheiro a bosque, chuva e frutos silvestres, mas não consigo! Além disso, pica-me as costas e deixa-me cheia de comichão e borbulhas na pele! Porque ela não é minha, nem quer ser. Ela quer voltar para ti! - desabafou a Tina Rabina, desabando num pranto de arrependimento.

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A Ana estava muito contente por rever a sua capa, que aos poucos ia retomando o seu perfume original, mas não conseguia ficar feliz perante a infelicidade da Tina Rabina. Nunca a tinha visto chorar, antes! Então, pegou-lhe na mão, sorriu-lhe, e convidou-a para um chocolatequente em sua casa. A Tina Rabina ficou muito espantada. Nunca a tinham convidado para um chocolate quente, nem para nada que fosse!

Foi então que, naquela noite, a menina doce da capa mágica que a todos encantava e a menina insuportável que transformava arco-íris em borrões tristes e indefinidos, se sentaram lado a lado, a rir, a conversar e a viajar por terras mágicas nunca antes visitadas através da capa azul mirtilo, que nesta noite tinha um brilho especial apenas por voltar ao lugar onde pertencia.

 

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Publicado em Inominável nº 2
por  Marta A. autora do blog Um dia acabo o Livro

 

 

 

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ra uma vez uma menina pequenina de cabelos cor de abóbora que tinha tantas sardas na cara quantas estrelas há no céu, e cujo nome era doce e pequeno, como ela:Vocês sabem de quem é quem eu estou a falar, não sabem? Exactamente. Da Ana! Na noite de Natal, a sua avó surpreendeu-a com a prenda mais especial que ela já alguma vez recebera. Uma prenda feita pela misteriosa tribo das neves, Xirihbitatá, e que desde essa noite a Ana nunca mais largou.

Lembrava-se de quando a avó a colocara sobre os seus ombros, fizera um laço com os atilhos e depois lhe tapara a cabeça com o carapuço, puxando-lhe os cabelos cor de abóbora para a frente. “Perfeita! Eu sabia que ias ficar linda com ela!”. Naquele momento, Ana sentiu-se muito quentinha e confortável, e uma felicidade imensa apoderou-se dela. 

 

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Aquela era a capa mais bonita que ela já vira na vida! Era azul, da cor dos mirtilos, e para seu espanto, cheirava a bosque, a chuva e frutos silvestres. Cheiro esse que não desaparecia nunca, nem depois de a mãe a lavar com sabão azul e branco, detergentes e amaciadores. Também a protegia tanto do calor como do frio, podendo usá-la o ano inteiro, e ao contrário de todas as outras roupas que ficavam curtas à medida que ela ia crescendo, a capa azul mirtilo ia-se adaptando à sua dona e crescendo com ela, para que nunca deixasse de lhe servir. E à noite, quando ela pendurava a capa na cadeira e se enfiava na cama, um doce aroma a floresta, chuva e frutos silvestres invadia o seu quarto, ela fechava os olhos e sonhava com lugares mágicos e nunca antes visitados. Em todos eles trajava o seu capuchinho azul mirtilo e com ele sentia-se invencível. 

A Ana e a sua capa eram de tal maneira inseparáveis que já toda a gente lhe chamava Ana Mirtilo. Mas ela não era a única a adorá-la...

 

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A Tina Rabina era a miúda mais insuportável da turma da Ana. Desde o infantário que lhe atazanava a paciência. Eram pastilhas elásticas nos cabelos, lagartixas na mochila, pioneses na cadeira, bombinhas de mau cheiro nos bolsos do casaco… As maldades da Tina Rabina não conheciam limites. Ela não era apenas chata ou travessa. Ela era uma sugadora de alegria. Era como se trouxesse sempre consigo nuvens negras para tapar os dias de sol, e transformasse qualquer arco-íris num borrão triste e indefinido, apenas porque lhe apetecia.

