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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

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HORIZONTAIS:

1- A que não se pode atribuir nome ou designação (por acaso, é o nome desta revista). 10- Existe por muito tempo. 11- Estabelecimento fabril (Bras.). 12- Sétima letra do alfabeto grego. 13- Los Angeles (abrev.). 14- Pessoa amada. 15- Atmosfera. 16- Associar. 18- Bebida espirituosa. 20- Um certo. 22- Gracejar. 23- Especiaria indiana. 26- Estranhar. 28- Observei. 29- Eu te saúdo! (interj.). 31- Segundo. 32- Artigo (abrev.). 33- Versejar. 35- Forte afeição. 36- Que dá trabalho.

 

VERTICAIS:

1- A mais elevada e ardente aspiração. 2- Alimentar. 3- Reza. 4- Símbolo de miliampere. 5- Despidas. 6- Pessoa notável na sua especialidade. 7- Tremer. 8- Nome da letra N. 9- Sacerdote budista tibetano. 13- Face inferior do pão. 16- Grupo de pessoas que cantam ao mesmo tempo. 17- Cingir. 19- Sétima arte. 21- São os melhores amigos do bibliófilo. 23- Tomba. 24- Unidade de medida de volume para líquidos ou sólidos equivalente a um decímetro cúbico. 25- Pequeno veículo automóvel de competição, com um só lugar. 27- Filete. 30- Regressar. 32- Gosto muito de. 34- Prefixo (afastamento). 35- Interjeição que exprime admiração.

 

da autoria de Paulo Freixinho (Palavras Cruzadas)

As soluções serão dadas a pedido

in (in revista nº 0)

 

 

 

SOLUÇÕES:

HORIZONTAIS:

1- INOMINÁVEL. 10- DURA. 11- USINA. 12- ETA. 13- LA. 14- BEM. 15- AR. 16- CASAR. 18- LICOR. 20- TAL. 22- RIR. 23- CARIL. 26- NOTAR. 28- VI. 29- AVE. 31- II. 32- ART. 33- RIMAR. 35- AMOR. 36- TRABALHOSO.

VERTICAIS:

1- IDEAL. 2- NUTRIR. 3- ORA. 4- MA. 5- NUAS. 6- ÁS. 7- VIBRAR. 8- ENE. 9- LAMA. 13- LAR. 16- CORO. 17- ATAR. 19- CINEMA. 21- LIVROS. 23- CAI. 24- LITRO. 25- KART. 27- TIRA. 30- VIR. 32- AMO. 34- AB. 35- AH.

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A Sony, em parceria com Charles Spence, um prestigiado professor da Universidade de Oxford, realizou uma experiência que visa estudar o impacto do som na maneira como saboreamos os alimentos.

Os testes sensoriais realizados em 50 pessoas de vários países no Multi-Room Sony Wonderland, em que os intervenientes foram convidados a experimentar vários alimentos ao som de música, deram origem a resultados surpreendentes.

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Ouvir música flamenca enquanto come uma paella, melhora o sabor da mesma. Comer uma salsicha alemã ao som dos Kraftwerk ou ainda um belo prato de pasta ao som de Puccini, torna o seu sabor mais genuíno.

Outros resultados da mesma experiência concluem que os sons agudos melhoram os pratos doces, enquanto os graves tornam os alimentos mais amargos. Portanto, se a sua cara-metade tem um timbre de voz muito grave, daqueles que faz derreter qualquer mulher, peça-lhe para estar caladinho durante a refeição, sob pena de lhe estragar os cozinhados.

Outra importante conclusão deste estudo é o facto da música clássica fazer com que o vinho pareça mais caro! O que dá imenso jeito caso decida dar um jantar lá em casa. Compre uma garrafa de 1 euro no supermercado, acompanhe com música clássica, e os seus convidados irão pensar que estão a beber um Afros Wine Reserva….carérrimo!

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Texto de Neurótika Webb, autora do blog A Galinha da Vizinha

(in revista nº 0)

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Vulgar será dizer que somos marionetas nas mãos do destino.

Alguns, mais manipulados por esses fios invisíveis, tornam-se joguetes do destino.

Vou contar uma história, tão banal como as suas personagens.

