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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Sex | 15.01.16

Bem vindos ao Futuro #2

(primeira parte)

Futuroscope pavilhão Vienne.jpg

Para dormir, existem 14 hotéis à distância de menos de 10 minutos a pé do parque, qualquer deles com pacotes especiais para famílias; a cereja no topo do bolo é que até dia 3 de Janeiro oferecem a vantagem acrescida da estadia gratuita de um menor de 16 anos por cada adulto. Há ainda muitas outras opções nos arredores, entre casas rurais, hotéis de charme, habitações em árvores ou no meio de um parque natural, parques de campismo ou chalés de madeira.

E para uma despedida em beleza, assistam ao espectáculo nocturno do lago. Sentem-se no magnífico anfiteatro com 5000 lugares e apreciem o feérico espectáculo “Lady Ô”, que alia “video mapping”a projecções sobre cortinas de água, lasers policromáticos, um sistema sonoro especial e efeitos pirotécnicos. Deixem-se levar pelo encantamento de outros mundos, numa experiência que vos vai deixar completamente mesmerizados e com vontade de não sair dali.

Afinal, não é sem razão que o novo slogan do Futuroscope é:

“Vocês nem imaginam o que vos espera.”

Futuroscope imax 3D.jpg

O Futuroscope está situado a 10 km de Poitiers, em França, e há várias maneiras fáceis de lá chegar.

De carro: dista apenas 1270 km do Porto e 1415 km de Lisboa, por isso é uma viagem fácil para fazer de automóvel ou autocaravana, mesmo com crianças. Para ser menos cansativa, sugiro que façam cada percurso de ida e de volta em dois dias e aproveitem para visitar alguns locais interessantes pelo caminho, como Valladolid ou Burgos, em Espanha, ou Biarritz e Bordéus, em França.

De avião: o aeroporto de Poitiers-Biard situa-se a 15 minutos de táxi do Futuroscope. É possível voar para lá fazendo escala em Lyon, Nice ou Toulouse, por exemplo.

De avião e comboio: existe uma estação do TGV com acesso directo ao parque, por isso outra boa opção é voar para Paris e apanhar este comboio rápido que vos deixará lá em cerca de duas horas. E se ficarem hospedados num dos hotéis do parque podem reservar antecipadamente o serviço de transporte das bagagens para o hotel e entrar imediatamente no parque, sem necessidade de perderem mais tempo.

 

 

 

Texto de Ana CB autora dos blogs Viajar. Porque sim.Gene de traçaA vida e outros acasos. Participante no blog Aprender uma coisa nova por dia, publicado na Inominável nº 1

Qui | 14.01.16

Bem vindos ao Futuro #1

A época de Natal e do fim do ano é uma ocasião excelente para umas mini-férias em família, e porque não aproveitar para fazer um programa diferente?

A minha sugestão? Um parque de entretenimento para miúdos e graúdos onde a diversão, a surpresa e as emoções estão garantidas para toda a família. E se já está a revirar os olhos imaginando filas intermináveis de espera para entrar em cada pavilhão, miúdos aos gritos por todos os lados, e comida cara e de má qualidade, desengane-se porque neste parque temático a realidade é outra: o ambiente é calmo e descontraído, não há correrias, e o tempo de espera é geralmente curto mesmo para as atracções mais concorridas.

Futuroscope vista aérea.jpg

E que parque é esse tão especial? Falo-vos evidentemente do Futuroscope, o parque temático futurista situado nos arredores de Poitiers, onde a tecnologia se alia à imaginação para nos oferecer um mundo de experiências diferentes e inovadoras.

Pode ver aqui um pequeno filme sobre o Futuroscope visto do ar.

O parque estende-se por mais de meio quilómetro quadrado e não fosse o facto de ser frequentado por humanos, lá dentro julgaríamos estar noutro planeta. Os pavilhões são maioritariamente construídos em metal e vidro, cada um mais original do que o outro, com formas geométricas ou aerodinâmicas; e a água, presente em todo o lado em lagos de dimensões variadas sobrevoados por pontes curvilíneas, encarrega-se de refrescar a paisagem e torná-la mais acolhedora, além de servir de palco a várias atracções.Actualmente, o parque oferece aos seus visitantes nada mais nada menos do que 25 experiências originais, todas elas apoiadas em técnicas audiovisuais multimédia, cinema-tográficas e robóticas, misturando projecções de imagens com experiências de aproximação sensorial variadas. Várias destas atracções são absolutamente únicas em todo o mundo, por isso a minha proposta é que pegue na sua família e passe dois fantásticos e divertidos dias a viver… no futuro.

