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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

A revista para lá da blogosfera!

20
Jan17

A Guerra das Consolas

Inominável

Até os mais optimistas admitirão que o ser humano é das criaturas mais monstruosas à face da Terra. Acho estranhíssimo que nos filmes de fantasia sejam sempre os humanos a fugir do dragão em vez de ser o contrário, tendo em conta a reputação violenta que os humanos deveriam ter. Por exemplo, já ninguém se surpreende quando mais uma guerra qualquer começa, seja entre estados independentes, seja uma guerra civil ou religiosa ou seja o que for.

 

Resumidamente, andar à porrada sobre coisas supérfluas aparenta estar-nos geneticamente predisposto. Felizmente, nem todas as guerras se travam com armas, mas nem por isso deixam de ser violentas. No mundo dos videojogos, um exemplo de um conflito desse tipo é a Guerra das Consolas.

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(Antes que penseis que estou a falar a sério,
faço notar que esta guerra é uma espécie de piada na Internet,
como decerto tereis compreendido.)

 

Eu mantenho-me relativamente informado sobre o mundo dos videojogos, mas não posso partir do princípio que todas as pessoas em todas as faixas etárias o façam também.
Este artigo tem um objectivo (quase) puramente informativo, sendo que eu gostaria de introduzir alguma cultura geral sobre um tema que, se provavelmente não é interessante nem novo para quem não é um leigo, pode ser útil para um progenitor que não compreenda a reacção de desapontamento do seu descendente quando este vê que recebe uma Xbox no Natal em vez de uma Playstation, ou vice-versa.
"Mas não são exactamente a mesma coisa?"
Bom... sim e não. Vou tentar ser o mais lacónico possível, pois este não é um assunto particularmente fácil de explicar. Ou não para mim, pelo menos.

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Olhemos para o campo de batalha. No centro dele estão recursos preciosos, chamados "consumidores", que todos os beligerantes, ou fabricantes de consolas, almejam gananciosamente possuir. Cada facção tenta obter o máximo número de consumidores possível, usando todo o tipo de estratagemas para o conseguir. Por exemplo, certas consolas têm videojogos exclusivos que nenhuma outra tem, implicando que se um utilizador quiser jogar esse videojogo específico, terá obrigatoriamente de ter essa consola.
O factor principal de decisão para um consumidor (ou pelo menos o mais discutido) aparenta ser a capacidade de processamento de cada equipamento. Analogamente falando, o quão bom o motor da máquina é. O problema é que o mesmo jogo em consolas diferentes é visualmente muito parecido, com apenas subtis diferenças no desempenho. Para mim, estes factores não seriam suficientemente relevantes para andar a discutir com pessoas anónimas em fóruns.
No entanto...
"Ah, a PlayStation mostra mais 10 píxeis que a Xbox!"
"Ah, a Xbox tem aquele jogo exclusivo!"

 

Para alguém que seja de fora deve parecer muito peculiar toda a futilidade de uma pessoa se enervar por causa de umas caixas de plástico com electrónica oriental lá dentro. Nesse aspecto, eu concordaria, pois considero-me "alguém de fora" porque não tenho uma consola de oitava geração. Sim, já vamos na oitava, estas guerras já vêm desde os anos 80. Mal comparando a coisa, sou como um alemão que tenha nascido no início da Guerra dos Trinta Anos.
Qualquer pessoa com um mínimo de noção de como o mundo funciona já terá percebido que o que eu tenho estado a descrever não é em nada dessemelhante de qualquer rivalidade comercial entre marcas doutros produtos normais, tipo champôs ou jornais ou carros. A grande diferença, repito, é que são os próprios consumidores a fomentar a guerra (se o fazem por brincadeira ou não, isso já não sei).
É tipo o futebol. Claques diferentes vestem-se de cores diferentes e imediatamente a reputação de milhares de mães portuguesas é questionada e a legitimidade dos pais deitada abaixo por gestos bovinos. Depois começam as cadeiras a voar, sem razão absolutamente alguma.

 

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O mesmo não acontece na Guerra das Consolas porque é certo e sabido que os totozinhos que jogam videojogos não saem de casa, impossibilitando o contacto físico. No máximo, se enraivecidos, catapultam o objecto mais próximo deles numa direcção aleatória enquanto gritam com o familiar ingénuo que foi perguntar o que raio se passava e porque carga d'água estava o cão em cima do armário.

 

Se ainda se lembrarem, é tipo aquele vídeo do puto alemão a berrar maniacamente para o computador.
Para concluir, sabeis agora que existe uma guerra invisível a decorrer nas veias corruptas da Internet. É perfeitamente possível que o vosso filho totó (ou outro familiar masculino) esteja a lutar por um dos lados do conflito. Consequentemente, se estiverdes a planear surpreendê-lo com uma consola nova, tentai em primeiro lugar perceber (pelos vossos próprios métodos) que tipo de facção ele defende, se alguma.
Na pior das hipóteses, ele poderá ser algo bem mais nefasto: poderá pertencer ao culto sobranceiro da chamada "Raça Mestre PC", uma minoria elitista e eugénica no mundo dos consumidores de videojogos. Mas essa será outra história.

