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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Qui | 15.10.15

Get Psyched! #1

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Traduzido, o título deste texto significaria algo como "Empolga-te!". Não quero com isso dizer que os meus caros leitores deverão estar entusiasmados com o que vão ler de seguida. É, na verdade, uma referência a um dos primeiros videojogos que joguei na minha vida, no qual estas palavras apareciam nos momentos antes de começar cada nível.

Não me iludo ao ponto de pensar que o meu público-alvo nestes textos sejam pessoas com uma cultura de videojogos presente. Convenci-me sim de que o meu público-alvo são pessoas cuja experiência na área se resume ao Candy Crush ou semelhantes. Acredito até que grande parte não tenha o hábito de gastar tempo a jogar jogos. Não me interpretem mal, aceito isso totalmente! É simplesmente a minha ideia inicial e adaptarei o meu texto consoante os pareceres que for tendo. Não quero com isto dizer que serei sempre politicamente correcto, até porque muitos jogos causam polémicas horríveis naqueles temas que acho que nem o Correio da Manhã se atreveria a abordar.

Quereis um exemplo, caríssimos, certamente? Voltemos ao título. "Get Psyched!", como já disse, era uma expressão que aparecia no jogo Wolfenstein 3D, de 1991. Este jogo foi banido na Alemanha. Porquê? Por várias razões, mas começo por pedir que ouçam a seguinte música:

Esta melodia engraçada era reproduzida ao iniciar-se o jogo em questão, mas era previamente conhecida como sendo o hino da Alemanha nacionalista-socialista, que deu tanto que falar nas décadas de 30-40. Para além disso, vários símbolos do mesmo regime apareciam ao longo do jogo.

Eu gostaria de não vos assustar logo à partida. Poderá parecer estranho eu ter pegado num exemplo tão bruto para começar a rubrica. Devo informar que existem videojogos que fazem exactamente o contrário de provocar. Alguns videojogos têm apenas o objectivo de serem um passatempo, como os jogos de puzzles. Outros jogos têm o objectivo de serem instrutores sobre um certo assunto (por exemplo, os jogos infantis alertam muitas vezes para perigos e podem complementar, se estiverem bem feitos, a educação de uma criança).

A dinâmica que os videojogos possibilitam cria centenas de oportunidades para se apresentar uma mensagem ou criar entretenimento de forma interactiva. Isto era tão verdade nos anos 80 e 90 como é hoje, especialmente com a introdução de cada vez mais dispositivos onde se pode inserir um jogo.

***

(continua amanhã)

Autoria: Rei Bacalhau que participa no blog O Bom, o Mau e o Feio

 

(in revista nº 0)

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