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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Qua | 25.01.17

Os meus filmes - Parte 2

Já viram os filmes que eu recomendei em Junho? Gostaram?
(Estou já a assumir que quem leu o meu derradeiro texto foi a correr ver os filmes que aqui indiquei, o que logicamente me parece pouco provável…)
Como não gosto das coisas pela metade, passemos de seguida a outros filmes para mim marcantes e dos quais guardo óptimas recordações.

Começo naturalmente pelo Casablanca, que foi durante muitos anos o meu “Filme”. Ele tinha tudo o que eu gostava no cinema: uma história, drama, paixão, amor, suspense, boa música, grande realização e acima de tudo fantásticos actores!

Todavia, o tempo haveria de colocar no meu caminho outras longas-metragens que me encheram superlativamente. Começo então pela Europa, onde nos anos 70 um realizador alemão teve o seu auge. Chamava-se Rainer Werner Fassbinder. No entanto, é em 1980 que realiza Lili Marleen, um filme para mim mítico, já que foi o primeiro que vi daquele realizador. Muitos outros se seguiram, todavia aquele… deixou cunho na minha memória.

No entanto, os anos 60 e 70 estão carregados de muitos e bons filmes. Desde “2001 – Odisseia no Espaço” de Stanley Kubrick, a “O Bom, o Mau e o Feio” de Sergio Leone, passando pelo “Leopardo” de Luchino Visconti, a verdade é que foram duas décadas com filmes fantásticos. A escolha entre eles torna-se assim quase impossível.

Mas antes destes anos, mais propriamente em 1959, precisamente o ano em que nasci, é apresentado Ben-Hur, um filme mítico vencedor de 11 Óscares da Academia Americana. Esta longuíssima metragem marcou-me pela imponência. Lembro-me de que o vi pela primeira vez no antigo cinema Tivoli e foi para mim marcante. Um filme que jamais esquecerei. Saliento que revi-o diversas vezes na televisão mas, ou é da idade ou do local, a verdade é que já não sinto o mesmo efeito de outrora.

Passemos então aos anos doirados dos “The Beatles”. Desta década surgiu, entre muitos, um filme que foi primeiramente visionado pelo meu pai em Angola aquando da sua vida militar, do qual ainda guardo o bilhete do cinema (imagine-se!!!), e que muitos anos mais tarde vi, não no cinema, mas na televisão. Refiro-me obviamente a Lawrence da Arábia. Entre vários “monstros” do cinema, como Anthony Quinn e Omar Sharif, que se apresentavam já como actores consagrados, Peter O’Toole foi o actor perfeito para a longa-metragem, dando ao enredo a pujança que este merecia. Uma obra-prima que ganhou um número infindável de prémios.

Os anos 70 trazem consigo tantos e bons filmes que tenho uma natural dificuldade em escolher entre “Taxi Driver”, “Tubarão”, ou “O Caçador”. Podia também aqui trazer “Apocalipse Now” ou simplesmente falar de “Rocky”. No entanto, opto por Voando sobre um ninho de cucos, um filme que não deixa ninguém indiferente. O realizador Milos Forman dá a Jack Nicholson a hipótese de brilhar e este não se faz rogado, arrecadando o Óscar para melhor actor. Um momento de cinema ímpar.

Como já falei dos anos oitenta, passo directamente e para terminar para o filme que vejo nem que seja os segundos da pena a cair. Chama-se Forrest Gump e neste filme Tom Hanks torna-se finalmente uma verdadeira estrela de cinema. Não é que nos filmes anteriores deste actor com origens lusas ele não tivesse representado ao mais alto nível. Porém, neste filme Tom ultrapassou a fronteira da mediania para se tornar um grande actor.

Creio que com esta carteira de filmes muitos de vós vão ter com que se entreter durante algum tempo.
Pelo menos até ao próximo número.
A gente lê-se por aí!

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Publicado em Inominável nº 5
por José da Xã, autor dos blogs LadosAB e José da Xã 
e participante nos blogs O Bom, o Mau e o FeioA Três Mãos e És a nossa Fé!

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