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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Ter | 23.05.17

Fotografia | A luz e o olhar

Fotografia | A luz e o olhar

 

Reconheço que as terminologias e os conteúdos destes primeiros artigos possam ser um pouco mais técnicos, mas são de uma enorme importância para compreender o comportamento que a luz tem na fotografia, de modo a obter o resultado perfeito. Só se conseguem os melhores resultados depois de compreender o princípio básico do triângulo de exposição.

O triângulo da exposição é formado por três variáveis. No artigo anterior falei-vos da velocidade de obturação. Desta vez vou abordar a abertura do diafragma.

Todas as objetivas têm no seu interior um conjunto de lamelas, que abrem ou fecham em função da quantidade de luz que pretendemos deixar entrar. A abertura do diafragma é normalmente conhecida como “f-xpto” (ver imagem abaixo). Quanto maior for a abertura, maior é a quantidade de luz que passa para o sensor. No entanto, a escala de numeração é precisamente o oposto. Ou seja: quanto maior é a abertura, menor é o numero indicado no “f-xpto”. Uma abertura de f/1.8 é maior que abertura f/9.

 

Fotografia | A luz e o olhar

 

Um dos efeitos que a abertura do diafragma cria é o de realçar ou desfocar motivos, fundos ou planos. Esta característica está diretamente relacionada com as distâncias focais e hiperfocais ao motivo. Tomando como exemplo a fotografia de um rosto num plano aberto ou ao ar livre, e se tivermos a intenção de desfocar o fundo da composição e realçar os olhos ou o rosto, deveremos usar a abertura máxima que a nossa objetiva suporta, e teremos o resultado pretendido.

 

 

O comportamento da luz registado pelo sensor é também diferente entre as aberturas do diafragma. Imaginem, por exemplo, uma mangueira daquelas que usamos para regar o jardim. Quando abrimos a torneira, e se nada fizermos na extremidade da mangueira, a água sai de forma contínua, limpa e translúcida. Mas se, em oposição, a estrangularmos, a água sai sob maior pressão e de forma mais agressiva. É exatamente esse o comportamento da luz registada pelo sensor das vossas camaras, pois se considerarmos que a extremidade da mangueira é o sensor da máquina, e a água é a luz que chega ao sensor, quanto menor for a abertura, maior será a dispersão de luz nos pontos de maior intensidade. Podemos desta forma criar um efeito de estrela (exemplos do farol e pista) nos pontos de luz mais fortes da nossa composição, embora também possamos fazê-lo através de filtros específicos. Mas vamos esperar um pouco mais para o tema dos filtros, quando já estivermos confortáveis com as três variáveis básicas da fotografia: velocidade, abertura e sensibilidade. 

 

 

Boas fotos 😉

 

 

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Publicado em Inominável nº 7
por Gil Cardoso autor do blog Gil Cardoso

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