Futuroscope lago central 1.jpg

Não percam a Máquina do Tempo, uma experiência “5D” hilariante conduzida pelos  “Lapins Crétins” que vão levar-vos, munidos de óculos 3D e instalados em assentos dotados de efeitos especiais, de cenário em cenário numa viagem emocionante e divertida que termina (demasiado depressa!) com a explosão da máquina e o regresso ao presente.

Futuroscope Mistérios do Cubo 2.jpg

Entre as várias apresentações ao vivo que o Futuroscope oferece, a novidade mais recente é “Os Mistérios do Cubo”, que mistura dança e acrobacias sobre um cenário de 600 m2 criado e projectado com a técnica de “video mapping”, num registo onírico e poético. E duas vezes ao dia é exibido aquele que foi considerado em 2013 como o melhor espectáculo de magia em França: o iMagic, conduzido pelas mãos hábeis do mágico Bertran Loth.

Futuroscope Kinemax.jpg

Para quem gosta de emoções e agitação, a oferta é variada. Na atracção “Dança com os Robots” podem andar às voltas no ar, em ambiente de discoteca e sentados numa cadeira suspensa de um braço robótico, ao som de uma playlist da autoria do conhecido DJ Martin Solveig. No hipercubo, um cinema Imax 3D dinâmico único no mundo, irão equipar-se com óculos de cristais líquidos e assistir a “Artur, uma aventura em 4D”, uma versão activa e já premiada do filme de Luc Besson “Artur e os Minimeus”, enquanto são chocalhados nas vossas cadeiras equipadas com efeitos sensoriais. E nesta época natalícia há uma grande novidade: a “A Idade do Gelo – O Tempo dos Dinossauros”, uma experiência 4D imersiva que vai agradar a toda a gente.

Mas há mais, muito mais: filmes projectados em cúpulas semi-esféricas que nos levam das profundezas dos mares à imensidão do cosmos, ou sincronizados com simuladores, para sensações fortes; uma área extensa repleta de diversão para os mais pequenos; um enorme pavilhão de jogos com as tecnologias mais avançadas; exposições sobre temas variados; obras artísticas ao virar de cada curva; uma torre panorâmica; e até mesmo um bar que sobe até aos 35 metros de altura e onde é possível tomar uma bebida… com os pés a balançar no vazio!

Futuroscope gyrotour 2.jpg

Quando a fome aperta, basta escolher um dos sete restaurantes do parque para uma refeição à medida de todos os paladares e bolsas. A oferta é variada, desde crepes ou hambúrgueres até à cozinha de fusão, passando por grelhados e bufetes. Há menus especiais para as crianças, a quase metade do preço, e descontos nos restaurantes mais caros se for feita previamente reserva online.

 

A segunda parte será publicada amanhã, dia 15/1

Texto de Ana CB autora dos blogs Viajar. Porque sim.Gene de traçaA vida e outros acasos. Participante no blog Aprender uma coisa nova por dia, publicado na Inominável nº 1

Qua | 13.01.16

Colunista acidental nº 1

rodape.jpg

ILHAS

Surgidas das entranhas de Vulcano

Elevam-se das ondas dos oceanos

- Encostas bordejadas por levadas -

Montanhas, que contrastam a beleza

Agreste, que lhes deu a Natureza,

Com flores, por socalcos derramadas.

 

Milénios são passados, desde os tempos

Que contam que, fugindo aos seus tormentos,

Os deuses se escondiam muitas vezes.

Por certo procuravam nestas ilhas

- Cercados por imensas maravilhas -

Carpir, ou lamentar, os seus revezes.

 

Talvez por isso Ulisses navegasse

Num rumo, que ao Olimpo o transportasse,

Além do mar sem fim, a todo o pano;
Mas fora, por Destino, já traçado,

Ser este paraíso reservado

A povo mais ilustreO Lusitano! 

 

Assim, ao ser chegada a sua hora,

Os deuses resolveram ir embora

Fazendo aos portugueses o legado.

Por cá ouvem-se agora serenatas

Cantadas, em levadas e cascatas,

Por ninfas, em dolentes tons de fado.

 

POVO 

Um povo tão pequeno, foi gigante,

Com força, que o fez ir adiante

Na saga, donde nascem os heróis,

Lançando esta Nação numa epopeia,

Tão grande, que ninguém fazia ideia,

Que havia de brilhar como mil sóis.

 

Deixando-se levar numa aventura

Que sendo, embora, quase uma loucura,

Virou um povo inteiro para o mar,

Desde os que construíram caravelas

Aos que abasteceram e aos que nelas

Entraram e as fizeram navegar.

 

Saber que, descobrir um mundo novo,

Foi feito não dum homem, mas dum povo,

Que fez do navegar o seu destino,

Só pode deslumbrar-nos co' a memória

Dos homens de coragem, de que a História,

Nos fala, num relato genuíno.