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Publicado em Inominável nº 5
por Rei Bacalhau que participa no blog O Bom, o Mau e o Feio

 
19
Jan17

Psicopata

Inominável

Hoje em dia usamos o termo psicopata para descrever alguém que tenha um comportamento violento. Mas ninguém sabe o que significa “psicopata”, ou até mesmo “sociopata”. Podemos ver nas notícias a polícia a avisar as pessoas de que a pessoa que eles procuram é um sociopata (por exemplo, o Pedro Dias), mas como ninguém nos media explica o que é um sociopata e as pessoas têm preguiça de procurar, toda a gente vai logo saltar para conclusões, na sua maior parte erradas, sobre o que é um sociopata.

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Ser um psicopata e ser um sociopata são coisas completamente diferentes, embora de um ponto de vista psicológico venham do mesmo problema: transtorno de personalidade anti-social. Os termos “psicopata” e “sociopata” são usados para distinguir o tipo de comportamento, pois há grandes diferenças entre um e outro (ao contrário do que muitas pessoas pensam, um sociopata não é um psicopata). 

O transtorno de personalidade anti-social tem vários sintomas fáceis de diagnosticar:

Incapacidade de se conformar com as normas sociais e respeitar as leis;

Mentiras e enganos constantes, e manipulação de outros indivíduos;

Impulsividade e falta de planeamento das suas ações;

Irritabilidade e agressividade elevadas, levando a lutas físicas frequentes;

Despreocupação face à sua segurança ou de outros, irresponsibilidade;

Falta de remorsos ou indiferença quanto a uma ação que magoou outro.

 

Estudos indicam que os psicopatas nascem assim, provavelmente por causa da sua genética. Análises ao cérebro de psicopatas mostram que estes têm determinadas partes do seu cérebro pouco desenvolvidas, partes essas que se pensa que controlam as emoções e a impulsividade. Ao contrário de um psicopata, um sociopata não nasce assim, ele torna-se assim devido a um crescimento com abuso físico ou psicológico. Isto, contudo, não exclui a possibilidade de um psicopata também ter sofrido algum tipo de trauma.

 

Os psicopatas costumam ser vistos pela sociedade como encantadores e de confiança, com capacidade de manterem um emprego normal e até terem uma família. Contudo, eles sentem dificuldade em apegar-se a alguém. Em vez disso, as relações que eles estabelecem são superficiais, e formadas de uma maneira a que possam ser manipuladas pelo psicopata. Eles não sentem qualquer culpa ou remorso por aquilo que fazem porque simplesmente não têm capacidade para isso. Um sociopata, embora também tenha dificuldade em aproximar-se emocionalmente dos outros, pode formar ligações com outros que tenham os mesmos ideais. Os sociopatas têm mais dificuldade em manter empregos por muito tempo, ou em dar a ideia de terem uma família normal.

 

Tanto os psicopatas como os sociopatas tentam viver uma vida normal, ignorando o seu problema, o que os pode tornar perigosos. No entanto, o mais perigoso entre os dois será o psicopata, que tem mais facilidade em distanciar-se emocionalmente das suas ações. Quando um psicopata comete um crime, ele fá-lo com um grande cuidado e planeamento, de maneira a minimizar os riscos para si próprio, ao contrário de um sociopata, que age por impulso, pouco se preocupando com o risco que está a correr. Como um psicopata não sente qualquer emoção, nem remorsos ou culpa relacionados com as suas ações, a dor dos outros não o afeta, e eles são capazes de pensar com frieza, diferenciando-se dos sociopatas, que ao serem impulsivos são presos pelos seus crimes muito mais facilmente que um psicopata. Muitos serial killers famosos são ou eram psicopatas: a falta de emoção permite-lhes matar quem quiserem sem sentirem qualquer tipo de remorso.

 

Embora esteja presente frequentemente, a violência não é um sintoma de transtornos anti-sociais. Nem todos os psicopatas ou sociopatas são violentos, e é importante saber isso.

 

Fonte: https://psychcentral.com/blog/archives/2015/02/12/differences-between-a-psychopath-vs-sociopath/

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Publicado em Inominável nº 5
por Maggie

 
18
Jan17

Correio (pouco) Sentimental

Inominável

 

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Bom dia ‘migas!


Tenho um stress com o meu parceiro. Nós moramos juntos há imenso tempo – dois meses inteiros, acho que até já mais um ou dois dias. Achámos que estava na hora de dar o passo depois de duas semanas intensas de namoro. Sei que assim não parece muito, mas não me julguem, ‘tá? Que eu já não vou para nova, as minhas amigas estão todas casadas e a ter filhos e eu já estou a perder a competição há demasiado tempo.


Mas atenção! Gosto mesmo dele! Somos supé (!) compatíveis. Gostamos de sair à noite para beber um copo (ou muitooos), conversamos imenso, usamos Snapchat que nem doidos (‘tou sempre com uma coroazinha de flores na cabeça e olhos muita giros). Só há mini-micro-problema.


