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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Ter | 03.11.15

Cinema e música: um casamento (quase) perfeito - Parte I

Falar, ou neste caso muito específico escrever, sobre cinema e música dentro do mesmo contexto foi a minha mais que arrojada aposta para esta rubrica, a que dei o simbólico nome de “Play it Sam!”

Este título já havia sido usado num blogue que acabei por fechar, por evidente falta de paciência e tempo para o ir alimentando. No entanto restou o título…

Aquela expressão tão conhecida foi obviamente retirada do filme Casablanca de 1942, em que Humphrey Bogart contracenou com Ingrid Bergman (curiosamente, comemorou-se no passado dia 29 de Agosto o centenário do nascimento daquela que foi considerada uma das mais belas actrizes de Hollywood), numa das cenas mais marcantes.

Foi ao som de “As Time Goes By” que escrevi estas linhas, numa melodia cantada originalmente por Dooley Wilson. Desta vez não foi a “Ilsa Lund”, a personagem interpretada pela bonita sueca, a pedir ao “Sam” mas fui eu que simplesmente solicitei ao Youtube que tocasse a canção (outras mordomias):

Mas passemos ao que aqui me trouxe…

O cinema teve sempre com a música uma relação muito próxima. Desde os seus primórdios. Ainda no tempo do cinema mudo, a música era inserida à posteriori, dando normalmente uma enorme relevância às cenas afincadamente mais dramáticas.

Pessoalmente, sempre gostei desta relação da sétima arte com a música. Se este casamento nunca tivesse sido consumado jamais teríamos ouvido Judy Garland a cantar no Feiticeiro de OZ “Over the Rainbow”:

nem nunca escutaríamos Grouxo Marx a trautear “Lydia the Tattooed Lady” na belíssima comédia “Os Irmãos Marx no Circo”.

O cinema deu ao mundo inolvidáveis temas musicais quase todos inesquecíveis e marcantes. De tal forma que se tornaram grandes sucessos. Por outro lado, filmes menores atingiram o estrelato e a fama devido aos seus temas musicais. Os “spaguetti Western” são, neste caso, exemplos de filmes na sua maioria sofríveis, todavia apetrechados de boas músicas. Obviamente que há o caso do filme “O Bom, o Mau e o Vilão” (que curiosamente lançou Clint Eastwood) como sendo a excepção que confirma a regra.

**

(continua dia 5/11/2015)

texto de José da Xã autor dos blogs LadosAB e José da Xã. Participante nos blogs O Bom, o Mau e o FeioA Três Mãos e És a nossa Fé!

(in revista nº 0)

 

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