 

E lemos que fizeram descobertas,

De terras povoadas e desertas,

Em ilhas, continentes, oceanos,

Que, sempre com arrojo  e força insana,

«Passaram muito além da Taprobana»

Em saga mais de deuses, que de humanos.

 

Seguindo, ora a pé, ora embarcados,

Em busca doutras gentes, doutros lados,

Entraram nesse mundo de Meu Deus;
Com fé e com coragem verdadeiras

Ousaram arriscar outras maneiras

De ter na terra mais visões dos céus.

 

E foram tantos séculos de sonhos,

De lutas contra monstros tão medonhos,

Que ousaram, com audácia, enfrentar,

Que ao ver a Cruz de Cristo numa vela

Já todo o oceano via nela

A força que o havia de domar.

 

Só quem venera o sonho dos antigos,

Relembras feitos seus, sente os perigos,

Pode evocar egrégios como amigos.

 

NATAL DISTANTE

Sabe Deus, quantos velhinhos

Andarão pelos caminhos

Neste tempo de Natal;

Sem que o mundo à sua frente

Lhes prometa que o presente,

Não seja sempre o normal.

 

Sabe Deus, quantas crianças

Perderam quaisquer esp'ranças

Neste "estado social",

Que alimenta só ladrões,

Compadres e até vilões,

Não vendo quem passa mal.

 

Se o valor das Fundações,

Em vez de manter burlões,

Fosse dado a quem precisa;

Era o país mais honrado,

Não punha os pobres de lado,

Mostrando uma acção concisa.

Ter | 12.01.16

Vítor Cintra

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Vítor Cintra, um autor que ficará para a história e que, por mérito, deveria ser estudado e incluído no Plano Nacional de Leitura (Ler+); um homem único, a quem tenho a honra de chamar Pai, que me deu o privilégio de partilhar o seu imenso saber, a sua cultura e os seus valores. 

Talvez seja difícil para a geração actual, cada vez mais mergulhada na transitoriedade e na superficialidade próprias do imediatismo, entender um poeta com a qualidade e grandeza de Vítor Cintra (pseudónimo de João Vítor Silva), homem de vasta cultura geral, multifacetado, bloguista intervencionista e poeta para quem a visualidade, a emoção e a memória são pedras basilares. Como um observador atento que olha ao acaso, da margem de um rio ou da margem da vida, para a vastidão de um mar salgado ou para o sal da vida, Vítor Cintra tenta retratar um instante, uma personalidade ou um evento com uma mestria e precisão históricas, que não excluem a nostalgia ou a saudade, a crítica ou o elogio. 

Reservado na sua vida privada, contido nas manifestações exteriores de afecto, é um homem cuja única vaidade consiste em ser íntegro e leal para com as suas convicções. Abarca o mundo na alma e usa a pena para o retratar com a intensidade de quem celebra a vida e as emoções. Abomina a mediocridade e elogia a coragem de quem luta por fazer deste um mundo melhor.

Não passou ao lado da vida, como não passa ao lado de tudo o que é belo, grandioso e valioso. Deram-lhe uma voz e o dom da palavra e ele usa-as com mestria pelo que, à semelhança dos seus feitos na vida, a sua obra certamente ficará nos anais da história e da literatura. 

Helena Silva

publicado na Inominável nº 1

Seg | 11.01.16

Sonharei sempre contigo

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Um amor assim, visto à distância, torna mais doces as memórias. E no entanto, nada é exactamente como esperávamos, nada corre de acordo com o plano.

Tenho em mim sonhos de rapazinho que a idade adulta não roubou. O meu tem o teu nome impresso, como quando olhas para as nuvens e nelas vês formas que na realidade não existem. Mantive sempre essa tonta ilusão. Passávamos uma esfregona no tempo e como por magia tudo se recompunha. É bom pensar assim, mesmo que saibamos que dificilmente o amor vence o tempo. No entanto, tal existe, já foi tentado com sucesso.

Disseste-me que o tempo passou, já não somos os mesmos, que tudo não passa de ilusão ampliada pelo tempo e distância. Permite-me discordar. Trocava uma vida inteira por um minuto contigo, um segundo de felicidade. Agora tens um marido, uma casa, vida estável e sem sobressaltos. Compreendo que te mais sintas confortável com esse teu marido – certamente excelente pessoa – que em saltar comigo para o desconhecido, correndo risco de nos estatelarmos.

Mas, meu amor, que nem sequer me tenhas dado a mão para espreitar o abismo, para nos sentirmos inebriados pelo vento que sobe o desfiladeiro aquecido pela paixão esquecendo tudo que não nós, dói.

Serás sempre o meu sol, mesmo em momentos frios como este, em que a lógica esmaga o sonho. Porque serei sempre aquele que sonha contigo, todos os dias e noites.

 

 

Texto de Jonathan e publicado na Inominável nº 1