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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Qui | 30.11.17

Viagens | Em preto e branco

Andaluzia, Espanha

OS PUEBLOS BLANCOS

 

 

Os pueblos blancos da Andaluzia dispersam-se pelas serras de Cádiz e Grazalema e têm em comum o seu isolamento e o branco ofuscante das fachadas das suas casas. Encarrapitado na encosta, cada pueblo é uma mancha branca que se vai aproximando à medida que balançamos nas curvas e contracurvas da estrada, e cada um tem características próprias que o tornam distinto dos outros.

 

Numa região onde a paisagem inóspita e por vezes agreste é de uma imensa beleza e merecedora de uma visita só por si, a riqueza arquitectónica e cultural dos pueblos blancos é um motivo adicional para partir à descoberta destas pequenas preciosidades tão pouco publicitadas no nosso país. A lista é longa, mas estes são alguns dos mais interessantes:

 

 

Arcos de la Frontera - É um dos pueblos blancos mais dramaticamente localizados, empoleirado no topo de uma escarpa calcária, e o seu labiríntico centro histórico está fantasticamente conservado.

Espera – Aldeia tranquila em que o destaque vai para o castelo, de onde é possível apreciar uma magnífica vista de 360 graus sobre a imensidão da planura andaluza.

Bornos - Junto à barragem (embalse, em bom castelhano) com o mesmo nome, Bornos é um pueblo cheio de vida e de lugares interessantes. Absolutamente imperdível: o Castelo-Palácio dos Ribera e o seu encantador jardim renascentista.

Grazalema - Aninhado na base de um maciço rochoso, o que lhe dá um delicioso ar de aldeia de montanha, é o único pueblo gaditano onde neva no Inverno.

Zahara de la Sierra - Um pueblo cheio de charme, encaixado entre uma barragem de tamanho bem respeitável e um penhasco rochoso onde domina um castelo. A subida até lá é dura, mas o esforço vale a pena.

Olvera - Uma povoação de tamanho considerável, bonita, bem cuidada e cheia de pontos de interesse, com destaque para a Igreja da Encarnação e o Castelo Árabe.

 

 

Setenil de las Bodegas - Descendo pela encosta desde a Fortaleza Nazari do séc. XIII, o casario branco adapta-se ao sinuoso percurso do rio e muitas das casas foram construídas de modo a ficarem “encaixadas” na rocha, o que dá à aldeia um carácter excêntrico.

 

 

Gaucín - Mais uma visão branca em cenário de montanha. Muito popular entre os expatriados britânicos, que aí têm uma comunidade em franco crescimento, oferece aos visitantes uma panorâmica desafogada que se estende até ao rochedo de Gibraltar.

Casares - Uma construção Lego de casinhas brancas que parecem estar encavalitadas umas nas outras. Também dominada pelas ruínas de um castelo árabe, ao lado das quais se ergue uma igreja, Casares tem no entanto um não-sei-quê, uma atmosfera especial que a torna diferente de todas as outras e nos atrai a visitá-la para saborear as suas ruas e escadinhas estreitas e sinuosas.

 

 

 

Transilvânia, Roménia

A IGREJA NEGRA DE BRAȘOV

 

 

O mais impressionante monumento e símbolo maior da cidade de Brașov, na região romena da Transilvânia, é a Igreja Negra (em romeno, Biserica Neagră) – que é também a maior igreja gótica da Roménia. A sua construção teve início no séc. XIV promovida pela comunidade católica alemã da cidade, que lhe deu o nome de Igreja de Santa Maria (Marienkirche). Concluída já em finais do séc. XV, depois de extensos danos causados pelas invasões turcas em 1421, o seu estilo enquadra-se no gótico tardio e tem três naves da mesma altura, uma característica típica das igrejas alemãs dessa época. Com o sucesso da Reforma Protestante na Transilvânia, o culto religioso adoptado na igreja passou a ser o Luterano, que permanece até hoje (ainda é realizado todos os domingos um serviço religioso Luterano para a pequena comunidade alemã da cidade).

O acontecimento mais dramático da história de Brașov ocorreu em 1689, quando um incêndio de enormes proporções destruiu a maioria da cidade. A igreja não escapou ao desastre e as suas paredes e tectos ficaram para sempre escurecidos pela acção do fogo e do fumo – facto ao qual se deve o nome pelo qual passou a ser conhecida: Igreja Negra. A restauração do edifício demorou quase um século e grande parte da sua estrutura interior foi modificada, particularmente ao nível das abóbadas, completadas em estilo barroco.

Curiosidades:

- É a maior igreja gótica localizada entre Viena e Istambul.

- Abriga o Órgão Buchholz, o maior da Roménia e um dos maiores da Europa, com quase 4000 tubos; foi neste órgão que se tocou música de Bach pela primeira vez na Transilvânia.