Ele é pouco aventureiro. Não gosta de carinhos públicos, não gosta de sair da rotina, percebem? A maior loucura que consegui levá-lo a fazer foi um dia... eu não gosto de dizer sexo por isso vou dizer “ler Saramago”, tá bem?


Então, dizia eu: ele só quer ler Saramago na cama e àquela hora certa que é ali antes de deitar. Ora eu gosto de agitar um pouco as coisas. A maior loucura que consegui foi levá-lo a ler Saramago no sofá! Mas gostava que pudéssemos ler Saramago no tapete, no carro, na praia, na sala da casa dos pais dele. Fazer como tantas pessoas fazem e, sei lá, ler Saramago num banquinho de um jardim público, ‘tão a ver?


Isto não quer dizer que ele não leia muito bem, que lê! Só que só lê no mesmo sítio à mesma hora, como o padre a dar a missa aos Domingos de manhã – e quem me dera que fosse de manhã! E agora com o frio a instalar-se eu queria muito, muito cumprir com ele uma fantasia antiga minha que era ler Saramago à lareira.


Ele fica logo furioso só com a sugestão, sabem? Que não temos lareira, que não é preciso ler fora de casa, que faz fagulhas, que depois aquece muito, que uma vez em pequeno queimou a gadelha por estar sem cuidado junto à lareira, que a borracha do... livro... derrete e eu ainda engravido, que é alérgico a carvão, enfim. Um dia destes, para tentar recriar o ambiente acendi uma vela e ele perguntou logo se eu estava a tentar incendiar a casa...

 

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Cara ‘miga.


É um facto que a geração atual tem uma reação menos boa com Saramago. Dizem que escreve sem vírgulas, que é maçador, chato e isso, assumimos nós, poderá dar azo a confusões por parte do seu namorado.


Acreditamos, assim, que a solução está em apostar numa literatura mais da moda: que tal ler Harry Potter, as cinquenta sombras de grey ou crepúsculo?


Explicamos:
Se ler Harry Potter poderá usar a varinha e, consequentemente, fazer uma boa lareira. É. Acredite: diz quem leu que através da varinha é possível - com a devida fórmula mágica - criar fogo. E mesmo que não seja uma lareira muito atiçada, sempre é melhor uma fogueirita pequenita que nada…


Já se ler as cinquenta sombras de grey poderá obrigá-lo a usar o chicote no chão da sala, com a fogueira em fundo, para fazerem ambos… meditação. E mesmo que a cara amiga não sinta o fogo muito aceso, com tanto instrumento meditativo poderá, pelo menos, deleitar-se com a imagem do seu mais do que tudo usando cabedal.

 

Por fim, com o crepúsculo as lareiras são menos frequentes uma vez que, segundo os entendidos, os vampiros não têm frio. Mas a cara amiga aqui apimenta as coisas e dá uso à sua amizade com os lobos. É! Fala com um amigo quentinho, convence o seu namorado a ir acampar num dia de frio e aquecem-se os três numa tenda, com a lareira cá fora para se aquecerem.


Que lhe parece?


Ler Saramago tem as suas virtudes e, acreditamos nós, no convento de Mafra teria necessariamente de acender as lareiras. Acontece, no entanto, que os fantasmas de D. João V a tentar emprenhar a D. Maria Josefa podem causar algum trauma no seu BF.


Use uma das nossas dicas e depois escreva-nos, contando como correu.assinatura.jpg

 

 

 

 

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Publicado em Inominável nº 5
pelas nossas consultoras Maria das Palavras autora dos blogs Maria das Palavras e Consultório de Prendas.  e M.J. autora do blog E agora? Sei lá!
Ambas participam no blog Aprender uma coisa nova por dia

 

 

 

 
17
Jan17

Agenda Inominável

Inominável

VILA NATAL ÓBIDOS

Imagem Vila Natal.jpg

 

Neste mês de Natal, porque não dar um saltinho até Óbidos e conhecer ou regressar a esta Vila Natal improvisada e criada, sobretudo, para as crianças e para momentos especiais passados em família?

 

Personagens de contos e histórias encantadas juntam-se neste evento para proporcionar aos visitantes momentos de aventura e diversão!
Decorre de 30 de Novembro de 2016 a 1 de Janeiro de 2017.

 

Mais informações aqui

 

 

CORRIDAS S. SILVESTRE

Para quem gosta de praticar desporto e está sempre pronto para mais uma corrida, este é um evento a não perder.

Este ano, em Lisboa, a corrida São Silvestre irá ocorrer no último dia do ano e, ao contrário das anteriores edições, será logo pela manhã, às 10.30 horas, na Avenida da Liberdade.

As inscrições já estão abertas, e esperam-se mais de 12.000 atletas!

Mais informações aqui e no Facebook

 

PASSAGEM DE ANO
ESPECTACULOS GRATUITOS

 

VAREKAI
CIRQUE DU SOLEIL

Imagem Varekai.jpg

 

Como tem vindo a ser habitual nos últimos anos, o MEO Arena irá receber, em Janeiro de 2017, a conceituada e já bem conhecida companhia de circo Cirque du Soleil, que promete apresentar ao público, à semelhança dos anteriores, mais um grandioso espetáculo de circo.

