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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

Qua | 29.03.17

Alice Duarte (i)

Inominável
Nasci em Alenquer, na Estremadura, à beira do Ribatejo, no ano de 1949. O que então se chamava escola primária e liceu apanhou-me na zona de Torres Vedras, para onde a família se mudou. Este amor pela escrita deve ter nascido comigo, porque já na escola primária a professora dizia que eu fazia “redações muito bonitas”.    Mais tarde, já transportada para a zona de Lisboa, o facto de ter seguido um curso de engenharia salpicou a minha vontade de escrever com o pensamento (...)
Dom | 15.05.16

A Chuva e o Gato Negro

Inominável
Tenho uma amiga especial que conhece os sonetos clássicos como as palmas sempre frias das suas belas mãos. Chama-se Maria João De Sousa e além da amizade, temos a sorte de partilhar a vizinhança. Assim, o seu passo lento e corpo sempre esfriado e doente e a minha (...)
Sab | 14.05.16

Sonetos e quadros

Inominável
    MARÉ-VIVA Não contava contigo e tu viesteVestido de pecado e de virtude;Puxaste-me pr`a ti num gesto rude,Mas foi de mel o beijo que me desteE foste-me roubando o que pudeste,Enquanto eu te roubava quanto pude...Sabemos que nenhum de nós se ilude;Se te aconteço, tu me aconteceste!Tão longe estamos já da juventude,Ambos loucos - bem sei, bem mo disseste... -,Como águas presas num qualquer açudeQue ouso transpor, porquanto o transpuseste...Que ninguém mais confine e (...)
Sex | 13.05.16

Maria João de Sousa

Inominável
O meu nome é Maria João Brito de Sousa. Nasci em Lisboa, às 21.15h dia 04 de Novembro do ano de 1952, mas fui registada no Concelho de Oeiras por vontade de meu avô, o poeta António de Sousa que, tendo deixado Coimbra para fixar residência em Algés, passou a nutrir profundo afecto pelo Concelho onde desde sempre residi. Decidida a trabalhar e a casar-me cedo, abandonei os estudos (...)
Ter | 01.03.16

Chá sob o guarda-sol

Inominável
Um pacotinho de açúcar a ser vertido numa chávena de chá fervente. O cantinho de papel, que nem há nada foi rasgado com a ajuda de dois dentes, balança por entre os vapores na iminência de se precipitar no líquido mate, mas é seguro com dois dedos e amarrotado junto com o resto do pacote.Dois dedos de unhas envernizadas de vermelho e nem uma lasca, um descuido, nada mais que o verniz rebrilhando na pele lisa das mãos, um castanho muito leve que é também a cor dos braços nus: (...)