- Contém uma rara colecção de tapetes otomanos, a maior que é possível encontrar fora da Turquia.

- No último pilar à esquerda de quem entra são visíveis vários buracos de balas, memória dos tiroteios ocorridos na cidade em 1989, aquando da revolução contra o regime ditatorial de Nicolae Ceaușescu.

 

Milos, Grécia

SARAKÍNIKO

 

 

Milos é a ilha que se situa mais a sudoeste no arquipélago das Cíclades. Com uma área de apenas 158 km2, tem 125 km de costa e mais de 75 praias. O ponto mais alto é a montanha do Profeta Elias (751 m) e a sua população habitual é de cerca de 5000 pessoas.

É uma ilha vulcânica que emergiu do mar Egeu há mais de dois milhões de anos em consequência da redução da placa tectónica africana por pressão da placa eurasiática, e esta sua origem confere-lhe características naturais de grande beleza e originalidade. Com praias e formações rochosas multicoloridas, oferece uma diversidade de paisagens e locais de interesse que a tornam adequada como destino simultaneamente de praia e de viagem cultural.

A praia de Sarakíniko é o postal ilustrado mais bonito da ilha grega de Milos e justamente considerada uma das mais belas (e invulgares) praias do mundo. Rochas completamente brancas, fortemente erodidas pelos ventos e pela água, projectam-se horizontalmente sobre um mar turquesa cristalino. A ausência de vegetação contribui para dar ao local um aspecto lunar. Entre as rochas esconde-se uma pequeníssima praia de areia clara com uma enseada de águas pouco profundas, um local particularmente agradável e tranquilo para descansar, apanhar sol e tomar banho. Subindo ao topo das rochas é possível avistar, para a direita, os vestígios de um navio ali naufragado.

Outra faceta particularmente encantadora de Sarakíniko é revelada em noites de lua cheia, com o luar a reflectir-se vividamente no branco-de-neve das rochas, criando uma paisagem inesquecível.

 

Parque Nacional de Tortuguero, Costa Rica

A PRAIA DE TORTUGUERO

 

 

Localizada na costa oeste da Costa Rica e integrada no parque natural que tem o mesmo nome, a aldeia de Tortuguero é um povoado simples e completamente integrado na natureza, e à sua volta é possível observar vida selvagem em estado quase puro. Espartilhada numa estreita faixa de terra entre o canal de Tortuguero e a praia, à aldeia chega-se de barco, que são os únicos veículos motorizados por aquelas bandas (além dos pequenos aviões que aterram mais a norte, cheios de turistas que vão ocupar os resorts de luxo dos arredores).

A praia é enorme, com quase 30 Km de areal negro ininterrupto – a cor negra da areia deve-se às origens vulcânicas da região, que em tempos idos foi um arquipélago, até que os sedimentos aluviais das montanhas do interior começaram a acumular-se nos espaços vazios e formaram uma rede de ilhas pantanosas.

A areia que se acumulou sobre o solo criado por estes depósitos é hoje a praia de Tortuguero, um local ideal para longos passeios com o barulho da rebentação em fundo e alguns abutres por companhia, voando lá no alto. Por ali andam também maçaricos-galegos tentando encontrar alimento à beira de água, pesquisando a areia com os seus enormes bicos. Troncos de árvore descascados sobem e descem na areia acompanhando as ondas e o vento típico das zonas tropicais envolve-nos com o cheiro forte do mar.

Não é no entanto uma praia convidativa para algo que não seja passear. A ondulação é intimidante, a corrente fortíssima, e dizem os guias que por ali se passeiam tubarões. Aqui também a praia e parte do mar estão sob a protecção do Parque Nacional de Tortuguero, por este ser um local de desova de tartarugas marinhas. Na época alta da desova há excursões nocturnas pela praia precisamente para tentar ver as tartarugas. Algumas das espécies que aqui desovam estão em vias de extinção, e desde 1955 desenvolve-se aqui um bem-sucedido programa de identificação e protecção destes animais.

 

Capadócia, Turquia

O VALE BRANCO

 

 

A região geográfica que mais frequentemente se considera como sendo a Capadócia fica na zona central do planalto da Anatólia. É delimitada pelas cidades de Nevşehir, Avanos e Mustafapaşa, formando um triângulo imaginário em que cada lado tem cerca de 20 km. Riquíssima tanto em termos paisagísticos como histórico-culturais, entre muitos outros locais de interesse esta área abriga inclusive um local classificado como Património Mundial pela UNESCO, o Parque Nacional de Göreme.

Violentas erupções dos vulcões Argeu e Hasan há três milhões de anos cobriram a região circundante de tufo macio, lava e cinza vulcânica, dando origem a uma das mais originais paisagens do planeta. Ao longo dos tempos, a erosão pelo vento e pela água criou espantosas formações rochosas: pirâmides de pedra, rochas com formas que lembram animais, cones que terminam em chapéus de vários formatos e ravinas com paredes retorcidas conjugam-se numa paisagem surreal, mais bela ainda devido às várias tonalidades diferentes de que se reveste. A Capadócia é uma maravilha da natureza.