 

“Varekai” irá estar em exibição de 5 a 15 de Janeiro de 2017, em Lisboa, e é uma homenagem ao espírito nómada.
Através desta história, e dos personagens que lhe dão vida, o público será transportado até às profundidades de uma floresta que se encontra dentro de um vulcão, onde existe um extraordinário mundo – Varekai. E nesse mundo, tudo é possível!


Mais informações aqui

 

 

 

 

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Publicado em Inominável nº 5

por André Ferreira autor do blog Palavras ao Vento

 
16
Jan17

Costa Rica: fogo nos trópicos #2

Inominável

Rincón de la Vieja

Rincón de la Vieja 1.jpg

Na província de Guanacaste, a apenas 25 km de Liberia, o Rincón de la Vieja é na realidade uma cordilheira com nove crateras. A mais elevada é a de Santa Maria, com 1916 metros, e a mais activa a de Von Seebach.

Depois de algumas décadas relativamente calmas, o Rincón de la Vieja voltou a aumentar a sua actividade em 2011, e desde 2015 que tem estado continuamente em erupção. Por essa razão, actualmente apenas os trilhos situados no sopé estão abertos aos visitantes do parque. Há uma fonte natural de águas quentes sulfúricas e cascatas com pequenas piscinas onde é possível tomar banho.
E as poderosas forças geológicas do vulcão podem ser observadas nas piscinas de lama borbulhante que existem a poucos quilómetros da fonte termal.

Poás

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A característica mais marcante do vulcão Poás é a sua cratera de ácido verde, a Laguna Caliente, um dos lagos naturais mais acídicos do mundo, com um pH por vezes próximo do zero. A segunda cratera, Botos, situada no lado sul, está inactiva e forma um belíssimo lago de água azul muito fria que escorre pela encosta e entra pela floresta nublada circundante para se transformar depois no rio Sarapiqui.
O Poás é um dos vulcões mais acessíveis da Costa Rica e é possível subir mesmo até à beira da cratera, sendo por isso mesmo um dos mais visitados.
Recentemente, na manhã do dia 25 de Julho de 2016, ocorreu uma pequena explosão freática na cratera quente. Devido às emissões de gás sulfúrico, o parque encontra-se por vezes encerrado ao público.

Irazú

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A característica mais marcante do vulcão Poás é a sua cratera de ácido verde, a Laguna Caliente, um dos lagos naturais mais acídicos do mundo, com um pH por vezes próximo do zero. A segunda cratera, Botos, situada no lado sul, está inactiva e forma um belíssimo lago de água azul muito fria que escorre pela encosta e entra pela floresta nublada circundante para se transformar depois no rio Sarapiqui.

O Poás é um dos vulcões mais acessíveis da Costa Rica e é possível subir mesmo até à beira da cratera, sendo por isso mesmo um dos mais visitados.
Recentemente, na manhã do dia 25 de Julho de 2016, ocorreu uma pequena explosão freática na cratera quente. Devido às emissões de gás sulfúrico, o parque encontra-se por vezes encerrado ao público.

Mas os vulcões são apenas uma das muitas razões para visitar a Costa Rica. Este país, que é uma das 22 democracias mais antigas do mundo e um dos poucos que não tem exército, ocupa também lugar cimeiro na classificação do Índice de Desempenho Ambiental, pela sua sustentabilidade e pelas políticas ambientais que põe em prática. E existem planos para se tornar, em 2021, no primeiro país do mundo neutro em carbono.
Afinal, não é sem motivo que o lema da Costa Rica é 

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Mais informações: Essential Costa Rica e Lonely Planet 

 

(início)

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Publicado em Inominável nº 5

por Ana CB autora dos blogs Viajar. Porque sim.Gene de traça, e
A vida e outros acasos.

 
13
Jan17

Costa Rica: fogo nos trópicos #1

Inominável

Vulcões - fenómenos geológicos cujo nome foi inspirado numa personagem da mitologia romana: Vulcano, o deus do fogo.
Activos ou adormecidos, impõem sempre respeito,
e quando entram em erupção lembram-nos do quão pouco conhecemos o interior do nosso planeta.

São a ligação directa ao centro da Terra e a memória mais vívida das suas origens.

 

Embora só pontualmente algum deles protagonize as aberturas dos noticiários, existem actualmente em todo o mundo quase 150 vulcões activos, mesmo que muitos deles não estejam realmente em erupção mas apenas com sinais de instabilidade. Apesar do seu carácter potencialmente mortífero, os vulcões são hoje em dia uma atracção turística bastante apetecida e relativamente segura, uma vez que as modernas tecnologias permitem a sua monitorização contínua e uma rápida evacuação quando há indícios de perigo.
E qual é o país em que podemos visitar alguns destes gigantes geológicos mais activos, conhecer no seu habitat natural um número incalculável de animais e plantas, visitar 25 parques nacionais e ainda poder aproveitar o sol e o mar em praias de sonho? A resposta são duas curtas palavras: COSTA RICA.