Dois jovens conhecem-se e apaixonam-se. Vivem o fim da adolescência e início da idade adulta em paixão, amando-se como tantos outros o fizeram antes deles. Ela é decidida, firme, e no entanto extremamente suave. Como um anjo, guia a alma perdida do rapaz. Bela como poucas, é bússola, bênção, bálsamo para a angústia sempre presente. Quando lhe falta, o rapaz fica perdido num mundo estranho que não compreende e se recusa a aceitar. A rapariga arranja emprego numa cidade longínqua, tão, tão longe que os jovens amantes só se veem uma ou duas vezes por mês. O rapaz sente-se só, a rapariga desespera e agarra-se à carreira e sustento.

Ora a distância é um dos venenos mais mortíferos para o amor, não porque o mate, mas porque corrói, como um bicho da madeira que faz pequenos buracos no coração, muito devagar, até que esse coração não aguenta mais a solidão e preenche esses pequenos espaços que se transformaram numa enorme cratera. Foi o que aconteceu. Choraram juntos, discutiram, culparam-se das armadilhas que lhes foram postas no caminho. Separaram-se e cada um seguiu com a vida, sem que nunca deixassem de sangrar por aquele amor perdido.

O monstro do destino, manipulador-mor, faz com que se encontrem mais de vinte anos passados. Surpreendentemente, está tudo na mesma. Conversam, e sem nunca o dizerem percebem que ainda se amam, que se amarão sempre. Duas décadas e centenas de quilómetros não mudaram nada, o que sentem um pelo outro, a intimidade doce, o sorriso cúmplice. A vida encarregou-se de os afastar, e conscientes de que o tempo perdido é irrecuperável, voltam às suas vidas, cientes deste fantasma que sempre os perseguiu. Sabem que são um do outro, mesmo não o sendo.

Talvez um dia, meu amor, nos voltemos a encontrar por aí.

Talvez um dia se junte o que o destino teimosamente separou.

 

Autor: Jonathan

(in revista nº 0)

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“Começar em grande”, disseram-me assim que propus escrever esta crónica. Foi então que me senti encurralada, não havia qualquer alternativa que destronasse o vegetal das princesas. Em destaque surgiria a abóbora.

Com o fim do verão, as abóboras não resistem a dar um ar da sua graça, salpicando os chãos do país um pouco por todos os cantinhos, ainda verdejantes. Notei isso bem cedo, este ano, no meu pequeno quintal. Foi lá que colhi uma, bem madurinha, recheadíssima de nutrientes e livre de produtos químicos, para vos apresentar duas fabulosas receitas de snacks práticos e deliciosos. De facto, os tons laranja chegaram em força esta estação, e a tendência não podia escapar aos nossos pratos mais saudáveis.

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10 razões para se render aos poderes da abóbora nesta estação

Ilumina a pele. Rica em beta-carotenos, que lhe conferem o arrojado tom laranja, a abóbora protege a pele dos raios UV. Além disso promove a sua regeneração, evitando o envelhecimento.

Olhos bonitos. A abóbora ajuda-o a manter uma visão saudável, devido ao seu teor em pró-vitamina A, zeaxantina e luteína.

Benditos antioxidantes. A abóbora vem munida de diferentes tipos de antioxidantes, capazes de retardar o envelhecimento e de ajudar a prevenir o aparecimento de cancro.

Sempre na linha. Apesar do tamanho, a água constitui cerca de 90% do seu conteúdo. Além disso, é um alimento riquíssimo em fibra, aumentando a saciedade e facilitando a digestão. Uma ótima aliada na perda de peso.

Coração forte. Devido a algumas propriedades, como o seu teor em betacarotenos ou em potássio, a abóbora contribui para uma boa saúde cardiovascular.

Virilidade no auge. Ouviram bem; o seu teor em zinco potencia a saúde sexual masculina, ajudando a regular os níveis de testosterona.

O melhor está por dentro. A polpa e as sementes, que muitas vezes são jogadas fora, são aliadas poderosas na saúde. Aprenda a tirar partido delas.

Plante a semente e colha os frutos. As sementes de abóbora são extremamente nutritivas, ricas em proteína, fitoestrogéneos e triptofano, ajudando a regular os níveis de colesterol, protegendo contra a artrite, melhorando a função cerebral e potenciando ainda a sensação de felicidade. Quer melhor?