Nas zonas sem basalto o tufo macio desagregou-se completamente e formaram-se vales rodeados por escarpas rugosas e encostas pregueadas. Cada um destes vales tem particularidades específicas, seja pela cor, pelo tipo de formação geológica, ou pelos antecedentes históricos. O vale branco (Akvadi, na língua original) é um deles, e deve o seu nome à cor predominante da área em que se desenvolve. A rocha que reveste as encostas é de um branco ofuscante, tal como a poeira que cobre os caminhos. Localizado a norte de Üçhisar, tem poucos quilómetros de comprimento e percorre-se facilmente a pé – que é, aliás, a melhor forma de apreciar a sua beleza e a originalidade das suas formações rochosas.

 

Flores, Açores, Portugal

A LAGOA NEGRA

 

 

A ilha das Flores é uma das ilhas açorianas menos conhecidas e visitadas, em parte devido à grande distância a que se encontra do continente europeu, mas também por ser uma das ilhas mais pequenas e menos divulgadas turisticamente. Os seus pouco mais de 140 km2 são maioritariamente montanhosos e uma das suas características mais interessantes são as enormes falésias que contornam toda a costa, interrompidas aqui e ali por uma fajã. Talvez precisamente por ser uma ilha de acesso menos fácil e não danificada pelo turismo de massas, a sua beleza natural mantém-se praticamente inalterada e impoluta. E beleza natural é algo em que as Flores é extremamente abundante.

Toda a ilha pertence desde 2009 à Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO, precisamente pela sua natureza bem conservada, com grande abundância de floresta Laurissilva, pelos aspectos paisagísticos, geológicos, ambientais e culturais, e também pela área marinha adjacente.

A origem vulcânica da ilha é evidente, e na caldeira de um dos seus vulcões primordiais está alojado um conjunto de sete lagoas, todas elas belíssimas e diferentes entre si. A cada uma foi atribuído um nome de acordo com as suas características, e apesar de algumas se encontrarem bastante próximas de outras, cada uma tem um ambiente muito específico e único.

No centro da ilha, a uma altitude de cerca de 630 metros e facilmente acessível de carro, encontra-se a Lagoa Negra. O nome provém da cor das suas águas, escuríssimas devido à grande profundidade desta lagoa: 110 metros. Tem um formato substancialmente redondo, e impressiona pela sua vastidão. Este cone vulcânico bem conservado alberga uma enorme variedade de plantas endémicas, e no Verão as suas margens cobrem-se de azul, a cor dos maciços de hortênsias que inundam toda a ilha. É um lugar de inegável beleza e absolutamente tranquilo, onde ainda é possível estar em pleno contacto com a natureza e relaxar.

 

Denizli, Turquia

PAMUKKALE

 

 

Uma vasta e abrupta colina de um branco absolutamente ofuscante, com formações que parecem enormes conchas petrificadas, cheias de água leitosa, e estalactites escorrendo em cascata pelo declive – assim é Pamukkale. Este local ímpar é o resultado de uma feliz conjugação de factores: 320 metros abaixo do solo existem 17 nascentes de água quente (entre 35 e 100°C) que sobe até à superfície e vai depositando carbonato de cálcio pela encosta. Deposto pela água na forma de um gel suave, o carbonato de cálcio acaba por finalmente cristalizar e transformar-se em travertino.

Mesmo ao lado de Pamukkale encontram-se as interessantes ruínas da antiga cidade romana de Hierápolis (onde existe uma enorme necrópole com centenas de túmulos). Este conjunto de lugares, que combina maravilhas naturais com outras feitas pela mão humana, está classificado como Património Mundial da UNESCO desde 1988 e é um dos locais mais visitados pelos turistas na Turquia.

Estima-se que esta atraente obra da natureza tenha começado a ser formada há cerca de 14 mil anos. Para travar os estragos provocados pela grande afluência turística, há já muitos anos que as autoridades turcas instituíram regras muito rígidas para quem visita o lugar: só é possível aceder a uma zona muito restrita e há que ir descalço ou com chinelos de borracha. Para compensar a frustração dos visitantes, foram construídas ao lado umas “piscinas” semelhantes às naturais onde as pessoas podem entrar e banhar-se; não têm o mesmo fundo calcário das naturais, mas imitam bem e são alimentadas pelas mesmas águas quentes – razão pela qual muitas pessoas pensam que estão de facto a tomar banho nas formações verdadeiras.

