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Revista Inominável

A revista para lá da blogosfera!

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23
Fev17

Correio (pouco) Sentimental (ii)

Inominável

Cara Maria da Encarnação,


Gostávamos desde já de a parabenizar pela coragem de se assumir perante o mundo. Não por ser gay, que isso hoje em dia já é normalíssimo, mas por se assumir devota de Deus, que já é uma coisa mais em declínio, sobretudo desde o filme do Mel Gibson – e nós aqui somos pela liberdade em qualquer sentido.

E liberdade é a palavra-chave. Acho que deve deixar a sua metade do pêssego (penso que aqui se adequa mais que a expressão metade da laranja) dar largas às suas tradições e abanicar-se. Se o fez no ano passado e nenhum santo caiu do altar (e o bombo do ti Manel continuou funcional) pode ser que até já a terra tenha adotado para si essa parte da tradição e a espere com mais ânsias que ao Natal.

O que propomos é que se prepare convenientemente para a ocasião, com uma visita à farmácia local. Compre anti-inflamatórios, vitamina C e calmantes.

Os anti-inflamatórios para as cruzes da Vanessa a seguir à sessão de abanicamento. A vitamina C para prevenir que se constipe, a tomar antes do corso. Os calmantes para si, naturalmente, para não se preocupar com a vergonha alheia e talvez lhe sobrem alguns que queira partilhar com o padre da terrinha ou com algumas senhoras que se sintam despeitadas, mas que no fundo sabemos que lhes falta é peças de fruta em casa, ao pequeno-almoço e à ceia. Até lhes pode sugerir que se perderam o gosto às bananas, o pêssego é uma fruta como outra qualquer, que até pode ajudar a desenjoar (imaginamos nós que sejam aquelas que estão sempre na primeira fila da missa com ar enjoado).

Uma outra preocupação sua a que ainda não nos dirigimos é a queda dos melões, já de si maduros. Lembre-se de que os melões crescem na terra e estão apenas a tentar retornar ao seu habitat natural, obedecendo à gravidade. Para que a Vanessa os jinga-jogue moderadamente lembre-se de a ajudar a apertar bem os cocos recorrendo, se necessário, à força do trator do Armindo para dar o nó cego.

Por último, para assegurar que Vanessa vai formosa e segura sem perder os dentes que trincam a fruta madura: aconselhe-a a deixá-los em casa.

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Publicado em Inominável nº 6
pelas nossas consultoras Maria das Palavras autora dos blogs Maria das Palavras e Consultório de Prendas.  e M.J. autora do blog E agora? Sei lá!
Ambas participam no blog Aprender uma coisa nova por dia

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22
Fev17

Correio (pouco) Sentimental (i)

Inominável

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Munto bom dia.

O meu nome é Maria da Encarnação e escrebo-bos de uma aldeia do interior do país. Tenho lido as bossas respostas e algumas ajudaram-me munto, pelo que decidi arriscar.

Então é assim:
Bibo há dois anos com a banessa. Sim, sou dessas coisas dos gays e com munto orgulho. Sempre gostei mais de pêssegos do que bananas e com a graça de nosso senhor jesus cristo tem corrido munto bem. Acuntece que, todos os anos pelo carnabal a nossa relação sofre um abanão tão grande que fico a pansar se eu e a banessa num seramos dois pêssegos destinados a biber em fruteiras separadas.

É que minha banessa cisma porque cisma que quer jogar ao carnabal como as meninas brasileiras de maneiras que, no ano passado até cumprou um bequeni que deixava ber a fruta quase toda e foi para o largo da igreja dar à anca enquanto o ti Manel batia no bombo (diz que era para dar ritmo mas o desgraçado chegou a meio e caiu com o peso das baquetas).

Eu bem lhe digo que estas coisas num são para a nossa aldeia. Já bem basta sermos olhadas de lado por sermos meninas e bibermos ambas as duas em comunhão de lençóis (isto aqui é munto atrasado) quanto mais andar a abanar os cocos no adro da igreja ao som de uma museca herege.

“Porquê que não bestes uma saia da minha falecida abó e vais no trator do Armindo a fazer parte do corso?” - Perguntei-lhe eu no ano passado enquanto ela dava à anca que nem uma perdida. Mas ela num mintende.

Eu até percebo que queira manter as tradições da terra dela. Afinal no brasil a bida são os dias da festa e eles bebem caipirinhas e assim, mas oh meninas a banessa abana mais peles do que carne e tenho munto medo que, naquela agitação se constipe, perca um dos melões (que aquilo coitado, já aponta mais para sul do que para norte) e encrabe das cruzes.

Brincar ao carnabal aos binte é uma coisa, mesmo cum bestes que o nosso senhor num gosta. Mas aos nobenta e três? E se ela perde a dentadura? Depois como é que morde a fruta?

