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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Desde aquele tempo mundialmente conturbado até aos dias de hoje muita coisa mudou na sétima arte, especialmente a forma como esta se dedicou a mostrar o Natal: uma época de paz e harmonia, e onde palavras como solidariedade, amizade ou família parecem fazer sentido.

Todavia, nos últimos vinte, trinta anos surgiu uma espécie de “praga” cinematográfica a que deram o pomposo nome de “Comédias Românticas”. Uma “espécie” de sétima arte claramente muito pobre mas à qual a maioria dos actores não nega a sua presença. E que conta com imenso público!

Entretanto, no dealbar dos anos noventa, e destoando um pouco das matrizes já conhecidas para as películas de Natal, surgiu um filme a que baptizaram de “Home Alone”. O estrondoso sucesso das aventuras de Kevin, ao tentar defender a sua casa contra dois ladrões na véspera do dia de Natal foi tal que, ainda hoje, não há estação de televisão que não exiba o filme durante as festas natalícias. Tornou-se quiçá tradição…

Talvez a faixa musical deste filme não seja o seu prato forte, porém fica no ouvido aquele som melodioso de uma caixa de música antiga.

Seguiram-se-lhe algumas réplicas desta película, mas apenas uma delas foi concebida com os mesmos actores (mas sem o mesmo impacto e sucesso) e passada também na época natalícia. Trata-se justamente de “Home Alone 2”.

Mas das festas que se aproximam não conta unicamente o Natal. Há outrossim o Ano Novo. E aqui as nossas televisões variam na escolha dos seus filmes para exibirem madrugada fora. Desde o “Ghostbusters” ao “Back to the Future” e passando pelas “Aventuras de Indiana Jones”, tudo é possível nas longas noites de um novo ano.

Não se esqueçam de que o cinema não é só a arte de colocar em imagens sentimentos, mas vê-los placidamente desfilar na nossa frente.

Bom… em forma de conclusão convido-vos a que a época que se aproxima seja muitíssimo bem aproveitada. Deste modo, procurem bons filmes, boas músicas e tenham assim umas Festas Felizes.

A gente lê-se por aí!

 

Texto de José da Xã autor dos blogs LadosAB e José da Xã. Participante nos blogs O Bom, o Mau e o FeioA Três Mãos e És a nossa Fé! e publicado na Inominável nº 1

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Alguém imagina a época natalícia sem luzes, pinheiros, Pai Natal ou prendas? Certamente que não! Também eu partilho desta certeza! Mas acrescento àquelas premissas… o cinema!

Ora, é desta relação fraterna e muito próxima que vos venho aqui falar!

A época do Natal sempre foi, para o cinema, um manancial de ideias e razões para lançar comercialmente muito dos seus filmes. Naturalmente, alguns de notória qualidade, mas a maioria nem tanto.

A Walt Disney Company é uma das grandes produtoras americanas de filmes de, para e sobre o Natal. Na sua maioria em desenho animado, o que acarreta logo consigo uma áurea doce e imaginativa. As nossas crianças que o digam…

Mas neste espaço não se fala somente de cinema mas outrossim de música. Tal como já havia referenciado em artigo anterior, a música foi desde os primórdios uma parte integrante do cinema. E claro está que o Natal é uma das musas obrigatórias.

Num contexto mais pessoal e quando relembro o meu lhano passado, encontro neste um filme que me marcou. Essencialmente por ter sido o primeiro que vi num grande ecrã, era eu um mero gaiato!

Quem não conhece esta história bem romântica? Pois é… incrivelmente (ou talvez não!!!) este é o meu filme de Natal!

Regressando ao assunto que aqui me trouxe, reconheço que o cinema tem muitos e bons exemplos de longas-metragens com referência à época natalícia. Desde já, o primeiro de que me lembro é “The Christmas Carol”, de 1938. Um filme baseado num conto de Charles Dickens e que veio a originar muitas outras versões, algumas bem recentes!

Em 1942 é exibido “Holiday Inn”, com Bing Crosby e Fred Astaire e onde aquele canta uma das mais belas músicas de Natal, composta por Irving Berlin e que todos seguramente conhecem: “White Christmas”. Uma vez mais a boa música colocada ao dispor da sétima arte. Um filme a preto e branco e que nunca vi passar nas televisões.

