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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Sex | 15.12.17

Tanto mar entre nós... | Uma noite especial

Sofia Silva
Naquele fim de tarde o espírito de Natal pairava no ar entrava em conflito com o tempo difícil que estava a passar, perdido o emprego, contas por pagar, marido doente a todo o momento, o ficar sem tecto, tormento na mente, sem prenda p’ro filho, luz dos meus olhos, amor permanente;   Tocaram à porta, espreitei e vi um vulto no jardim era um mendigo, talvez sem abrigo, lembrei-me de mim, olhei-o nos olhos e sem mais receios convidei-o a entrar ofereci-lhe um banho para usufruir de (...)
Qui | 14.12.17

Tanto mar entre nós... | Quando uma mulher ama

Sofia Silva
DESOLADA ELA PERGUNTA: por que demora e não esqueço  meu primeiro amor que foi levado pelo vento?   CANSADA ELA CHORA: chego ao trono da insensatez desfeito  sozinha com a dor de ser nesta vida passageira.   SOLITÁRIA ELA PENSA: um de nós espelha a humanidade inteira  somos fagulha, rastro na órbita do solidão cada um é centelha que brilha um instante.  O tempo habita os corações, é como a traça.  O tempo constrói sua casa perfurando tecidos  deixa marcas, abre passagens.
Qui | 02.11.17

Tanto mar entre nós... | Preto e Branco

Sofia Silva
Águo o quanto de seco da vida suporto e ardo, eu aposto: deveras ter nexo causar-me-ia terremotos.   Na peleja dessa dor aguardo escrevo, inscrevo escavo preto e branco no terreiro sou insensato de ser tão.   Cativo espero cataclismos o sertão há de virar mar porque além do Bojador, meu bem existe o Índico, e tudo é mar.     __________________________________________________________________ Publicado em   
Qua | 01.11.17

Tanto mar entre nós... | Outono

Sofia Silva
Respira-se melancolia não tem nada que enganar, já é mais pequeno o dia pressente-se a nostalgia é o outono a chegar;   O sol perdeu vigor o orvalho regressou, a floresta mudou de cor sem a arte de um pintor e a temperatura baixou;   As árvores vão-se despindo sem reservas ou pudor, de nudez se vão vestindo seus corpos vão exibindo como quem se abre ao amor;   O cheiro a terra molhada, o bailado das folhas no vento, tela em tons de amarelo pintada por uma alma bem amada que (...)
Ter | 22.08.17

Tanto mar entre nós... | Um Anjo no caminho

Sofia Silva
 Cansado da vida, no stress enjaulada, decidi partirmochila às costas,  fiz-me ao caminho, sem saber por onde ir,dias a fio, andei sem destino, sem olhar para tráscolinas e rios, vales e montanhas, procurando por paz; A noite caía, pegava na lua, p’ra minha almofadaficava pensando, buscando um sentido, p’rá vida pesada,olhava as estrelas, sentadas no céu, bem perto de Deussorrindo aos homens, até à aurora, hora do adeus; Antes de dormir, fazia uma prece, de amor e perdãoped (...)