Spa em casa. A polpa, além de rica em nutrientes, é um excelente ingrediente para uma máscara facial caseira. Experimente juntar a meia chávena de puré de abóbora, um ovo e uma colher de mel. Aplique durante 30 minutos e, no final, enxague bem. Verá assim a sua pele hidratada por produtos naturais.

Contra a diabetes. A abóbora pode ainda ajudar na manutenção do índice glicémico e na redução da resistência à insulina. É uma possível arma contra a diabetes, existindo alguns estudos nesse sentido.

 

Artigo de Dona Pavlova autora do blog Dona Pavlova e participante nos blogs Aprender uma coisa nova por diaClube de Gatos do Sapo e Amigos dos Animais e de Rita Fonseca autora do blog Happy & Healthy

(in revista nº 0)

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Os ciclistas sempre foram mal vistos nas nossas estradas, assim como os ditos condutores dos Papa-Reformas ou Mata.Velhos, como lhes quiserem chamar, ou então os que seguem na sua máquina agrícola, se bem que o mais vulnerável é o ciclista; mas desde o início do ano existe uma nova lei que traz mais direitos aos ciclistas e mais deveres aos condutores de veículos a motor. Para mim não é nada de novo, sempre os interpretei como veículos frágeis e sempre tive imenso cuidado para manter uma distância segura e ceder a passagem em qualquer lugar, até mesmo quando eu sou o peão, mas mais à frente já passo a explicar.

Estava eu descansada a beber café, logo pela manhã, e aparece um senhor, fulo da vida porque tinha ficado “retido” atrás de um pelotão. Eles andam aos bandos, é uma vergonha - dizia ele - uma pessoa quer ir trabalhar e chega atrasado porque agora decidiu tudo ser ciclista! Só porque a lei está do lado deles, não quer dizer nada, malditos pá! Bom, mais parecia um discurso contra os impostos ou algo do género, mas não, eram apenas e só uns meros ciclistas a darem a sua voltinha pela fresca.

A lei mudou e, muito sinceramente, mudou para melhor e só têm de aceitar isso. Quando alguém vem todo stressado a conduzir atrás de mim ou me apita por algum motivo, eu costumo dizer: Está com pressa? Viesse mais cedo. Porque é verdade, as pessoas andam num tal stress que até um maldito ciclista os incomoda. A lei agora permite-lhes seguir aos pares, terem prioridade nas ciclovias, rotundas, cruzamentos, e que possam seguir pela faixa dos transportes públicos. Porém, a lei também diz que devemos ultrapassá-los com a distância de segurança de 1,5m, ou seja, mudamos de faixa para tal, mas há pessoas que eu vejo todos os dias a colocar os ciclistas em perigo, porque são preguiçosas e egoístas, mais nada.

Como eu dizia lá atrás, costumo ceder passagem aos ciclistas quando sou eu o peão e quero passar na passadeira; e porquê? Por duas razões: primeiro porque não quero estar a passar na passadeira, eles não pararem e virem contra mim ou passarem à rasca à minha frente ou nas minhas costas; a segunda é porque também costumo andar de bicicleta e compreendo que é meio chato ter de parar quando vamos bem embalados, e a preguiça é mãe de todos os vícios. Tudo bem, são vulneráveis, percebo perfeitamente isso, mas um peão é muito mais e, como tal, deveriam também compreender que têm esse dever, de parar, não é só ter direitos, e como eu gosto de prevenir, nem meto o pé quando avisto um.

Esta questão dos ciclistas tem muito que se lhe diga, compreendo perfeitamente os vários lados (ciclista, condutor e peão), tanto que a única coisa a que se pode apelar é ao bom senso: cada um faz a sua parte bem feita, previne magoar-se e magoar os outros. Eu sei que é pedir muito, mas não custa tentar, não é?

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Artigo de Vanessa autora do blog Nuages Dans Mon Cafe 

(in revista nº 0)

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Quem vai frequentemente da IC 17 para a IC 22 sabe quem é. Está sempre por ali, mais para cima ou mais para baixo mas sempre perto daquela ponte. Dizem as pessoas que mora debaixo dela.

Lembro-me de o ver por ali já quando era pequena, sempre com o mesmo aspeto, sempre com as mesmas vestes – ou, pelo menos, sempre com aquele casaco grosso castanho-claro, que é a única peça de roupa que chama mais a atenção – faça chuva ou faça sol.