Dois anos mais tarde, em plena Segunda Guerra Mundial, Vincent Minnelli realiza “Meet me in St. Louis” onde a sua futura mulher, Judy Garland, cantaria entre outras canções a celebérrima “Have Yourself a Merry Little Christmas”. Mais uma fantástica referência ao Natal, e que ainda hoje perdura.

Texto de José da Xã autor dos blogs LadosAB e José da Xã. Participante nos blogs O Bom, o Mau e o FeioA Três Mãos e És a nossa Fé! e publicado na Inominável nº 1

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Escultura:

Ok... esta é mais difícil, mas eu desenrasco alguma coisa. Na produção de conteúdos para um jogo é possível e provável que seja necessário modelar um ou vários personagens. É um processo moroso, mas que pode fazer toda a diferença para o nível de realismo de um ambiente imersivo. Eis uma amostra do processo: 

Mas, como anteriormente, porque não dar algum poder ao jogador também? Certos jogos permitem a definição das feições de um personagem no seu processo de criação. Isto é particularmente comum em RPG's (Role Playing Games), como é o caso de Dragon Age: Inquisition, um jogo relativamente recente com uma boa quantidade de opções de personalização. Felizmente ou infelizmente, dependendo do jeito de cada um, a coisa pode dar p'ó torto: 

Literatura.

Muitos jogos têm uma história e um enredo por trás que rivalizam com obras de arte já bem estabelecidas nos alicerces da cultura. Esta afirmação, para ser totalmente justa, deve ser complementada com o facto de que alguns desses enredos baseiam-se em obras de literatura já existentes. Falo por exemplo da saga de jogos "The Witcher", baseada nos livros e histórias de um polaco, um tal Andrzej Sapkowski (admito, copiei directamente da net, nem pensei em tentar digitar tal nome). Esta saga teve um enorme sucesso e fica a dúvida se este se deve ao sistema de combate dos videojogos em questão ou à história profunda e rica e relativamente detalhada que se nos apresenta desde o início. Infelizmente, não tenho forma alguma de mostrar um exemplo disto, mas fica a referência.

Agora tenho de respirar fundo. Isto acontece-me quando começo a falar de uma obra-prima, e esta não podia faltar como exemplo num artigo deste género. Falo de um dos primeiros videojogos que considerei arte. Max Payne. Poderia fazer um artigo inteiro sobre este jogo, mas vou focar-me nos diálogos excelentes presentes no decorrer do jogo. Se é verdade que a voz do personagem é importante, há que dar o devido mérito a quem escreveu o guião. O jogo mostra a maior parte dos diálogos na forma de uma espécie de banda desenhada. Mesmo descontextualizados, podem dar uma vista de olhos pelos diálogos dos dois primeiros jogos da série AQUI.

 

Cinema.

O grande 7. A famosa aglomeração de todas as outras artes anteriores. Conseguirão os videojogos igualar os feitos do cinema? Ooooh sim, podem crer Os exemplos são inúmeros. Quase todos os jogos têm um "treila" (ou como se diz em americano, trailer) com uma animação toda xpto com finais de marketing. Mas a mim interessa-me como o cinema se consegue mostrar mesmo dentro do videojogo, num ambiente 3D. Nem mais, ataco já com um videojogo aclamado pelas animações faciais que os personagens utilizam. Nunca o joguei, mas a sua fama fez-me pensar imediatamente nele. Ora vejam: 

Agora vou usar um nome que já deve ser familiar para o público em geral (pelo menos tanto quanto o iogurte grego, lá com a velhota a mandar vir e tal), pois é um videojogo que costumo ver publicitado: Call of Duty. Nas suas incontáveis iterações, existe sempre uma história geral a seguir. Para mim, umas das melhores (ou das mais bem contadas) situa-se no videojogo Call of Duty: Black Ops, especificamente num momento em que seguimos uma memória de um antigo soldado russo (as partes em que realmente se joga estão cortadas neste vídeo). 

Onde é que eu quero chegar com isto tudo? Ok, pronto, já mais ou menos perceberam, os jogos têm muitos elementos de arte; mas... então... o que é que eles oferecem que seja novidade?

