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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Qui | 02.11.17

Tanto mar entre nós... | Preto e Branco

Sofia Silva
Águo o quanto de seco da vida suporto e ardo, eu aposto: deveras ter nexo causar-me-ia terremotos.   Na peleja dessa dor aguardo escrevo, inscrevo escavo preto e branco no terreiro sou insensato de ser tão.   Cativo espero cataclismos o sertão há de virar mar porque além do Bojador, meu bem existe o Índico, e tudo é mar.     __________________________________________________________________ Publicado em   
Qua | 01.11.17

Tanto mar entre nós... | Outono

Sofia Silva
Respira-se melancolia não tem nada que enganar, já é mais pequeno o dia pressente-se a nostalgia é o outono a chegar;   O sol perdeu vigor o orvalho regressou, a floresta mudou de cor sem a arte de um pintor e a temperatura baixou;   As árvores vão-se despindo sem reservas ou pudor, de nudez se vão vestindo seus corpos vão exibindo como quem se abre ao amor;   O cheiro a terra molhada, o bailado das folhas no vento, tela em tons de amarelo pintada por uma alma bem amada que (...)
Ter | 22.08.17

Tanto mar entre nós... | Um Anjo no caminho

Sofia Silva
 Cansado da vida, no stress enjaulada, decidi partirmochila às costas,  fiz-me ao caminho, sem saber por onde ir,dias a fio, andei sem destino, sem olhar para tráscolinas e rios, vales e montanhas, procurando por paz; A noite caía, pegava na lua, p’ra minha almofadaficava pensando, buscando um sentido, p’rá vida pesada,olhava as estrelas, sentadas no céu, bem perto de Deussorrindo aos homens, até à aurora, hora do adeus; Antes de dormir, fazia uma prece, de amor e perdãoped (...)
Seg | 21.08.17

Tanto mar entre nós... | sob a pele'

Sofia Silva
 Não há pressa na pele papel macio  do homem mais velho; Não há demora na pele seda porcelana fria do rapaz de frete. . Vivem sós, marcaram esse desencontro.A pressa do rapaz é olho de águia na grana,  não aprendeu amar.  A demora no olhar do outro é gana,  esqueceu-se como se ama. Seria bonito de ver se o caso fosse outro, de amor entre dois homens encontro de gerações como oração coordenada  pelo desejo nato desinibido ou a simples sobreposição da pele  à sede de (...)
Sex | 14.07.17

Tanto mar entre nós... | A rapariga que roubava flores

Sofia Silva
 Até não era traquinaaquele amor de meninadaquela pequena aldeia,apanhava flores no campoem cada uma o encantode um tesouro de mão-cheia;Foi crescendo e foi mudandopelos caminhos ia roubandoas flores que estavam à mão,nisso ela não mudoufoi um amor que ficoue uma doce tentação;Era já uma donzelamuito linda, muito belanão lhe faltando amores,ainda e sempre atrevidaapaixonada pela vida,só pecando pelas flores;Ela é hoje uma mulherque sabe bem o que quermas continua a roubar,nunc (...)