O Parque Natural de Pamukkale fica situado a 20 km da cidade de Denizli e oferece outras atracções, como por exemplo uma piscina com colunas romanas (verdadeiras) no fundo, em tempos pertencentes ao Templo de Apolo, pois no séc. II a.C. o lugar já era usado pelos romanos como centro termal, devido aos benefícios aportados pela riqueza mineral destas águas.

Pamukkale significa “castelo de algodão” na língua turca.

 

Calheta, Madeira, Portugal

A CASA DAS MUDAS

 

 

Mais do que um Museu e um edifício internacionalmente reconhecido, a Casa das Mudas é um ambiente. Empoleirado sobre uma escarpa que termina abruptamente sobre o Atlântico e implantado mais como linha topográfica do que como obra humana, o seu perfil de arestas vincadas funde-se na paisagem que o envolve. O material escolhido para a sua construção, o basalto, é o que melhor invoca o passado vulcânico da Madeira, e a sua cor negra e a textura densa e opaca amortecem o impacto que o edifício pudesse ter na paisagem, retirando-lhe importância, dissimulando-o apesar da sua robustez.

Esta impressão de solidez a par de uma certa insubstancialidade mantém-se quando entramos no espaço, e juntam-se numa única sensação: paz. A luz e o som são como que amortecidos pelos volumes da construção, separados por passagens estreitas e quase labirínticas. Ali impera a tranquilidade, e essa sensação amplia-se quando o nosso olhar se espraia sobre o mar imenso, ou quando relaxamos na esplanada.

Agora denominado Mudas. Museu de Arte Contemporânea da Madeira, o edifício foi concebido pelo arquitecto madeirense Paulo David como ampliação da já existente Casa da Cultura da Calheta, e acabou por ser nomeado para a edição de 2005 do prémio europeu de arquitectura contemporânea Mies van der Rohe. Abriga desde Outubro de 2015 a colecção de arte contemporânea que antes era exposta ao público na Fortaleza de São Tiago, no Funchal. Além do museu, abriga espaços complementares à actividade cultural ali desenvolvida, como o centro de documentação, o auditório ou a biblioteca, e ainda uma cafetaria e uma loja.

Sóbria e aprazível, a Casa das Mudas é mais um dos exemplos em que a arquitectura e a paisagem se unem para preservar e valorizar a identidade de um local.

 

Portugal

A CALÇADA PORTUGUESA

Adorada por uns e injuriada por outros, a calçada portuguesa não deixa ninguém indiferente. Herança histórica da cultura e da tecnologia de construção dos romanos, fomos nós, os portugueses, que lhe demos vida e características especiais, e a espalhámos pelo mundo, sendo reconhecida e apreciada internacionalmente como uma manifestação bem-sucedida da nossa cultura. Onde quer que encontremos pavimentos calcetados com paralelepípedos de pedra branca e negra formando desenhos, podemos ter a certeza de que a inspiração e a ideia partiram daqui, do nosso rectângulo à beira-mar plantado.

Tal como toda a expressão artística que se preze, na arte calceteira existem vários tipos de aplicações de pedra. Entre eles, há que notar a distinção entre “calçada à portuguesa” e “calçada portuguesa”. Nesta última, a mais utilizada desde meados do séc. XX, as pedras são cortadas em cubos e colocadas de forma regular e diagonalmente em relação à borda dos passeios, enquanto na calçada à portuguesa as pedras tem forma, tamanho e modo de aplicação irregulares.

Embora a técnica fosse largamente utilizada no nosso país desde o séc. XIV, só perto de meados do séc. XIX é que a calçada portuguesa, tal como hoje a conhecemos, surgiu e se popularizou. E onde? Em Lisboa, pois claro, mais especificamente no Castelo de S.Jorge e seus arredores, por ordens do governador da fortaleza e pelas mãos dos presidiários ali encarcerados, que revestiram os pavimentos circundantes com pedras brancas e pretas intercaladas, formando ziguezagues. O sucesso da obra foi tal que em breve os espaços de passeio de Lisboa passaram a ser todos calcetados deste modo.

Apesar de associarmos quase sempre a cor preta da pedra ao basalto, a verdade é que na calçada portuguesa são habitualmente utilizados o calcário branco e o negro. O basalto apenas é usado nas ilhas, onde existe em abundância e se torna mais económico, pois é um material muito mais duro e difícil de trabalhar.

De Portugal para o mundo, hoje a calçada portuguesa marca presença em muitas cidades: Rio de Janeiro, S.Salvador da Baía, Luanda, Maputo, Macau, e – pasme-se! – até mesmo em Nova Iorque e Pequim. Mas é ainda e sempre em Lisboa que ela conhece o seu maior esplendor e variedade de padrões e onde tem, por reflectir intensamente a luz que recebe, uma grande quota-parte na responsabilidade da aura da cidade branca.

 

 

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Publicado em Inominável nº 10

por Ana CB autora do blog Viajar. Porque sim

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