Numa palavra? Interacção.

Podem argumentar de um lado para o outro que as outras artes também fazem coisas interactivas, mas nenhuma o faz na proporção em que os videojogos fazem. Nós, como utilizadores dessa arte, podemos interagir com o mundo da maneira que quisermos e sofrer as consequências disso. Num livro a história está sempre previamente escrita. Num filme só olhamos para o que o realizador quer. Um quadro é estático.

Num videojogo está tudo dependente das acções do jogador, de uma maneira ou doutra. Nós é que escolhemos avançar ou não. Nós é que escolhemos abrir a porta de onde sai um monstro horrível ou, pior ainda, uma editora de revista furiosa com o tamanho deste artigo.

Falando nisso, se calhar acabo aqui.

Autoria: Rei Bacalhau que participa no blog O Bom, o Mau e o Feio publicado na Inominável nº 1

 

 

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Artes Cénicas

Vou focar-me na dança, pois admito que é bastante mais fácil de arranjar exemplos. Aliás, estando apertado em termos de espaço (as senhoras editoras vão provavelmente matar-me por estar a ocupar tanta página), vou ser directo e referir como os videojogos podem ser utilizados para nos obrigar a fazer exercício e figuras parvas à frente de amigos e colegas. Observem este vídeo do jogo Just Dance, em que o objectivo é dançar consoante é mostrado pelos bonecos no ecrã. Nunca os Europe pensaram que o Final Countdown viesse a ser usado para um propósito tão... entusiasmante? Será a palavra certa? 

Pintura.

Esta é simples. No desenvolvimento de um videojogo são necessárias imagens conceptuais para os artistas 2D ou 3D saberem o que devem modelar. Essas imagens de conceito também acabam por ser mostradas ao público como uma forma inicial de marketing. A empresa de videojogos Blizzard Entertainment tem uma secção de arte conceptual totalmente dedicada ao universo de videojogos Warcraft. Recomendo que dêem uma vista de olhos AQUI (<- é preciso clicarem, desculpem lá).

Arquitectura.

Aqui podiam escrever-se teses. Passeia-se por um ambiente 3D e não se pensa que houve um artista que teve de desenhar aquela casa com maior ou menor detalhe. Quem diz casas, diz ruas, avenidas, monumentos, cidades inteiras! Paris na revolução francesa, por exemplo! No videojogo Assassin's Creed: Unity, que se desenrola nessa cidade e nesse período, os artistas da Ubisoft deram-se ao trabalho de modelar alguns monumentos com uma quantidade bastante impressionante de detalhe. O vídeo que se segue mostra alguns exemplos, particularmente a catedral de Notre Dame, comparando a versão virtual com a real. 

Estranhamente, a arquitectura nos videojogos não toma forma só através dos desenvolvedores. Certos jogos permitem-no através dos próprios utilizadores. Dois exemplos: em primeiro, um joguinho estupidamente simples mas que revolucionou a indústria. Minecraft. O jogo não tem objectivo concreto, mas o pessoal adora o facto de poder fazer construções épicas usando só os cubos muito limitados que o jogo oferece. Vejam algumas das maluquices que estes doidos construíram à pata.

 

Segundo exemplo: The Sims 4. Neste jogo de simulação de pessoas (sim, leram bem) existe um editor de casas, no qual, mais uma vez, o pessoal com aspirações a designer de interiores se solta maniacamente. Alguns resultados são bastantes bons, mesmo assim:

 

 

Autoria: Rei Bacalhau que participa no blog O Bom, o Mau e o Feio publicado na Inominável nº 1

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Há muito que se desenrola o debate nas internets (já que o pessoal que joga videojogos nunca põe os pés na rua) sobre se os videojogos podem ou não ser considerados arte. No momento em que redijo este texto, o Wikipédia brasileiro classifica os videojogos como a Décima Arte, por comparação à Sétima Arte.

Eu não tenho a certeza se tal afirmação estaria correcta. Não consigo arranjar argumentos suficientes para convencer qualquer pessoa dessa hipótese. Consigo, no entanto, expressar a minha opinião. Veredicto final: eu não considero os videojogos arte.