Quando comecei a perceber o que era aquele senhor e o porquê de estar sempre ali, estranhei. Não percebia que por vezes são as pessoas que são demasiado orgulhosas para deixarem que outras as ajudem, não percebia que aquilo para ele já era normal e era a sua casa, por muito que ele não gostasse.

Como diz o ditado popular, “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Tornou-se hábito vê-lo por ali, agora se passa muito tempo sem o ver isso sim é que é estranho.

Nunca falei com ele, conheço-o apenas de vista e ele nem faz ideia de quem eu sou, mas ele é como se fosse um vizinho. Daqueles que vemos quase diariamente mas só ao longe, mora mesmo ali ao nosso lado mas nunca falamos. A diferença é que enquanto para ele aquele local é uma casa, para mim é apenas um local de passagem. E para sermos considerados vizinhos teríamos ambos de morar numa casa, numa casa a sério com parede e teto, que abrigasse do frio e da chuva.

Quem era este senhor antes disto? O que fazia e o que aconteceu para ter ficado assim, neste estado? São perguntas às quais não consigo responder mas que me deixam a pensar… Seria rico e ficou na miséria devido a negócios que deram para o torto? Ter-se-á envolvido no mundo das drogas que o deixou sem nada, tal era o vício? Terá sido, em tempos, apenas mais uma pessoa deste mundo que sobrevivia com o ordenado mínimo mas que perdeu o emprego e não teve outra solução? Há tantas hipóteses, e todas elas são possíveis.

E mais… Podem acontecer a qualquer um. A vida muda rápido e muitas vezes só damos conta quando já é difícil redimir a situação. Só reparamos quando chegam as cartas com a ameaça de despejo, quando passamos o cartão de crédito e este já não é aceite, quando nos vemos obrigados a ir pedir ajuda a um banco alimentar para termos o que comer. Pode acontecer a qualquer um, não é só a quem tem pouco dinheiro ou a quem está desempregado. Quem tem muito dinheiro nem sonha que isso pode acontecer, acha que os negócios correm sempre bem e se um corre mal, outros dez correm bem. É por esses pensamentos que há muitos ricos que caem todos os dias. Levam cortes, veem os preços a subir e, para começar, são obrigados a tirar os filhos dos colégios. Todos levamos cortes mas, como se diz, “quanto mais alto, maior é a queda”, e neste caso é exatamente a mesma coisa. Enquanto as pessoas que têm pouco dinheiro sabem que o dia de amanhã é incerto e se for preciso cortam em saídas e em férias, os outros, mesmo que cada vez tenham menos, continuam a vida como se os números se mantivessem ou subissem; podem cortar nas saídas em família, mas nas saídas com amigos nem pensar, não querem que os amigos achem que eles estão a ficar pobres, e se um amigo convida para ir a um restaurante onde cada pessoa paga pelo menos 50€, ele sugere um outro onde se paga pelo menos 70€, só mesmo para o amigo não desconfiar de nada e ainda achar que vai bem na vida, mesmo se o que lhe dava jeito era nem sequer ir jantar fora. Pode parecer exagero mas não é, cada vez há mais casos destes e estes são os casos que menos imaginamos a acontecer. Devemos começar a ter atenção, não só com o que se passa connosco mas com quem nos rodeia. Por vezes a outra pessoa pode estar em fase de negação e não querer aceitar que aquilo está mesmo a acontecer com ela e que se calhar precisa de ajuda para reorientar a vida.

As coisas podem sempre inverter-se. Tanto para o bem como para o mal. Pode ser que este senhor que agora é mendigo consiga ajuda por parte de alguma associação e a aceite, mudando assim a sua vida.

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artigo escrito pel'A Miúda, autora do blog A Miuda

(in revista nº 0)

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Cara Isabel,

É com grande agrado que recebemos a sua carta, com a qual iniciamos esta rubrica de conselhos sentimentais. Seja bem-vinda (assim como todos os nossos leitores).

Antes de nos debruçarmos sobre o seu caso específico gostaríamos de saber se nos poderia facultar o número do Serginho. Para questões terapêuticas, evidentemente. Estamos neste momento a fazer um estudo exaustivo que compara o peso e os tamanhos dos halteres com a infidelidade, e a sua descrição do Serginho parece-nos apropriada (ao estudo, claro está).