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A próxima tropelia que a Tina Rabina estava a planear era inimaginavelmente cruel, pois o que ela mais ambicionava, nos últimos tempos, era ter uma capa azul mirtilo, igualzinha à da Ana. Igualzinha, não. Ela queria a da Ana! Ela queria-a, mais que tudo. Por isso, num dia em que a Ana a pendurou no bengaleiro para ir à casa de banho, a Tina Rabina roubou-a sem ninguém ver. Abraçou-se a ela, sentindo o maravilhoso odor a bosque, a chuva e frutos vermelhos e imaginou o quanto a Ana choraria quando visse que ela tinha desaparecido. Mas, estranhamente, em vez de sentir orgulho na sua maldade – como era costume – ela começou a sentir-se culpada. Quanto mais se abraçava à capa em busca de conforto, pior se sentia.

- Mas o que é isto?! - exclamou, irritada, sem perceber aqueles sentimentos que nunca a tinham visitado antes.
Como não queria que ninguém a visse com ela, escondeu-a no cacifo, fechada a sete chaves, pensando em como iria sair da escola com o capuchinho azul mirtilo.

 

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A Ana chorou. Chorou muito. Em casa, nem o pai, a mãe ou o irmão a conseguiam consolar. Ela nunca se sentira tão triste em toda a sua vida e naquela noite, pela primeira vez em muito tempo, não viajou para terras distantes nos seus sonhos, acompanhada do maravilhoso aroma a florestas do norte.

  

 

 

(continua)

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Publicado em Inominável nº 2
por  Marta A. autora do blog Um dia acabo o Livro

 

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Todos os dias podem ser românticos, mas 14 de fevereiro é especial, para quem gosta de celebrar o Amor. Uma palavra especial, um jantar especial, um mimo extra… Qualquer iniciativa que envolva partilha a dois, pode ser um  tributo ao Dia dos Namorados. E porque não uma escapadinha a dois?

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Para quem vive na cidade e gosta de natureza, ambientes bucólicos, paisagens de perder de vista, silêncio, ar puro, a data pode ser um pretexto para fugir das rotinas e (re)descobrir recantos de Portugal - como Mértola, no Baixo Alentejo. Na simpática “vila museu”, outrora importante porto do Mediterrâneo, poderá ocupar o tempo das mais variadas formas: caminhadas, visita os vários núcleos museológicos, birdwatching, atividades náuticas ou, simplesmente, nada fazer e aproveitar para relaxar e provar os sabores únicos da gastronomia local. O roteiro dependerá, somente, do tempo disponível.

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Para a estadia: entre as várias opções, destaco o Hotel Museu. Sem dúvida a melhor unidade hoteleira local. Situado junto ao rio Guadiana, o hotel alberga um núcleo museológico: o denominado “Arrabalde Ribeirinho” – uma pequena aldeia islâmica cujo espólio, hoje patente ao público, foi descoberto durante a construção das fundações do edifício. O pequeno “recinto” – onde as ruínas se localizam – situa-se no andar inferior do hotel mas é visível a partir da receção. Um ambiente clean, de decoração intemporal, onde o bom gosto e o conforto imperam. Há uma tranquilidade especial neste hotel: somente os sons da natureza invadem o espaço, transportando descontração e bem-estar.

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Para além dos espaços físicos, o hotel disponibiliza uma série de atividades náuticas e de contato com a natureza, colocando à disposição dos clientes canoas, caiaques, bicicletas e passeios no rio numa pequena embarcação.

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Da janela dos quartos virados a sul é possível ver a velhinha “Torre do Relógio” – o ex-libris de Mértola, um dos monumentos mais bonitos da vila e porventura o mais vezes pintado e fotografado. De noite ou de dia, a emblemática obra, junto à muralha virada ao rio, não passa despercebida. Para além deste símbolo arquitetónico, outros se impõem no velho burgo: o castelo e a igreja matriz. Há um mundo de outrora nas ruelas íngremes e estreitas da “vila velha”, que vale a pena descobrir e conhecer. Um património histórico e cultural único que torna Mértola uma vila especial para namorar no dia de S. Valentim (e não só).

 

 

Para comer: para além da cozinha tradicional alentejana, há na vila, e nas aldeias limítrofes, vários restaurantes onde se come bem e com uma ótima relação qualidade/preço.