Cuidado, pois o português é uma língua traiçoeira... Eu disse que não considero os videojogos arte, mas isso é apenas porque tal afirmação é demasiado geral. Vou tentar frasear a minha opinião de maneira diferente: considero que os videojogos têm todo o potencial para serem arte, mas nem todos conseguem sê-lo.

Assumamos por agora, para efeitos de simplicidade de escrita, que os videojogos são, de facto, arte. Um aspecto interessante desta arte é como ela usa um bocadinho de todas as outras artes anteriores e posteriores. Certamente não é a primeira a fazer isso; eu argumentaria que o cinema utiliza várias outras artes para o seu fim, complementando-o com as técnicas específicas à produção de um filme. Eu gostaria de dar uma ideia mais clara do que estou a dizer dando exemplos concretos. Vamos então analisar, segundo uma certa lista, a utilização das várias artes nos videojogos: Música, Artes Cénicas (aglomerado de Dança, Teatro, etc.), Pintura, Arquitectura, Escultura, Literatura e Cinema.

Música.

Esta é a mais difícil para dar exemplos, mas por excesso deles e não por falta. Quase todos os jogos têm uma banda sonora de algum tipo, sendo esta uma mania que vem desde os anos 80. É claro que a qualidade da música tem vindo a aumentar, em particular desde os anos 90, na minha opinião. Eis que aparece como primeiro exemplo um jogo de pinball que eu jogava quando era puto: Pinball Fantasies. Um dos níveis, lugubremente denominado "Stones and Bones", tinha como tema uma casa assombrada, e apesar de a música ser electrónica, parece-me ter influências claramente "Bachianas" (a música não é contínua porque o vídeo mostra todas as músicas que podiam ser tocadas ao jogar). 

O melhor estaria para vir. Começaram a colocar orquestras inteiras a tocar os temas compostos às vezes por compositores famosos. Dá uma pica totalmente diferente ganhar o jogo com a secção de sopro aos berros atrás das nossas acções heróicas. Mas há lugar para tudo, até músicas mais calmas, como é o caso de Across the Bog, uma música do jogo de estratégia Rise of Nations, que soava principalmente quando um jogador estava a construir e fazer prosperar a sua nação. 

Mas a música pode fazer parte integrante do jogo, no sentido de ser utilizada na própria jogabilidade, como demonstro com este vídeo do jogo Guitar Hero, com a música Godzilla dos Blue Öyster Cult (contextualizando: o objectivo é carregar em botões coloridos à medida que aparecem). 

Autoria: Rei Bacalhau que participa no blog O Bom, o Mau e o Feio publicado na Inominável nº 1

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(primeira parte)

Futuroscope pavilhão Vienne.jpg

Para dormir, existem 14 hotéis à distância de menos de 10 minutos a pé do parque, qualquer deles com pacotes especiais para famílias; a cereja no topo do bolo é que até dia 3 de Janeiro oferecem a vantagem acrescida da estadia gratuita de um menor de 16 anos por cada adulto. Há ainda muitas outras opções nos arredores, entre casas rurais, hotéis de charme, habitações em árvores ou no meio de um parque natural, parques de campismo ou chalés de madeira.

E para uma despedida em beleza, assistam ao espectáculo nocturno do lago. Sentem-se no magnífico anfiteatro com 5000 lugares e apreciem o feérico espectáculo “Lady Ô”, que alia “video mapping”a projecções sobre cortinas de água, lasers policromáticos, um sistema sonoro especial e efeitos pirotécnicos. Deixem-se levar pelo encantamento de outros mundos, numa experiência que vos vai deixar completamente mesmerizados e com vontade de não sair dali.

Afinal, não é sem razão que o novo slogan do Futuroscope é:

“Vocês nem imaginam o que vos espera.”

Futuroscope imax 3D.jpg

O Futuroscope está situado a 10 km de Poitiers, em França, e há várias maneiras fáceis de lá chegar.

De carro: dista apenas 1270 km do Porto e 1415 km de Lisboa, por isso é uma viagem fácil para fazer de automóvel ou autocaravana, mesmo com crianças. Para ser menos cansativa, sugiro que façam cada percurso de ida e de volta em dois dias e aproveitem para visitar alguns locais interessantes pelo caminho, como Valladolid ou Burgos, em Espanha, ou Biarritz e Bordéus, em França.

