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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Ter | 02.05.17

Play it Sam! | Em Abril, cinema mil!

Play it Sam! | Em Abril, cinema mil!

 

Quando se aborda o tema da Sétima Arte falamos sempre de filmes inesquecíveis com histórias fantásticas, actuações brilhantes de actores não menos luminosos, músicas inesquecíveis e realizações arrebatadoras.

 

Ora bem… será então na realização cinematográfica que vai incidir, desta vez, a minha deambulação.

Antes de mais, estou convencido de que não sou dono de qualquer verdade e deste modo o que aqui irei escrever representa somente a minha opinião ou, porque não dizê-lo, o meu gosto. Não vale mais que isso…

Passemos então ao que importa…

Cabe (quase) sempre ao realizador grande parte do mérito do sucesso de um filme. Naturalmente, como tudo na vida, há umas honrosas e normais excepções, que só vêm confirmar a velhíssima regra.

Uma boa direcção influencia a forma como os acontecimentos decorrem, mas remete-nos outrossim para sensações que, sem aquela realização, jamais sentiríamos. É este jogo, quase subtil mas eficaz, que nos faz amar o cinema e a forma como este é feito.

Sendo um realizador de cinema também um artista, é normal que cada um coloque nas suas películas uma marca indelével e inesquecível.

Comecei a olhar para a realização com mais pormenor após ter visto um filme feito somente para TV e que curiosamente foi a primeira longa-metragem de Steven Spielberg. Chama-se esse filme “Um Assassino pelas Costas” e foi justamente o interruptor que me despertou para a forma como se fazia cinema.

 

 

Nessa altura já havia visto muitos filmes, quer do mestre do suspense, Alfred Hitchcock, com “Psico”

 

 

quer de Stanley Kubrick e o seu “2001-Odisseia no Espaço”

 

 

ou Bernardo Bertolucci e o tão conhecido quanto polémico “Último Tango em Paris”,

 

 

já para não falar de John Ford, Vincente Minnelli, Orson Welles ou John Huston. Naquela altura, Woody Allen e o seu oscarizado Annie Hall

 

 

marcavam também uma geração, mas sinceramente aquele nunca foi um dos meus eleitos. Mas não lhe retiro mérito. Bem pelo contrário.

Desde esses já longínquos anos setenta até hoje perfilaram-se milhares de filmes pelas salas de cinema, com outros tantos realizadores. Uns melhores que outros, uns mais controversos, mas todos eles com a grande responsabilidade de tentarem mostrar a sua obra cinematográfica.

Nos nossos dias temos enormíssimos realizadores como o “silencioso” Martin Scorcese, o “sanguinário” Tarantino, o “entesourado” Tim Burton ou o “apadrinhado” Francis Ford Coppola.

 

 

No entanto, e como é de todos sabido, não é só do outro lado do Atlântico que nasceram e se fizeram grandes realizadores. O Velho Continente sempre olhou para o cinema com grande cuidado e conhecimento. A começar pelo “nosso” Manoel de Oliveira,

 

 

passando pelo castelhano Pedro Almodóvar

 

 

ou o gaulês Claude Lelouch.

 

 

Sem esquecer o malogrado Fassbinder, o controverso Lars von Trier ou o tão lisboeta Wim Wenders.

E que dizer de Charlie Chaplin? Um europeu que partiu para os Estados Unidos em busca da (boa) realização.

Mil realizadores ficaram ainda aqui por referir… Como as águas de Abril!

 

A gente lê-se por aí.

 

 

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Publicado em Inominável nº 7
por José da Xã autor do blog Lados AB

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