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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Qua | 12.07.17

Colunista Acidental | Gonçalo Nave - Desta chuva no meu peito

Sofia Silva
  Gonçalo Naves, vinte anos de idade, estudante de Direito, um jovem do seu tempo e do seu país. Não é mais que meia dúzia de laços de sangue e de amizade com que partilha a vida. Apreciador da boa literatura, assim como de tudo o que seja belo. Autor de um livro, aspirante de muitos mais. Escreve mais do que fala, escuta mais do que escreve, é simples.   Mudo de sítio os livros, os da prateleira de cima para a de baixo, os de baixo para a de cima, hoje por cores os disponho, (...)
Ter | 11.07.17

Colunista Acidental | Gonçalo Nave

Sofia Silva
  Desde que soube que o Gonçalo Naves tinha publicado um e-book que o quis ler. Mas adiei. Depois veio o livro físico e a vontade aumentou, que eu gosto mesmo é de livros com páginas de papel, que se moldam nas mãos e se podem cheirar. Continuei a adiar. A minha procrastinação era acompanhada pelos excertos do livro  partilhados nas redes sociais. O meu interesse aumentava. Um dia, ainda eu adiava o que a partir desse dia foi inadiável, o Gonçalo convidou-me para apresentar o (...)
Ter | 30.05.17

Colunista Acidental | Luís Osório - A Liberdade

Sofia Silva
Pedem-me Abril. Não sei dele, para onde fugiu. Reconheço os cravos, existem dentro do que sou, numa memória dentro da memória. Contradições e paradoxos, o costume.  Como o da liberdade individual se definir por pequenas coisas. Em criança lembro-me que me ardia o desejo de decidir por mim, sonhava com outros dias, dias em que pudesse comer o que me apetecesse em restaurantes onde carnes e peixes estariam à minha escolha. Hoje que o faço adoraria regressar à velha casa onde me (...)
Seg | 29.05.17

Colunista Acidental | Luís Osório

Sofia Silva
  Não sei se é o ar de eterno menino que nos cativa ou a singeleza com que fala seja sobre temas banais – se é que os há – ou profundos, alguns quase-tabu por despertarem emoções que queríamos saber adormecidas, receios que preferíamos não conhecer e que demasiadas vezes nos tolhem os passos e roubam as vontades. Talvez seja a generosidade – a primeira palavra que me ocorre quando me falam dele – que transpira nas suas palavras, a tolerância que procura praticar em cada (...)
Qui | 30.03.17

Alice Duarte (ii)

Inominável
 E DELE AS FOLHAS Este não é o tempo de ver para além da árvore.Olho o verde que tapa o horizonte,a gota de chuva que pende da folha.Não é este o tempo de voar para lá da árvore,as asas estão presas à terra por fios leves, leves…Sonhei que podia quebrá-los.Têm a firmeza do pensamentoà espera de se dissolverem no húmus antigo.Dele brotará um novo tronco de mime dele as folhase dele a libertação das asas para lá da árvore. in “Um pássaro antigo nos olhos”, pag. (...)