 

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Incluída no “cinturão de fogo do Pacífico”, e mesmo sendo um país pequeno, a Costa Rica tem no seu território o “modesto” número de 112 vulcões, cinco dos quais estão actualmente activos. São uma das grandes atracções do país, captando a atenção de turistas e cientistas, e são também um elemento importante da diversidade natural da Costa Rica – que conta, nos seus reduzidos 51 mil km2 (pouco mais de metade do território de Portugal continental), com 5% da biodiversidade do nosso planeta.

É em parte devido às muitas erupções vulcânicas ocorridas em milénios passados que o solo da Costa Rica é fértil e rico em minerais. Esta fertilidade contribuiu para uma florestação densa do território, onde habitam milhares de espécies de animais, árvores e plantas tropicais diferentes, e fez da Costa Rica um país naturalmente soberbo e um destino incontornável para os amantes da vida selvagem e do ecoturismo.
Os vulcões mais emblemáticos da Costa Rica estão inseridos em áreas classificadas como parque nacional, e nalguns deles é possível não só passear mas também praticar diversas actividades, das mais radicais às mais tranquilas.

 

 

 Arenal

Arenal  1.jpg

O vulcão Arenal é o mais famoso e o mais turístico de todos. Isto deve-se ao facto de ter estado ininterruptamente em actividade entre 1968, a data da sua maior erupção, até Dezembro de 2010, com efusões lentas de lava e ocasionais fluxos mais espectaculares. Tem um cone vulcânico considerado “perfeito”, que paira quase 1700 metros acima do parque que o rodeia e do lago Arenal, a maior albufeira do país.

Na região, além dos passeios pelo parque natural e da visita às cataratas de La Fortuna, é obrigatório conhecer um dos vários centros termais que aproveitam as águas naturalmente quentes que brotam do subsolo para oferecerem aos visitantes espaços de lazer verdadeiramente inesquecíveis, com piscinas rodeadas de vegetação e decoradas com motivos exóticos. Existem três centros termais: Baldí, Tabacón e The Springs. Todos estes complexos incluem restaurantes, bares, zonas de descanso, espaços especiais para crianças e balneários. A piscina mais quente está nas termas de Baldí, com a água a 67 °C. Muito quente? É verdade. Mas vale a pena experimentar, nem que seja uma vez na vida.
Podem encontrar mais informações sobre estas termas em La Fortuna Costa Rica.

 

 

Turrialba

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Com os seus 3340 metros, o Turrialba é o segundo vulcão mais alto da Costa Rica. Tem três crateras no seu cume, e depois de uma erupção em 1866 manteve-se sossegado até começar a dar sinais de instabilidade em 2006, com o contínuo aumento de fumarolas e actividade sísmica. Voltou a entrar em erupção no início de 2010, provocando chuvas ácidas, e foi necessário evacuar 30 habitantes que viviam nas proximidades.
Como está apenas a 35 km do aeroporto de San José, as suas erupções chegam a afectar a circulação aérea, com cinzas a espalharem-se num raio de até 50 km. Por esta razão, o parque onde se insere está actual-mente encerrado.
Imagens recentes das erupções do vulcão vêem-se aqui.

 

 

  (continua)

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Publicado em Inominável nº 5

por Ana CB autora dos blogs Viajar. Porque sim.Gene de traça, e
A vida e outros acasos.

 
12
Jan17

Ler com as redes sociais

Inominável

Quando eu comecei a ler não havia redes sociais.
Fiz-me leitora na solidão das páginas, no isolamento que os livros merecem
e de que eu muitas vezes (ainda) preciso.
Encerrada a última página, ficava eu e o silêncio.
Nem sempre.

Muitas vezes ficava eu e as perguntas. Eu e as dúvidas. Eu e a vontade de saber se haveria mais alguém, uma pessoa que fosse, a sentir as palavras como eu. Ou a viver o oposto. A interpretar tudo ao contrário de mim.


Comecei a escrever no meu blogue para superar o vazio do fim dos livros. Comecei a escrever opiniões curtas com aquilo que me ficava a remoer a cabeça depois das leituras, o que imaginava que podia usar em conversas se tivesse com quem conversar sobre livros. Havia próximo de mim quem gostasse de livros e os lesse, claro, mas não ao ritmo a que eu lia. Não conhecia outras pessoas que partilhassem do meu entusiasmo e da minha vontade de ler sempre mais e mais. A leitura é uma actividade solitária e eu, apesar de alimentar bastante a solidão necessária para ler, comecei a sentir uma enorme necessidade de saber onde estavam os outros leitores como eu. Haveria mais alguém? Sim, esta questão é pertinente, quando se vive os livros como eu é inevitável não questionar se se terá algum problema. Uma obsessão literário-compulsiva, por exemplo. Sabe-se lá.