Quanto ao caso que nos apresenta, o nosso conselho mais valioso é o seguinte: consulte o seu signo. Já viu o que lhe reserva para hoje? Às vezes contém muita ajuda e leva-nos a seguir os caminhos mais acertados na vida.

Se mesmo assim não encontrar o caminho da luz, acreditamos que deve encarar toda a situação com outros olhos. É evidente que será olhada de soslaio, sujeita ao estigma social e até a discriminação por todo o bairro quando souberem que o seu marido é o único que não molha o pincel em lata de tinta alheia (sejamos sinceros, uma anormalidade é uma anormalidade). Além de que compreendemos perfeitamente como deve ser incómodo e até mesmo uma maçada ter a certeza de que, enfim, a pila do nosso marido está exatamente no mesmo sítio em que a deixámos da última vez.

No entanto, se conseguir pôr de lado todos estes contras vai perceber que há inúmeras coisas que pode fazer com ele, algumas das quais exemplificamos:

  1. Organizar uma ação de caridade tendo-o a ele como principal atração: “a pila mais fiel do bairro”. Já viu a quantidade de dinheiro que poderá arrecadar? Se o distribuir por todas as mulheres do bairro, num jantar de senhoras, de certeza que ganhará pontos e atenuará o estigma. Percebe?
  2. Pô-lo a conversar com todas as suas amigas, mesmo aquelas mais mamalhudas, quando elas querem desabafar. Consegue ver a incrível oportunidade que não será poder despachar, sem medo de ser traída, todas as chatas das suas amigas para cima (salvo seja) do seu marido, enquanto a Isabel vai às compras ou tomar uns copos com amigos mais felizes?
  3. Indicá-lo ao padre da sua paróquia como o próximo santo. Esta solução trar-lhe-á grandes benefícios a longo prazo, pois poderá ser alvo de admiração de todas as beatas do mundo (e melhor, do seu bairro), procurando-a depois para que lhes conte a experiência e olhando-a com inveja. Arrisca-se mesmo a tornar-se uma celebridade, a aparecer em missas e até ser recebida pelo papa. A nós parece-nos ótimo.
  4. Contar a sua história à Fatinha e aparecer no programa da tarde da tvi. O melhor é que, se o seu marido concordar, poderá levá-lo consigo e quem sabe a Fatinha constatará com os próprios olhos a anormalidade, ao vivo, fazendo comparações e medições com casos idênticos. Não acha o máximo, essa exposição pública?

Enfim, as alternativas são muitas. Mas se mesmo assim nenhuma lhe agrada, aconselhamos que tenha uma conversa franca e séria com ele e lhe pergunte, sem perder a compostura: “Olha lá Xavier, achas que isto é coisa que se faça? Gostarias que eu te fizesse o mesmo a ti?” E aí Isabel, se ele disser que sim, largue-o nesse minuto. O que é demais… demais é.

Boa sorte.

 

 

As nossas consultoras são a Maria das Palavras autora dos blogs Maria das Palavras e Consultório de Prendas.  e M.J. autora do blog E agora? Sei lá!. Ambas participam no blog Aprender uma coisa nova por dia

(in revista nº 0)

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Queridas amigas,

Procuro o vosso conselho numa questão delicada e, acrescento, dolorosa.

Eis o meu problema: veio há umas semanas a lume aquela coisa do site das pessoas que procuravam amantes – a Ashley Addison ou lá o que era. Aqui pela rua foi um sururu, toda a gente a ver as listas e descobrir quem andava a comer por fora. Até agora, a única pessoa que sabíamos que andava a enfeitar a esposa era o Serginho do 1º andar, que anda sempre metido no ginásio e afinal levantava mais do que pesos (se bem que o personal trainer deve ser pesado).

Quando percebemos a dimensão da coisa fiquei para morrer (a coisa é o fenómeno, não o haltere do Serginho). Praticamente todas as minhas amigas tinham os maridos inscritos no site para encontrar amantes – e algumas delas também lá andavam, foi uma sorte não se terem cruzado. A única que sobrou, a Sofia cabeleireira, deixou uma permanente a meio e foi para casa mais cedo para festejar o facto de ter um marido fiel e encontrou-o na cama com a empregada – não estava na bendita lista, mas também andava a riscar nomes.

