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Revista Inominável

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Qua | 20.04.16

Musicalizando com... Ru Vasconcellos

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Ru Vasconcellos é uma artista multifacetada, nascida em Portugal e de ascendência britânica, que tem vindo a desenvolver o seu trabalho como compositora, cantora, pianista e guitarrista, e tem sido a grande responsável pela gestão da sua própria carreira. Talvez por ter uma história familiar de pianistas e músicos, Ru terá herdado a paixão e o talento para a música. Iniciou os seus estudos com apenas 3 anos, tendo começado pelo piano e, mais tarde, na guitarra, devido à sua paixão pela música rock. Estudou piano, guitarra, bateria, jazz e voz na prestigiada Escola de Jazz do Hot Club, e tirou o curso de “Jazz e Música Moderna” na Universidade Lusíada. Terminou também um curso de composição online no Berklee College of Music, para além de uma licenciatura em Design.


Ru costuma, com frequência, escrever e compor para artistas nacionais e internacionais. O seu percurso na música é longo, com passagem por várias bandas, mais de uma centena de concertos, e atuações em diversos países e em locais mediáticos, tais como o Palácio Il Bottaccio Luxury Venue, em Londres. O Single “So Many Reasons”, pertencente a uma das bandas que integrou, fez parte da banda sonora da série “I Love It” da TVI. Compôs ainda o tema “Janeiro”, para o filme alemão “Before Dawn”.
Em julho do ano passado, apostou numa carreira a solo lançando o seu primeiro single, “Summer Blaze”, que foi destaque em algumas rádios portuguesas. Ru Vasconcellos é a convidada desta edição, e vem falar um pouco mais sobre o seu percurso e esta nova experiência a solo.

 

M: Ru, antes de mais quero agradecer-lhe por ter aceitado este convite, e pela disponibilidade que demonstrou em participar na rubrica “Musicalizando”! Para quem não a conhece, quem é a Ru Vasconcellos?
R: Antes de mais, muito obrigada eu pelo convite e peço imensa desculpa pela resposta demorada, estive em gravações e concertos em Londres e Amesterdão, e entretanto não parei um segundo. Posso dizer que a Ru Vasconcellos é uma pessoa apaixonada pelo som desde que entrou para este mundo, e esta paixão tem guiado a sua vida, por mais voltas que ela dê.

 

M: A Ru iniciou os seus estudos de música com apenas 3 anos. Porquê tão cedo?

R: Porque insisti tanto com os meus pais que queria aprender piano que, embora contrariados (os professores diziam que era demasiado nova), lá tiveram que aceitar. A memória mais antiga que tenho é de ficar fascinada com o som, especialmente aquele produzido pelo piano. A minha mãe conta que antes de falar cantava, a imitar os pássaros. Parece uma história vinda do filme do “Jungle Book”.  

 

M: Depois de vários anos integrada em diferentes bandas, e em frequente colaboração com diversos artistas e projetos, decidiu investir numa carreira a solo. O que a levou a tomar essa decisão?
R: Um projeto a solo foi sempre algo que quis fazer mas foi um processo demorado até lá chegar. Sinceramente, acho que foi uma questão de confiança, não me sentia preparada para mostrar os meus originais ao mundo, porque expor-me dessa forma tão pessoal é bastante intimidante e mete-me numa posição muito vulnerável. Afinal de contas, as minhas músicas são parte de mim. Este ano foi dos mais desafiantes da minha vida (se não O mais desafiante), cresci muito e mudei muito a minha forma de pensar de “super perfeccionista” a “just do it”, daí ter decidido “largar” de certo modo o seguro e os clientes todos que tinha cá e mudar-me para Londres, onde o meu single está a passar em muito mais rádios do que em Portugal (assim como na Austrália, Gibraltar e US).


M: Para além dos cursos de música, a Ru licenciou-se também em Design. Onde é que o Design entra na sua vida? Música e Design podem, de alguma forma, conjugar-se?
R: Eu nunca fui uma coisa só, e apesar de poder dizer que a música sempre esteve em primeiro lugar na minha lista de paixões, existem pelo menos mais duas que me movem: desporto e arte/design e tecnologia. O Design & Technology entra na minha vida porque sempre gostei de saber como é que as coisas funcionam e construir as minhas próprias ideias. Hoje em dia mal tenho tempo para esse tipo de design, por isso os conhecimentos que adquiri no curso (que foram muito mais gráficos do que esperava) aplico-os nos posters que faço para os concertos, e os conhecimentos de marketing que também ganhei no curso muito me ajudaram na promoção do meu trabalho. Como duas profissões penso que é difícil, mas depende da vontade de cada um. Pessoalmente, sou apologista de “se é para fazer qualquer coisa a sério, para chegar aos objetivos é preciso 100% dedicação” sem outras distrações”. 

(continua)

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Publicado em Inominável nº 3
por Marta Segão, autora do blog Marta O meu canto e participante no blog Clube de gatos 

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