De avião: o aeroporto de Poitiers-Biard situa-se a 15 minutos de táxi do Futuroscope. É possível voar para lá fazendo escala em Lyon, Nice ou Toulouse, por exemplo.

De avião e comboio: existe uma estação do TGV com acesso directo ao parque, por isso outra boa opção é voar para Paris e apanhar este comboio rápido que vos deixará lá em cerca de duas horas. E se ficarem hospedados num dos hotéis do parque podem reservar antecipadamente o serviço de transporte das bagagens para o hotel e entrar imediatamente no parque, sem necessidade de perderem mais tempo.

 

 

 

Texto de Ana CB autora dos blogs Viajar. Porque sim.Gene de traçaA vida e outros acasos. Participante no blog Aprender uma coisa nova por dia, publicado na Inominável nº 1

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A época de Natal e do fim do ano é uma ocasião excelente para umas mini-férias em família, e porque não aproveitar para fazer um programa diferente?

A minha sugestão? Um parque de entretenimento para miúdos e graúdos onde a diversão, a surpresa e as emoções estão garantidas para toda a família. E se já está a revirar os olhos imaginando filas intermináveis de espera para entrar em cada pavilhão, miúdos aos gritos por todos os lados, e comida cara e de má qualidade, desengane-se porque neste parque temático a realidade é outra: o ambiente é calmo e descontraído, não há correrias, e o tempo de espera é geralmente curto mesmo para as atracções mais concorridas.

Futuroscope vista aérea.jpg

E que parque é esse tão especial? Falo-vos evidentemente do Futuroscope, o parque temático futurista situado nos arredores de Poitiers, onde a tecnologia se alia à imaginação para nos oferecer um mundo de experiências diferentes e inovadoras.

Pode ver aqui um pequeno filme sobre o Futuroscope visto do ar.

O parque estende-se por mais de meio quilómetro quadrado e não fosse o facto de ser frequentado por humanos, lá dentro julgaríamos estar noutro planeta. Os pavilhões são maioritariamente construídos em metal e vidro, cada um mais original do que o outro, com formas geométricas ou aerodinâmicas; e a água, presente em todo o lado em lagos de dimensões variadas sobrevoados por pontes curvilíneas, encarrega-se de refrescar a paisagem e torná-la mais acolhedora, além de servir de palco a várias atracções.Actualmente, o parque oferece aos seus visitantes nada mais nada menos do que 25 experiências originais, todas elas apoiadas em técnicas audiovisuais multimédia, cinema-tográficas e robóticas, misturando projecções de imagens com experiências de aproximação sensorial variadas. Várias destas atracções são absolutamente únicas em todo o mundo, por isso a minha proposta é que pegue na sua família e passe dois fantásticos e divertidos dias a viver… no futuro.

Futuroscope lago central 1.jpg

Não percam a Máquina do Tempo, uma experiência “5D” hilariante conduzida pelos  “Lapins Crétins” que vão levar-vos, munidos de óculos 3D e instalados em assentos dotados de efeitos especiais, de cenário em cenário numa viagem emocionante e divertida que termina (demasiado depressa!) com a explosão da máquina e o regresso ao presente.

Futuroscope Mistérios do Cubo 2.jpg

Entre as várias apresentações ao vivo que o Futuroscope oferece, a novidade mais recente é “Os Mistérios do Cubo”, que mistura dança e acrobacias sobre um cenário de 600 m2 criado e projectado com a técnica de “video mapping”, num registo onírico e poético. E duas vezes ao dia é exibido aquele que foi considerado em 2013 como o melhor espectáculo de magia em França: o iMagic, conduzido pelas mãos hábeis do mágico Bertran Loth.

