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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Sex | 30.06.17

Play it Sam! | os meus filmes - parte 1

Play it Sam! | os meus filmes - parte 1

 

O cinema, como qualquer arte que se preze, tem sempre aquele estranho condão de nunca ser consensual. O que para mim é bom, óptimo, fantástico… para outro é sofrível e vice-versa.

Conto mesmo um caso que se passou comigo e com outros dois amigos, já lá vão umas dezenas de anos.

Certa sexta-feira estávamos os três a petiscar um belo “Picadinho à chefe” num restaurante da Baixa lisboeta quando um deles influencia os outros dois a irem até ao Quarteto para verem um filme que ele considerava soberbo. A longa metragem chamava-se Andrei Rublev e fora dirigida pelo grande realizador russo da época Andrei Tarkovsky que eu, à altura, desconhecia completamente quem fosse.

E lá fomos nós apressados até à Avenida dos Estados Unidos, de táxi.

A realidade é que a meio do filme acabámos por sair, mesmo que a noite não estivesse convidativa, já que chovia copiosamente. Na verdade, o nosso amigo comum vivera uma série de anos na então União Soviética, e daí eu entender porque gostava ele tanto do filme. Pela minha parte, jamais voltei a ver a dita película, mas foi nesta altura que aprendi que a arte é ou pode ser algo muito pessoal.

Pois bem passemos então ao nosso tema de hoje: os meus filmes!

Tenho referências cinematográficas um tanto estranhas e contraditórias, mas sinceramente já passou o tempo de ser politicamente correcto. Gosto de cinema e considero a sétima arte um misto desta e de entretenimento.

Vi muitos filmes. Tantos que por vezes já nem me lembro que os vi. E só quando os revejo é que descubro realmente a repetição.

Começo então por referir o filme mais antigo que considero uma maravilha: A Quimera do Ouro. Charlie Chaplin num filme épico.

A busca do ouro numa época em que os sonhos dos homens tinham forma. Simplesmente imperdível!

 

 

Apresento de seguida uma outra película que é considerada um dos melhores filmes do Mundo. Falo de “Citizen Kane” de Orson Welles, a obra-prima do grande realizador americano. A história da ascensão e queda de um magnata da comunicação foi um dos filmes que mais me marcou.

A forma como a história é contada e apresentada na tela suscitou na época complicadas e diferenciadas respostas, por parte tanto do público como de outras entidades que não apreciaram a forma como Welles expôs a vida de um dos enormes reis dos jornais nos Estados Unidos. Não obstante ter sido nomeado para 9 óscares, apenas ganhou um, o que logo ali pareceu ser uma enorme injustiça.

 

 

Numa pesquisa que fiz descobri que Orson Welles foi considerado, por um reconhecido instituto de cinema britânico, o melhor realizador de cinema do século XX.

Não é um filme fácil de ver essencialmente pela sua intensidade, mas merece claramente a nossa melhor atenção.

Não trago aqui os filmes dos irmãos Marx, não obstante merecerem ser visualizados, porque prefiro dar um salto no tempo e aterrar em 1982. Neste ano o grego Costa-Gravas lançava “Missing”, onde um pai e a nora procuram filho e marido no meio de um mar de vítimas.

Com diversos prémios, um Óscar para melhor adaptação e a Palma de Ouro de Cannes de 82, “Missing” tornou-se um marco pela forma como abordou as terríveis consequências do golpe de Estado no Chile em 1973, comandado por Augusto Pinochet. A violência e a tortura de quem pensava de maneira diferente. Um dos poucos que ainda não revi… Mas espero rever!

 

 

Curiosamente no ano seguinte, também em Cannes, surge uma pérola cinematográfica. Eis “A Balada de Narayama”, um filme belíssimo em todas as suas vertentes.

 

 

Esta longa-metragem acabaria por arrecadar, com toda a justiça, a Palma de Ouro da bela cidade da “Côte d'Azur”. Um filme imponente e muito sensível e que deveria inserir-se no rol dos filmes que todos deveriam ver. Uma autêntica obra de arte.

Não querendo alongar-me muito mais apresento agora um filme que simplesmente… adorei e que foi realizado pelo sempre controverso Lars von Trier.

Uma película de 2011 que segundo o IMDB foi nomeado para 85 prémios, tendo recebido somente 32. Imaginemos porquê!!!

Porém, este belo naco de cinema é uma fantástica proposta a uma eventual viagem ao interior de cada um de nós.

 

 

Muitos outros filmes poderiam aqui ser incluídos. Uns mais recentes, outros nem tanto… Mas a minha estúpida memória é selectiva e neste momento foi o que ela pretendeu mostrar. Proximamente apresentarei outros filmes...

Até lá… vejam estes, que não arrependerão!

 

 

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Publicado em Inominável nº 4
por José da Xã autor do blog Lados AB

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