Destaco o Brasileiro. Apesar do nome, não se trata de um restaurante de comida das “terras de Vera Cruz”, mas sim de um espaço dedicado à cozinha tradicional portuguesa – no caso, cozinha regional alentejana – com destaque para as “especialidades de caça”.

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No espaço gastronómico, composto por duas salas, ressalta à vista o painel de azulejos da autoria de António Duro. Uma peça decorativa ilustrativa da “vila museu” e da fauna cinegética local; o cartão-de-visita da sala mais interior (diria). Noutra sala (mais externa), as largas vidraças transportam-nos para a paisagem envolvente… Um espaço apetecível que convida a Estar e a Apreciar as delícias gastronómicas que ali se cozinham: da “perdiz de escabeche” ao “estufadinho de javali de Montaria”, das “migas de espargos verdes com secretos e/ou plumas de porco preto” à “açorda de perdiz”, entre outras mais, tudo no cardápio aguça o paladar.

 

Outras sugestões

Quinta do Vau

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casa de campo que proporciona uma vista deslumbrante sobre a vila de Mértola; um espaço onde o tempo nos dá tempo e a paz nos abriga a alma… Um ambiente (verdadeiramente inspirador) que apela à memória dos tempos e reaviva a história da vila museu. Um lugar onde tudo foi pensado para ajudar a relaxar: a simpatia no atendimento, a decoração, o perfume no ar e o silêncio absoluto em particular. Uma alquimia de coisas boas que proporcionam bem-estar.

 

 

Casa da Tia Amália
um simpático, familiar e acolhedor Hostel em Além Rio, Mértola.

Casa do Funil
casa de campo
Restaurante Tamuje
(na vila)
Restaurante Al Andaluz
(aldeia de Santana de Cambas)
Restaurante O Pescador
(sítio da Penha de Águia; é aconselhável telefonar para marcação)
Restaurante Casa Amarela
(Além Rio, Mértola)

 

E depois… há sempre um mundo natural por descobrir: a diversidade de fauna e flora do Parque Natural do Vale do Guadiana é motivo suficiente para uma estadia.

 

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Publicado em Inominável nº 2
por Maria Sebastião, autora do blog Escrita ao Luar e

participante no blog Aprender uma coisa nova por dia

 

 

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ESTAÇÃO DE ATOCHA

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A história do edifício que abriga a estação ferroviária de Atocha remonta ao final do séc. XIX, e conta até com Gustave Eiffel como um dos colaboradores do seu projecto. É sem dúvida uma das mais belas estações de comboios do mundo, mas infelizmente saltou para as primeiras páginas dos jornais há já quase doze anos pelas piores razões – os quatro atentados quase simultâneos perpetrados por fundamentalistas islâmicos que fizeram 191 mortos e mais de 1700 feridos. O edifício principal, em tijolo, ferro e vidro, tem uns impressionantes 27 metros de altura e é arejado e cheio de luz. Em 1992 foram retirados do seu interior os terminais dos comboios e passou a funcionar apenas como zona comercial, com uma área central de 4000 m2 exclusivamente ocupada por um jardim tropical luxuriante, em que a atracção principal é um lago habitado por um sem-número de engraçados cágados.

 

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Pioneiro no conceito, o Mercado de San Miguel tem bancas modernas com todos os produtos que é habitual encontrar num mercado e ao mesmo tempo uma variedade de balcões onde é possível petiscar ou até mesmo comer uma refeição completa. O próprio edifício, em ferro e vidro, está classificado como monumento. Lá dentro, é um prazer perdermo-nos nos corredores invadidos pelos cheiros mais diversos e apetitosos, provar aqui umas “tapas”, beber ali uma “caña”, e aproveitar para comprar algumas prenditas para os amigos ou aquele produto “gourmet” de que andávamos à procura há já algum tempo. Uma verdadeira festa para os sentidos.