Então, de uma forma inesperada, que eu ainda hoje não consigo explicar, o meu blogue começou a ter interacção. E foi um comentário ou um e-mail que mudou para sempre a minha forma de viver as leituras. Dos blogues às redes sociais o caminho é curto, mas eu levei anos. Devo ter sido das últimas pessoas a ter facebook e goodreads e este é, na verdade, um caminho sem volta. A informação disponível é imensa e, de repente, há tanta gente que gosta de ler, que os primeiros tempos nas redes sociais parecem uma constante festa. A novidade, aliada às conversas sobre os livros que se leram, os que se lêem e os que se querem ler, encheram-me de vontade de falar e de amigos, que se somavam à velocidade a que eu os adicionava e era adicionada. O efeito imediato destes encontros foi uma redução do tempo dedicado a ler. O que é mau. E que eu sabia ser mau pois sentia a falta de ler em sossego. Sim, porque passei a ler na companhia dos amigos novos, sempre com uma necessidade estranha e inexplicável de contar a todos o que estava a ler.
E de saber.


A vontade de saber é talvez o que neste momento me leva mais às redes sociais. Sejamos francos, já não há surpresas. Já não compramos livros sem saber o tema, as opiniões da crítica e, mais importante, as opiniões das pessoas que seguimos e que mais valorizamos, por se aproximarem do que pensamos e por terem gostos semelhantes aos nossos.

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(foto de Gil Cardoso)

 

Hoje são editados livros todos os dias. Muitos. Para que a leitura não se torne uma doença (ainda mais) obsessiva, é necessária uma triagem atenta, seleccionar no meio da enxurrada de títulos aqueles que nos vão agradar e proporcionar a leitura perfeita (nunca encontrada, mas em constante busca), e evitar aqueles que nos vão fazer sentir que desperdiçámos tempo irrecuperável.
Podemos ser felizes a seguir opiniões nas redes sociais, podemos mesmo, mas é também muito possível cair em todo o tipo de embustes.
Desconfio sempre quando toda a gente acha determinado livro o máximo. Eu participo em comunidades de leitores e sei que não é possível todos gostarem do mesmo livro ou, os que gostam, gostarem da mesma forma. Acreditem, não acontece. E essa discussão é positiva, eu diria até saudável se não se cair no exagero nem no ridículo. Não, não é preciso andar à bulha por causa dos livros, mas enfim, também acontece.
A grande maioria dos blogues que partilha opiniões sobre livros anda a ler a mesma coisa. Pois é, basicamente novidades, aquelas que as editoras enviam para serem divulgadas. Eu sei, porque também já o fiz e não estou com isto a apontar o dedo a ninguém. Quero apenas dizer que cheguei à conclusão de que não evoluiria como leitora a consumir apenas o que me davam, sem procurar por mim coisas diferentes. E sim, continuo a receber alguns livros oferecidos, apenas os que quero mesmo ler, em troca de uma opinião sincera, que publico.


No geral os livros são rapidamente esquecidos. Se além de haver pouca diversidade na divulgação, se dá demasiado ênfase às novidades, um livro vive apenas uma curta infância após o nascimento. Se as redes sociais provocam um falatório interessante, que pode levar a que algumas obras atinjam um sucesso não imaginado, também atiram para segundo plano edições que deviam ser lidas. De qualquer modo, tanto os que são profusamente lidos, como os que passam ao lado do estrelato, são rapidamente esquecidos, sendo substituídos por outras novidades. E é assim que se faz do mercado um depósito de livros quase sem vida útil, a maioria quase mortos à nascença por não terem tempo de respirar. E livros que morrem deixam-me triste. Como não? Dá-me ganas de os salvar a todos, principalmente (e sem me preocupar em ser tendenciosa) aqueles que prefiro.


Após estes tempos a ler em sociedade (virtual) aprendi a escolher onde procurar informação. Com o tempo fui eliminando o que não me oferece credibilidade e valorizando cada vez mais o meu instinto. Tenho vindo a recuar na quantidade de informação que consumo, o que trouxe claras vantagens na quantidade de livros que tenho lido e na sua qualidade. Procuro melhor, tendo em conta os meus gostos e, de alguma forma, lendo nas entrelinhas de alguns pareceres que, inevitavelmente, descarto de imediato.


O que de melhor me trouxe a blogosfera e as redes sociais? Amigos. Reais, curiosamente. Daqueles a quem posso telefonar ou combinar um encontro para perguntar, cara a cara, “o que achaste do livro x?”. E conversas, muitas conversas boas sobre livros, sem ser nas mensagens privadas ou nos comentários.


Mas, mesmo tendo descoberto um mundo de leitores com quem partilhar o que penso dos livros, continuo sem saber qual é a leitura certa. E se calhar nunca saberei. Desconfio que, como em tantas coisas, nos livros também não há certezas. Seja como for, e porque o livro perfeito pode ser o próximo, não posso parar de ler.

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Publicado em Inominável nº 5

por Márcia Balsas, autora do blog Planeta Marcia

 

 
11
Jan17

Glastonbury

Inominável

No regresso das férias, e entre muitas coisas que fiz, há uma que merece destaque porque já falei aqui dela: a minha visita a Glastonbury! Uma pequena vila, no coração de Somerset, cujo nome talvez seja familiar aos amantes de festivais, uma vez que o festival de Glastonbury é internacionalmente conhecido como um dos melhores na esfera da música ao ar livre. 

