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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Ter | 22.08.17

Tanto mar entre nós... | Um Anjo no caminho

Sofia Silva
  Cansado da vida, no stress enjaulada, decidi partir mochila às costas,  fiz-me ao caminho, sem saber por onde ir, dias a fio, andei sem destino, sem olhar para trás colinas e rios, vales e montanhas, procurando por paz;   A noite caía, pegava na lua, p’ra minha almofada ficava pensando, buscando um sentido, p’rá vida pesada, olhava as estrelas, sentadas no céu, bem perto de Deus sorrindo aos homens, até à aurora, hora do adeus;   Antes de dormir, fazia uma prece, de amor (...)
Seg | 21.08.17

Tanto mar entre nós... | sob a pele'

Sofia Silva
  Não há pressa na pele papel macio  do homem mais velho; Não há demora na pele seda porcelana fria do rapaz de frete. . Vivem sós, marcaram esse desencontro. A pressa do rapaz é olho de águia na grana,  não aprendeu amar.  A demora no olhar do outro é gana,  esqueceu-se como se ama.   Seria bonito de ver se o caso fosse outro, de amor entre dois homens encontro de gerações como oração coordenada  pelo desejo nato desinibido ou a simples sobreposição da pele  à (...)
Sex | 14.07.17

Tanto mar entre nós... | A rapariga que roubava flores

Sofia Silva
  Até não era traquina aquele amor de menina daquela pequena aldeia, apanhava flores no campo em cada uma o encanto de um tesouro de mão-cheia; Foi crescendo e foi mudando pelos caminhos ia roubando as flores que estavam à mão, nisso ela não mudou foi um amor que ficou e uma doce tentação; Era já uma donzela muito linda, muito bela não lhe faltando amores, ainda e sempre atrevida apaixonada pela vida, só pecando pelas flores; Ela é hoje uma mulher que sabe bem o que quer mas (...)
Qui | 13.07.17

Tanto mar entre nós... | Um tratado entre eu e a poesia

Sofia Silva
  Ela faz de mim o que bem quer, eu quero ser o que ela pretende; seremos o bem que bem couber, quem ao outro faz querer viver. O mundo ruge alto num cerco de velho leão cego, ao redor de tudo ela se move e faz de mim seu bem-me-quer. Todo dia eu acordo em sua companhia, temos um acordo: ela é a cor do que veio antes e eu do nada a cor do porvir. Somos um novo Tratado de Tordesilhas não reconhecido em Versalhes; daqui até ao longe nada nos atinge. Se ela abre a boca solta os verbos (...)