 

 EL ESCORIAL

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É no sopé da serra de Guadarrama, a uma meia centena de quilómetros de Madrid, que encontramos San Lorenzo de El Escorial e o famoso Mosteiro com o mesmo nome. Declarado Património da Humanidade em 1984 pela UNESCO, a sua construção data de finais do séc. XVI e é um dos mais importantes monumentos renascentis-tas de Espanha. De envergadura imponente e rodeado de uma belíssima paisagem verdejante, o complexo do Mosteiro é um local absolutamente admirável e ao visitá-lo as horas passam sem darmos conta. Imperdíveis são a sua biblioteca, com vários milhares de livros e manuscritos antigos e uma impressionante abóbada pintada, a Basílica e o Panteão Real, a Sala das Batalhas com os seus magníficos frescos, e os palácios dos Áustrias e dos Bourbons. Nos palácios, o destaque vai para a maravilhosa colecção de tapeçarias (mais de trezentas) que cobrem completamente as paredes de várias divisões: desenhadas por artistas conhecidos, primorosamente executadas e em excelente estado de conservação, são obras de arte excepcionais. 

No exterior, o Jardim dos Frades, a Casa do Infante e a Casa do Príncipe merecem também uma visita. E para terminar, um passeio pelas ruas e ruelas da localidade, que pode ser aproveitado para petiscar num dos muitos restaurantes, cafés e bares que se encontram ao virar de cada esquina

 

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Dedicado por vocação ao estudo e ensino da botânica, este jardim tem já mais de 250 anos de história e é mais um paraíso no meio da cidade. Dividido em várias zonas, cada uma com as suas característi-cas, nele encontramos cerca de 1500 espécies de árvores diferentes, plantas aromáticas e medicinais, uma horta, um roseiral, uma colecção de bonsais, várias estátuas e monumentos, e recantos surpreendentes ao virar de cada curva dos passeios. A entrada é paga, por isso o ambiente neste jardim é muito tranquilo e ideal para descontrair.

(todas as informações sobre o jardim estão disponíveis no website oficial em
http://www.rjb.csic.es/jardinbotanico/jardin/)

 

IGREJA DE SANTO ANTÓNIO DOS ALEMÃES

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Originariamente chamada de Santo António dos Portugueses, a igreja e o hospital adjacente deixaram de acolher os nossos compatriotas após a reconquista da independência em 1640, pelo que em 1689 foi cedida aos alemães católicos. Datada do início do séc. XVII, é única no género na cidade de Madrid – pela sua planta elíptica, e pelo interior barroco que ostenta a cúpula e todas as paredes totalmente cobertas por belíssimos frescos, de tal maneira imbricados nos elementos arquitectónicos da igreja que é difícil perceber onde começam uns e acabam outros. O efeito é absolutamente estonteante. A excelente escultura de Santo António com o Menino que preside ao altar principal foi, curiosamente, executada por um português: mestre Manuel Pereira, que também foi o autor da figura em pedra do referido Santo que ornamenta a (estranhamente sóbria) fachada exterior da igreja.

 

PLAZA MAYOR

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Coração do “casco viejo” de Madrid, a Plaza Mayor está completamente cercada por edifícios de três pisos de estilo neoclássico, pintados em vermelho-escuro e suportados por arcadas de pedra, e apenas é possível aceder-lhe através dos seus nove pórticos, dos quais o mais famoso é o Arco de Cuchilleros. Dominada no centro pela estátua equestre de Filipe III, é ponto obrigatório de visita e a animação é constante. Tem esplanadas, artistas de rua, tendas com exposições, e as lojas debaixo das arcadas mantêm ainda, na sua maioria, um ar tradicional. Um local perfeito para um café a meio da manhã ou um lanche. 

 

 

(e para planearem melhor a vossa visita a Madrid, estes sites serão com certeza muito úteis: www.turismomadrid.es; www.esmadrid.com/pt; http://desbravandomadrid.com/)

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Publicado em Inominável nº 2
por Ana CB autora dos blogs Viajar. Porque sim.Gene de traça, e
A vida e outros acasos.

Participante no blog Aprender uma coisa nova por dia

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Quando pensamos em cidades românticas, ideais para passar alguns dias exclusivamente a dois, Madrid não é certamente um dos destinos que nos vem logo à ideia. Mas devia.
A apenas uma hora de avião ou meia dúzia de carro, a capital espanhola é uma cidade ao mesmo tempo vibrante e serena, com qualidades suficientes para agradar a viajantes de todos os tipos. Se fazem parte do grupo que ainda não se rendeu aos encantos desta cidade de “nuestros hermanos”, venham comigo conhecer alguns dos lugares mais bonitos e apaixonantes de Madrid.