Futuroscope Kinemax.jpg

Para quem gosta de emoções e agitação, a oferta é variada. Na atracção “Dança com os Robots” podem andar às voltas no ar, em ambiente de discoteca e sentados numa cadeira suspensa de um braço robótico, ao som de uma playlist da autoria do conhecido DJ Martin Solveig. No hipercubo, um cinema Imax 3D dinâmico único no mundo, irão equipar-se com óculos de cristais líquidos e assistir a “Artur, uma aventura em 4D”, uma versão activa e já premiada do filme de Luc Besson “Artur e os Minimeus”, enquanto são chocalhados nas vossas cadeiras equipadas com efeitos sensoriais. E nesta época natalícia há uma grande novidade: a “A Idade do Gelo – O Tempo dos Dinossauros”, uma experiência 4D imersiva que vai agradar a toda a gente.

Mas há mais, muito mais: filmes projectados em cúpulas semi-esféricas que nos levam das profundezas dos mares à imensidão do cosmos, ou sincronizados com simuladores, para sensações fortes; uma área extensa repleta de diversão para os mais pequenos; um enorme pavilhão de jogos com as tecnologias mais avançadas; exposições sobre temas variados; obras artísticas ao virar de cada curva; uma torre panorâmica; e até mesmo um bar que sobe até aos 35 metros de altura e onde é possível tomar uma bebida… com os pés a balançar no vazio!

Futuroscope gyrotour 2.jpg

Quando a fome aperta, basta escolher um dos sete restaurantes do parque para uma refeição à medida de todos os paladares e bolsas. A oferta é variada, desde crepes ou hambúrgueres até à cozinha de fusão, passando por grelhados e bufetes. Há menus especiais para as crianças, a quase metade do preço, e descontos nos restaurantes mais caros se for feita previamente reserva online.

 

A segunda parte será publicada amanhã, dia 15/1

Texto de Ana CB autora dos blogs Viajar. Porque sim.Gene de traçaA vida e outros acasos. Participante no blog Aprender uma coisa nova por dia, publicado na Inominável nº 1

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rodape.jpg

ILHAS

Surgidas das entranhas de Vulcano

Elevam-se das ondas dos oceanos

- Encostas bordejadas por levadas -

Montanhas, que contrastam a beleza

Agreste, que lhes deu a Natureza,

Com flores, por socalcos derramadas.

 

Milénios são passados, desde os tempos

Que contam que, fugindo aos seus tormentos,

Os deuses se escondiam muitas vezes.

Por certo procuravam nestas ilhas

- Cercados por imensas maravilhas -

Carpir, ou lamentar, os seus revezes.

 

Talvez por isso Ulisses navegasse

Num rumo, que ao Olimpo o transportasse,

Além do mar sem fim, a todo o pano;
Mas fora, por Destino, já traçado,

Ser este paraíso reservado

A povo mais ilustreO Lusitano! 

 

Assim, ao ser chegada a sua hora,

Os deuses resolveram ir embora

Fazendo aos portugueses o legado.

Por cá ouvem-se agora serenatas

Cantadas, em levadas e cascatas,

Por ninfas, em dolentes tons de fado.

 

POVO 

Um povo tão pequeno, foi gigante,

Com força, que o fez ir adiante

Na saga, donde nascem os heróis,

Lançando esta Nação numa epopeia,

Tão grande, que ninguém fazia ideia,

Que havia de brilhar como mil sóis.

 

Deixando-se levar numa aventura

Que sendo, embora, quase uma loucura,

Virou um povo inteiro para o mar,

Desde os que construíram caravelas

Aos que abasteceram e aos que nelas

Entraram e as fizeram navegar.

 

Saber que, descobrir um mundo novo,

Foi feito não dum homem, mas dum povo,

Que fez do navegar o seu destino,

Só pode deslumbrar-nos co' a memória

Dos homens de coragem, de que a História,

Nos fala, num relato genuíno.

 

E lemos que fizeram descobertas,

De terras povoadas e desertas,

Em ilhas, continentes, oceanos,

Que, sempre com arrojo  e força insana,

«Passaram muito além da Taprobana»

Em saga mais de deuses, que de humanos.

 

Seguindo, ora a pé, ora embarcados,

Em busca doutras gentes, doutros lados,

Entraram nesse mundo de Meu Deus;
Com fé e com coragem verdadeiras

Ousaram arriscar outras maneiras

De ter na terra mais visões dos céus.

