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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Sex | 04.03.16

Vamos ser felizes para sempre?

O amor tal como a vida é feita de escolhas. Podemos escolher entre a felicidade plena ou pela incerteza e pelo risco da paixão. Há pessoas que mesmo podendo optar pela tranquilidade de um sentimento maduro e estável, optam pela dúvida de um olhar correspondido e de um sorriso trocado. Não faz sentido, mas algumas pessoas não se adaptam a relações duradouras, a rotinas que quer queiramos quer não acabam por existir. É difícil escolher entre o calor que existe em todos os inícios de relação e o morno que se mantém quando já não existe aquele fogo da paixão, mas que aquece.

Uma paixão no meio de uma relação estável faz-nos reflectir sobre tudo o que nos envolve. Sobre o que queremos para a vida, quem temos a nosso lado, se está tudo correcto, se mudávamos alguma coisa. É uma armadilha, é uma forma de nós próprios sabermos o que realmente queremos. Se queremos uma relação estável ou se preferimos partir para outra à procura de coisas novas.
Escolher também significa abdicar de algo que não consideramos o melhor para aquele momento. Ao fazermos esta escolha, se escolhermos de forma errada, muita coisa pode mudar. E tanto podemos errar ao escolher ficar como partir.

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Há relações que andam constantemente tremidas, mas em que nenhum dos dois dá o passo final porque acreditam num final feliz a dois que muito provavelmente não existirá; quando chegar ao final haverá o arrependimento de não ter aproveitado aquela paixão há uns meses/anos atrás, e que até poderia ser o melhor para ela. Há ainda outras relações que no futuro passam a ser mais agressivas, tanto a nível psicológico como físico, e em que a pessoa que é vítima teve em tempos a oportunidade de o largar mas não o fez por não conhecer aquele lado obscuro do suposto Homem da vida dela.


E vendo pelo outro prisma, também podemos errar ao partir para a aventura de uma nova relação. Se vamos a pensar que vamos para uma relação melhor podemos dar-nos mal, nem tudo o que parece é. Muitas pessoas, quando estão na fase do engate, fazem passar-se por alguém que não são e nós só nos apercebemos quando começamos a lidar diariamente com ela e a ver a verdadeira personalidade. Ou então se vamos  na ideia de uma relação duradoura podemos correr o risco da outra pessoa só querer uma curte, uma coisa de uma ou duas noites, ou uma amizade colorida em que não há compromisso a não ser na cama. Nesses casos, mesmo querendo voltar atrás pode já não ser possível, a outra pessoa pode já não estar disponível ou, simplesmente, não querer.


A escolha pode ser complicada mas tem de ser muito bem pensada, para se um dia a relação der para o torto a pessoa ter a consciência tranquila e poder dizer que não estava bem e não gostava do rumo que a sua vida estava a levar. Cada relação é diferente da outra, depende da própria pessoa e do que quer… Aquele homem que mexe comigo como ninguém, ou aquele homem que me entende e está sempre ao meu lado? Aquele homem em quem não consigo confiar, ou aquele homem bem-sucedido, gentil e que me faz rir?
A nossa felicidade depende das nossas escolhas e ninguém pode escolher por nós.

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Publicado em Inominável nº 2
por A Miúda, autora do blog A Miuda

 

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