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PARQUE DO RETIRO

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É sem sombra de dúvida o lugar mais romântico da cidade. São 125 hectares de árvores e relva, lagos e fontes, palácios e esculturas.

Um oásis de tranquilidade e frescura onde podemos perder-nos durante horas e horas a deambular pelos caminhos sinuosos, passear de barco a remos no Estanque Grande, visitar uma exposição no Palácio Velásquez, visitar o Parterre (jardim em estilo francês) ou La Rosaleda (o roseiral), ou simplesmente aproveitar para descansar e namorar.

 

PALÁCIO DE CRISTAL

Se eu tivesse de escolher um único sítio em Madrid comomad6.jpg o meu preferido, esse sítio teria de ser o Palácio de Cristal. Embora fique situado dentro do Parque do Retiro, merece toda uma referência à parte, porque é verdadeiramente especial. Trata-se de uma imponente estrutura em metal e vidro concebida por Ricardo Velásquez Bosco em 1887, rodeada de relva e árvores, aos pés da qual se estende um lago artificial povoado com cisnes e patos, um repuxo e vários ciprestes calvos emergindo da água. Local obrigatório de paragem para relaxar na relva ou nos degraus que descem até ao lago e simplesmente deixar correr o tempo... 

O Palácio de Cristal faz actualmente parte do Museu Rainha Sofia e alberga periodicamente exposições de arte contemporânea, que são sempre experiências (gratuitas) a não perder.

 

TEMPLO DE DEBOD 

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Parece estranho encontrar um templo egípcio numa zona central de Madrid, bem perto do Palácio Real e da Catedral; poderíamos até pensar que se trata de uma imitação. Mas na verdade não é. O Templo de Debod é um monumento núbio genuíno, cujas origens remontam ao séc. II a.C., e que foi oferecido em 1968 a Espanha pelo governo egípcio como agradecimento pela ajuda na relocalização dos templos de Abu Simbel. A sua instalação ficou concluída em 1972 e é possível visitar o interior.

Estrategicamente colocado no centro de um espelho de água, tem à sua volta um agradável parque que muitos madrilenos utilizam para descansar nas horas de maior calor. Se o céu estiver limpo, programem a visita ao Templo para o final da tarde, pois é um dos melhores locais para assistir ao pôr-do-sol em Madrid.

 

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A Catedral de Madrid honra a padroeira da cidade, a Virgem de Santa Maria la Real de la Almudena, e foi considerada a catedral nova mais velha de sempre: colocada a primeira pedra da construção em 1883, apenas foi inaugurada oficialmente pelo Papa João Paulo II em 1993 – e alguns espaços ainda não estão completamente terminados. Tem uma mistura de vários estilos “neo”, mas o interior é de cariz essencialmente moderno, com os tectos e vitrais coloridos e o retábulo do altar principal a contrastarem com o branco dominante na nave. Arejada e com uma decoração menos “pesada” do que outras congéneres, é perfeita para uns momentos de calma espiritual e recolhimento, mesmo para quem não é crente.

 

(continua)

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Publicado em Inominável nº 2
por Ana CB autora dos blogs Viajar. Porque sim.Gene de traça, e
A vida e outros acasos.

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Fevereiro é o mês do amor, do Carnaval, e este ano podemos contar com mais um dia para aproveitarmos ainda mais. A palavra de honra de hoje é rendas e é mesmo isso que vos trago, algumas ideias de outfits. Eu sou fã de saias e vestidos para qualquer ocasião e o dia dos namorados não é exceção, são peças românticas e muito femininas, seja solteira ou a namorar estas são as ideias a ter em conta para arrasar!

As rendas transmitem um look boémio, romântico e sensual.