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No caso de Inglaterra, música ao ar livre e também pés em galochas, devido ao nível de pluviosidade existente por terras de Rei Artur. Mas isso não impede que seja um festival concorrido o suficiente para já estarem esgotados online os bilhetes para o próximo ano, isto em menos de uma hora. Embora eu goste do cartaz, adore música (se bem que não tanto no meio da lama), o meu desejo de visitar Glastonbury prende-se por outros motivos. Em primeiro lugar uma amiga minha falou-me da localidade, já lá tinha ido e como entusiasta que é em relação a tudo na vida, fez-me uma descrição bastante apelativa. Comecei a ler algo sobre o local, as suas características e lendas também. 

 

Muito para lá de ser o centro de um festival esta pequena vila respira misticismo há séculos, desde o tempo (5 d.c)  em que um rei, de seu nome Artur, defendeu o seu povo dos saxões, e cujos restos mortais foram supostamente encontrados, com os da sua esposa Guinevere, em 1191 na abadia. Provavelmente foi uma estratégia de monges inteligentes à procura de financiamento real, mas tal descoberta não foi contestada, e Glastonbury foi reconhecida como Avalon, a ilha do encantamento de acordo com as lendas celtas, e assim se tornou parte da lenda de Rei Artur. 

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Dois marcos da vila são a abadia, já em ruínas mas com o misticismo intacto, erguendo-se as suas paredes resilientes com os resquícios de outrora. A cozinha da abadia pode ser visitada também, onde eram confeccionadas as refeições para os nobres e convidados dos monges, e onde nos podemos sentar à mesa que fica no centro de um edifício octogonal, e imaginar-nos num festim medieval, enquanto contemplamos as grandes panelas de ferro, as chaminés e o forno, numa verdadeira viagem no tempo.
Nesta minha visita também explorei a pequena vila, repleta dos típicos pubs e lojinhas alusivas de certa forma a temas místicos, com cheiro a incenso e montras decoradas com bruxas, dragões e duendes, e onde podemos até mesmo entrar e ler a sina nas cartas. As ruas pitorescas apelam ao passeio, e percebemos que elas são muito mais do que o palco da música dos nossos dias. Para o comprovar eis que ouvimos uma jovem, vestida a rigor nas suas vestes compridas, em frente à igreja, a brindar-nos com um cântico celta... delicioso!

Embalada nesta melodia de voz doce lá fui eu iniciar a escalada de 158 metros ao Tor (que significa monte em linguagem celta), outro marco importante da localidade. Foi uma escalada maravilhosa, a respirar um ar frio mas puro, saboreando a paisagem que cada vez mais se estendia aos nossos olhos, cruzando-nos com os animais pelo caminho que pastavam tranquilamente, alheios a todo este encanto pela história que os rodeava.

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Chegados ao topo foi de tirar o fôlego, não pelos passos que demos, mas pelo encanto das paredes seculares e imponentes da igreja de Saint Michael, indiferentes à erosão do vento que nos abraçava por todos os lados e parecia sussurrar pelos fios do meu cabelo despenteado. Talvez sussurrasse as lendas do local, uma vez que este está relacionado com o Holy Grail, supostamente levado por José de Arimateia após a crucificação de Jesus Cristo, rumo à Ilha de Avalon, ou seja, Glastonbury, enterrando a sagrada taça no sopé do Tor. Ou talvez sussurrassem os espíritos que povoam o local, talvez os mesmos que provocam os fenómenos de luz já registados nos anos oitenta e noventa...


A paisagem estendia-se em frente aos nossos olhos, num mar de verdes prados a perder de vista, e podíamos ver Avalon na nossa imaginação. Nesta paisagem existem sete círculos que circundam a colina, em perfeita simetria, não se sabendo se foram feitas por mão humana, tendo sido datados desde a época do neolítico. Muitos acreditam que estes círculos referem- se a algum ritual ou diagrama relacionado com a magia. Certo é que podemos sentir a energia do local, seja ou não verdade que é o ponto de encontro dos mortos, onde irão passar para um outro nível de existência. Quero voltar a subir o Tor, de preferência num dia de brumas, para me imbuir mais do espirito da lenda e renovar as minhas energias!

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Quase pronta a regressar, começo a ouvir vozes em uníssono num cântico celta, e vejo três mulheres, como que em transe, no centro da igreja (que não tem tecto), a cantar. A acústica da igreja, a par com o som do vento contribuiu para um momento mágico, embora houvessem olhares algo sarcásticos, que é como quem diz "olha as maluquinhas!". Mas não vi as coisas assim, considerei uma oferenda do destino, já que tanto demorei a fazer esta visita que desejava há muito tempo, e que já fora algumas vezes planeada. Ora estava a chover no dia pretendido, o que inviabilizava o passeio, ora não havia autocarro porque afinal era feriado na segunda, o que significa, em Inglaterra, que sábado não há circulação, não obstante eu me ter levantado às sete da manhã. isto não é coisa que se faça, não senhor! Até que chegou o dia em que decidi não planear mais o passeio, deixando ao sabor do destino... e ele entrou em acção!