Até o Afonso, com uma barriga de cerveja que mete medo e ar bonacheirão de quem não faz mal a uma mosca – o Afonso que até leva rosas à esposa sempre que fazem anos de casados – andava lá no site a molhar o bigode.

E assim chegamos ao problema: o meu marido não estava nas listas. Nem tenho a menor dúvida de que me seja dedicado. Tive de mentir às minhas amigas para não ser vista como a única fraca que não tem um marido aventureiro e interessante.

Não sei o que fazer, se está alguma coisa errada com ele. Não é que tenha excesso de sexo em casa, que a mim muitas vezes dói-me a cabeça e ele até desiste de me tentar, quando olha para a minha cara de “mete-te na tua vida”.

Não sei por quanto tempo consigo esconder que tenho um bom homem em casa.

Portanto, resumindo: o meu marido não me trai. Devo deixá-lo?

Isabel, 42 anos

 

As nossas consultoras são a Maria das Palavras autora dos blogs Maria das Palavras e Consultório de Prendas.  e M.J. autora do blog E agora? Sei lá!. Ambas participam no blog Aprender uma coisa nova por dia

(in revista nº 0)

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Com base numa observação científico-empírica realizada pela nossa redacção, chegámos à conclusão de que Rui Santos é o comentador desportivo mais desejado de Portugal.

A maneira como adora ouvir-se falar, os maneirismos que usa, os gestos ensaiados, a propriedade com que emite opiniões, o narcisismo desmesurado, levaram-nos à conclusão de que por muito que se goste de outros apresentadores, nada bate o amor e admiração que Rui Santos dedica a si próprio.

 

Texto de Neurótika Webb, autora do blog A Galinha da Vizinha

(in revista nº 0)

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Dizem os tempos actuais que o tempo é precioso. Concordo, só gasto o meu tempo com aquilo de que gosto. Na maioria das vezes não desperdiço o meu tempo com inutilidades. Ou o que para mim não são inutilidades. É tudo tão relativo.

Quando alguém descobre o meu gosto pela leitura, os não-leitores ou os leitores de praia sacodem o pó dos ombros com a seguinte frase: “não tenho tempo para ler”. Oiço frequentemente como desculpa ou em confronto directo com o meu tempo. Tenho tempo livre em excesso? Não faço mais nada na vida? Passo os meus dias a ler?

É necessário tomar consciência do nosso tempo e rever tudo o que fazemos durante o dia. Na verdade, às vezes, é só preciso paixão. A paixão dita onde gastamos o nosso tempo. Alguém com paixão pelo desporto passará horas no ginásio (e não só). Alguém com paixão pela cozinha terá uma relação intimista com o fogão.

Sou completamente apaixonada pela literatura, pelos livros da minha estante e pelos livros dos outros. Não passo muito tempo na biblioteca, mas passaria em feiras de livros mais do que tenho oportunidade. Gosto de aproveitar o meu dia desta forma. Guardo sempre um momento para a leitura. Antes de dormir ou antes das refeições. Enquanto espero, enquanto os outros assistem a um jogo de futebol ou durante episódios de novelas intermináveis a que não assisto. Se eu fosse visita frequente de transportes públicos, leria muito mais.

Na verdade, pergunto-me como passam os não-leitores as horas mortas. E imagino uma vida um bocadinho mais chata do que a minha. Esperar na sala de um consultório sem um livro deve ser a coisa mais aborrecida de sempre. A pergunta devia ser minha: o que fazes enquanto eu leio?

Tenho uma vida perfeitamente normal. E cozinho, imaginem só. Tenho um filho, faço todas as tarefas domésticas com o marido. Juro. Leio em média cinco livros por mês. E passo muito tempo nas redes sociais. Nos tempos em que o Youtube e o Snapchat eram totalmente ausentes do meu quotidiano os livros tinham mais presença. Mais ainda.

Quando alguém me diz que não tem tempo para ler, não acredito. O tempo não manda em nós, nós mandamos nele.

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Autoria: Cláudia Oliveira, autora dos blogs Cláudia Oliveira e A Mulher Que Ama Livros e um canal no Youtube.

(in revista nº 0)

 

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