 

E foram tantos séculos de sonhos,

De lutas contra monstros tão medonhos,

Que ousaram, com audácia, enfrentar,

Que ao ver a Cruz de Cristo numa vela

Já todo o oceano via nela

A força que o havia de domar.

 

Só quem venera o sonho dos antigos,

Relembras feitos seus, sente os perigos,

Pode evocar egrégios como amigos.

 

NATAL DISTANTE

Sabe Deus, quantos velhinhos

Andarão pelos caminhos

Neste tempo de Natal;

Sem que o mundo à sua frente

Lhes prometa que o presente,

Não seja sempre o normal.

 

Sabe Deus, quantas crianças

Perderam quaisquer esp'ranças

Neste "estado social",

Que alimenta só ladrões,

Compadres e até vilões,

Não vendo quem passa mal.

 

Se o valor das Fundações,

Em vez de manter burlões,

Fosse dado a quem precisa;

Era o país mais honrado,

Não punha os pobres de lado,

Mostrando uma acção concisa.

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Vítor Cintra, um autor que ficará para a história e que, por mérito, deveria ser estudado e incluído no Plano Nacional de Leitura (Ler+); um homem único, a quem tenho a honra de chamar Pai, que me deu o privilégio de partilhar o seu imenso saber, a sua cultura e os seus valores. 

Talvez seja difícil para a geração actual, cada vez mais mergulhada na transitoriedade e na superficialidade próprias do imediatismo, entender um poeta com a qualidade e grandeza de Vítor Cintra (pseudónimo de João Vítor Silva), homem de vasta cultura geral, multifacetado, bloguista intervencionista e poeta para quem a visualidade, a emoção e a memória são pedras basilares. Como um observador atento que olha ao acaso, da margem de um rio ou da margem da vida, para a vastidão de um mar salgado ou para o sal da vida, Vítor Cintra tenta retratar um instante, uma personalidade ou um evento com uma mestria e precisão históricas, que não excluem a nostalgia ou a saudade, a crítica ou o elogio. 

Reservado na sua vida privada, contido nas manifestações exteriores de afecto, é um homem cuja única vaidade consiste em ser íntegro e leal para com as suas convicções. Abarca o mundo na alma e usa a pena para o retratar com a intensidade de quem celebra a vida e as emoções. Abomina a mediocridade e elogia a coragem de quem luta por fazer deste um mundo melhor.

Não passou ao lado da vida, como não passa ao lado de tudo o que é belo, grandioso e valioso. Deram-lhe uma voz e o dom da palavra e ele usa-as com mestria pelo que, à semelhança dos seus feitos na vida, a sua obra certamente ficará nos anais da história e da literatura. 

Helena Silva

publicado na Inominável nº 1

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Um amor assim, visto à distância, torna mais doces as memórias. E no entanto, nada é exactamente como esperávamos, nada corre de acordo com o plano.

Tenho em mim sonhos de rapazinho que a idade adulta não roubou. O meu tem o teu nome impresso, como quando olhas para as nuvens e nelas vês formas que na realidade não existem. Mantive sempre essa tonta ilusão. Passávamos uma esfregona no tempo e como por magia tudo se recompunha. É bom pensar assim, mesmo que saibamos que dificilmente o amor vence o tempo. No entanto, tal existe, já foi tentado com sucesso.

Disseste-me que o tempo passou, já não somos os mesmos, que tudo não passa de ilusão ampliada pelo tempo e distância. Permite-me discordar. Trocava uma vida inteira por um minuto contigo, um segundo de felicidade. Agora tens um marido, uma casa, vida estável e sem sobressaltos. Compreendo que te mais sintas confortável com esse teu marido – certamente excelente pessoa – que em saltar comigo para o desconhecido, correndo risco de nos estatelarmos.

Mas, meu amor, que nem sequer me tenhas dado a mão para espreitar o abismo, para nos sentirmos inebriados pelo vento que sobe o desfiladeiro aquecido pela paixão esquecendo tudo que não nós, dói.

Serás sempre o meu sol, mesmo em momentos frios como este, em que a lógica esmaga o sonho. Porque serei sempre aquele que sonha contigo, todos os dias e noites.

 

 

Texto de Jonathan e publicado na Inominável nº 1

 

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