Acabei por ir quando não esperava, e com quem nunca pensei ir. E, numa vila mística, com uma lenda romântica, acabei por fazer o passeio da minha vida, e descobrir que afinal a ficção se inspira mesmo na realidade no sentido em que há coisas que acontecem que por vezes não têm explicação, que certas coisas estão escritas na linha do tempo, e que nem tudo o que planeamos acontece como e quando queremos. E que isso, nem sempre, significa que não vamos ter exatamente aquilo que queremos, talvez apenas que o caminho pode ser mais longo e demorado, com umas lições no percurso. E, por vezes, tal como foi no meu caso, temos que sair da zona de conforto, largar tudo o que conhecemos e partir para o desconhecido, com pouca bagagem na mão... e muita fé no coração!

Outro passeio que fiz foi até Cardiff, capital do país de Gales, a apenas uma hora e meia de Taunton. Passamos uma fronteira e entramos literalmente num outro país, com uma linguagem completamente diferente, herança viking que perdurou até aos nossos dias. Felizmente não pagamos portagens como acontece no nosso país, o que nos dá a possibilidade de explorar mais e conhecer novos lugares. Nesta minha visita fomos até ao castelo, que fica literalmente no centro da cidade, o que é maravilhoso, e conhecemos o museu de história natural. Vi coisas lindíssimas, e vivi mais um dia fantástico desta minha nova vida, que tantas coisas positivas tinha guardadas para mim...mas este relato fica para a próxima edição, onde novamente irei partilhar as minhas experiências por terras de Rei Artur!

See ya soon!

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Publicado em Inominável nº 5
por Inês Rocha, autora do blog Alquimia do Momento

 
10
Jan17

Editorial #5

Inominável

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Quem me conhece sabe que sofro de optimismo crónico. Mesmo quando tudo parece já não ter solução – o que acontece mais vezes do que seria desejável – ultrapasso com relativa facilidade a fase do desta-vez-não-há-nada-a-fazer para o vamos-lá-dar-a-volta-a-isto. Claro que tenho de me adaptar, criar novos objectivos (ou moldar aqueles a que me propus), encontrar caminhos diferentes mas, acima de tudo, não baixar os braços mantendo viva a esperança. Felizmente, há mais quem sofra do mesmo mal.

 

Vem isto a propósito do Ano 2 da Inominável e da edição que aqui vos trazemos. Uma revista online feita por carolice, nos tempos livres que muitas vezes temos de inventar, roubando-os a tarefas que muitos consideram – e por vezes com razão - bem mais prementes, dispensando o merecido descanso depois de um dia de trabalho, esquecendo preocupações, ignorando desânimos e doenças e sonos atrasados, multiplicando-nos pelos diferentes papéis que desempenhamos na vida. Tudo isto para mantermos um projecto em que acreditamos, que não nos traz qualquer compensação material mas que nos torna mais ricos a cada nova edição, pelas pessoas que se reúnem à sua volta. 

 

Pessoas. Vidas. É disso que se trata. A Inominável é feita de gente. Gente que criou aqui um cantinho onde se sente bem, gente que se oferece para ajudar quando percebe que os tempos estão difíceis, gente que nos pergunta se pode participar sabendo que aqui não os espera fama ou fortuna e gente que nos lê, que aguarda cada novo número, cada coluna – por vezes tão diferentes que parecem nada ter em comum – e se dá ao trabalho de nos dizer o que pensa, não nos permitindo sequer pensar em desistir.
Para todos os Inomináveis, os que já o foram, os que ainda o são e os que se estreiam agora, acreditem que estão no nosso coração. Para a Magda e a Ana, um agradecimento especial: sem vocês, desta vez, não tínhamos conseguido. E para todos, sem excepção…

Feliz Natal e um 2017 simplesmente perfeito

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Publicado em Inominável nº 5
por Maria Alfacinha autora do blog O meu Alpendre

 
09
Jan17

A equipa e as colunas

Inominável

inominaveis 6.png

Direcção editorial

Maria Alfacinha - O meu alpendre

Magda L Pais - Stoneartportugal

Ana CB - Viajar. Porque sim.

 

Revisão

Ana CB - Viajar. Porque sim.

 

Por terras do Rei Artur

Inês Rocha - Alquimia do Momento

 

Anexo

Márcia Balsas – Planeta Marcia

 

Viagens

Ana CB - Viajar. Porque sim.

 

Agenda

André Ferreira – Palavras ao Vento

 

Correio (Pouco) Sentimental

Maria das Palavras - Maria das Palavras 

M.J. - E Agora Sei Lá

 

There, There

Maggie

   

2D3D

Rei Bacalhau - O Bom, o Mau e o Feio

 

Estar no ponto

Dona Pavlova - Dona Pavlova

 

Musicalizando

Marta - Marta O meu canto e Clube de gatos

 

Play It Sam

José da Xã - Lados AB

 

Tendênciasde A a Z

Sofia Silva - La Principessa

 

Na Desportiva

Alexandre Alvaro

 

Fotografia: a luz e o olhar

Gil Cardoso - Gil Cardoso

 

Criador de Impossíveis

Carina Pereira - Contador d'estórias

 

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