O efeito desejado
Transformar qualquer roupa com um corte comum numa peça mais elegante.
Uma gafe fashion
Cuidado com os excessos de transparência ou peças muito coladas ao corpo, prefiram peças com forro e mais largas ou direitas, vão ver que resulta na perfeição.
Como usar
Vestidos, saias, calções, camisolas ou apenas alguns detalhes, esta é uma tendência que nos permite brincar um pouco, as rendas são fáceis de combinar. Deixo-vos algumas ideias vistas no Pinterest.

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Onde comprar
Atualmente é muito fácil encontrar estas peças, seja numa loja online ou nas lojas físicas, são peças-tendência. As minhas sugestões são estas:

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Ideias a ter em conta
As camisolas conjugadas com saias são a combinação mais romântica que há. São duas peças muito femininas e que podemos coordenar para obter vários looks diferentes; apostem nos acessórios para completar os conjuntos.

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A lingerie
Aproveitem os saldos para comprarem a lingerie ideal para cada tipo de decote; eu adoro lingerie bege ou preta com rendas.


Preparadas para o dia dos namorados?

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Publicado em Inominável nº 2
por Sofia Silva autora do blog La Principessa

 

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SINOPSE

«Procura e encontrarás.»


É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences. Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.


Tendo como guia apenas alguns versos do Inferno, a obra-prima de Dante, épica e negra, vêem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…


Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.

(trailer oficial do filme)

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Publicado em Inominável nº 2
por Cláudia Oliveira, autora dos blogs Cláudia Oliveira e 
A Mulher Que Ama Livros 
e de um canal no Youtube

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Estreia em Outubro deste ano o filme baseado no quarto livro de Dan Brown - Inferno - e, se outras razões não houvesse, será por esse motivo para vos falar sobre este livro.

Robert Langdon está de volta e, tendo por base a obra de Dante, terá de descobrir porque acordou numa cama de hospital em Florença sem qualquer memória dos últimos dias, mas com uma frase na memória: procura e encontrarás. Com a ajuda de Sienna Brooks, Robert terá de descobrir quem o tentou matar e, ao mesmo tempo, impedir um louco de libertar uma praga de dimensões globais.


Tal como nos anteriores livros de Dan Brown, os acontecimentos sucedem-se a uma velocidade vertiginosa, quase sem tempo para respirar, e há surpresas ao virar de cada página. Claro que para quem gosta deste género de livros, este é um bom exemplo, mas quem não gosta não vai ficar fã.

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Aliás, tendo em mente que gosto imenso dos livros deste autor, a verdade é que a essência das histórias dos vários livros é a mesma. Diferenciam-nos, aos livros, os temas analisados (no caso do Inferno é o crescimento populacional e as suas consequências) e o local onde a acção se desenvolve (Florença e Veneza neste caso). Ainda assim, em qualquer um dos livros o prazer pela leitura é enorme, a distracção pura e simples está garantida e o suspense é permanente. 

 

Acresce ainda que, pelo trabalho de investigação que o autor faz e pelas explicações sobre os locais, a história, a arte – e neste livro específico, até sobre uma raça de cavalos – acabamos por aprender mais um pouco. E o saber nunca ocupou lugar!

São livros, qualquer um deles, que se adaptam bem ao cinema. Correu muito bem com o Código Da Vinci e com Anjos e Demónios, pelo que não há razão para recear que esta adaptação de Inferno corra mal até porque, tal como os anteriores, será realizado por Ron Howard, com argumento de David Koepp. No elenco podemos encontrar Tom Hanks como Robert Langdon, Felicity Jones como Sienna Brooks, Omar Sy como Christoph Bruder, Ben Foster como Bertrand Zobrist, Irrfan Khan como Harry "O Mestre" Sims, Sidse Babett Knudsen como Elizabeth Sinskey, Ana Ularu como Vayentha, e Jon Donahue como Richard.
As filmagens decorreram em Veneza, Itália, perto do Palazzio Vecchio e noutros lugares históricos da cidade, assim como perto da Ponte Vecchio, em Florença, e em Budapeste, Hungria.

(continua aqui)

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Publicado em Inominável nº 2
por Magda L Pais, autora dos blogs Stone Art Books e StoneArt Portugal.

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