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(resposta)

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Publicado em Inominável nº 6
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21
Fev17

Espectáculo! (ii)

Inominável

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Bom, como dizia, se calhar podemos mascarar-nos! Para tal, poderíamos pedir ajuda ao mestre do disfarce no mundo dos videojogos. Ele tem muitos nomes, mas é tipicamente chamado apenas de 47. Sim, é simplesmente um número. O 47 é um senhor careca, pálido, muito educado e sereno, que é também o personagem principal da saga de videojogos Hitman, cujo objectivo geral é fazer coisas... menos boas a um determinado conjunto muito específico de pessoas pouco divertidas que, sinceramente, se calhar merecem seja o que for que o 47 lhes faça. Ah, bom, mas nada disso importa, o que importa é que podemos vestir um enorme conjunto de disfarces para progredir nos níveis cheios de guardas inteligentes, ludibriando-os. Porque é que são precisos guardas? Não se preocupem, não é que aconteça qualquer tipo de violência. Esses disfarces, ou pelo menos os mais ridículos, podem variar entre um fato de palhaço, um espantalho, um fato de Pai Natal ou mesmo um fato de galinha. Literalmente. Bom, enfim, não LITERALMENTE. Mas literalmente, pronto, percebeis-me, com certeza. Certamente nada honrará mais o significado da palavra "diversão" do que um homem num fato de galinha com duas grandes metralhadoras na mão. Ahem! Quero dizer marteladoras, tipo aqueles martelinhos das festas populares e tal. Vá, vá, pensamentos divertidos, hem?

Hmm, estou a pensar, talvez fosse interessante um regresso ao passado? E não estou a falar de simples nostalgia. Falo mesmo de voltar uns séculos atrás.

Vinde, vá lá, falta pouco, vinde, segui-me!

 

Vamos para um videojogo que durante um período relativamente recente se especializou em confundir os seus fãs com viagens no tempo mais esquisitas do que aquelas do Regresso ao Futuro. O videojogo de que falo chama-se Assassin's Creed, especificando particularmente a segunda iteração de uma já longa saga. Não vos deixeis enganar pelo nome, se o vosso inglês não estiver enferrujado. Não quero mostrar algo de medonho. Gostaria, pelo contrário, de vos levar até Veneza, no final do século XV, onde ocorria um dos Carnavais mais famosos do mundo antes de o Brasil se meter ao barulho. Dizei-me: que melhor maneira de celebrar um Carnaval fantástico do que passeando virtualmente pelos canais imundos de Veneza? O quê? Celebrá-lo na vida real com outras pessoas a sério? Essa agora, tolices! Num videojogo não existe o desconfortável inconveniente da interacção humana! Não, não, numa Veneza a fingir é que é. Enfeites coloridos e luzes infinitas preenchem todo o espaço acima das cabeças dos milhares de foliões mascarados que inundam a superfície da Cidade Flutuante. Sopradores de fogo, tocadores de alaúde, dançarinos, homens e mulheres numa orgia metafórica de diversão e excessos! Tudo isto à distância de um clique no vosso computador ou consola preferida (quer dizer, fora todas as interacções e períodos de jogo que são necessários antes de se chegar a Veneza, pois esta é apenas uma pequena parte do jogo, mas pronto).

A tecnologia é mesmo uma coisa fantástica, não é? Especialmente quando é usada para coisas tão desnecessárias como os videojogos!

Ah, ainda estão aqui, vocês? Bazem lá que vem aí mais um grupo de tansos ao qual tenho de repetir esta lengalenga toda. Vá, adeusinho.

Ahem!

Ora, ora, meus senhores e senhoras, vinde, vinde, segui-me!...

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Publicado em Inominável nº 6
por Rei Bacalhau que participa no blog O Bom, o Mau e o Feio

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20
Fev17

Espectáculo! (i)

Inominável

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"Olhem pessoal, vêm aí leitores, preparem-se aí, vá."
Ora, ora! Pois bem, senhoras e senhores e pessoas com identidades sexuais variadas e avariadas, foliões de toda a espécie, bem vindos a um mundo de diversão e relaxamento do vosso dia-a-dia corriqueiro.

Bem vindos, bem vindos à terra mágica e lúdica dos videojogos!
Ah sim, vindes numa altura especial, pois estamos a montar um espectáculo... Um espectáculo de meter inveja ao Fernando Mendes! Sabei pois que é Carnaval e há muito entretenimento e folia a ser apresentada. Se calhar... se calhar posso mostrar-vos um vislumbre do que estamos a preparar. Acho que ninguém se importará.

Vinde, vinde, segui-me.
Talvez, senhoras e senhores e afins, sejais fãs de jogos antigos, numa altura em que o género de videojogos de pinball ainda não estava absolutamente obsoleto para a indústria. Talvez sejais de um tempo em que jogar pinball num dispositivo com menor capacidade de processamento que um frigorífico moderno era o máximo!


E talvez fosse, e por isso faz-se este tributo ao conceito, apresentando um nível de um videojogo chamado Pinball Fantasies. 

 

Mui apropriadamente, caríssimos, o nome do nível é Partyland e está conveniente-mente decorado com o que podemos imaginar são luzes, enfeites, palhaços (dos bonzinhos, não dos filmes de terror), montanhas-russas e alegria.

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Ah! Falando de montanhas-russas... Não posso esperar para vos mostrar! Vinde, vinde, segui-me!
Porquê andar a maltratar uma bola saltitante sobre uma imagem estática de uma montanha-russa se podemos fazer uma nós próprios? Deve ter sido isso que um tipo doido por esse tipo de construções pensou, pois criou sozinho o tão aclamado Rollercoaster Tycoon, um simulador de parques de diversões em que temos liberdade total para construirmos carrosséis, carrinhos de choque, montanhas-russas de todos os tipos, tamanhos e feitios e qualquer outro conjunto de maquinaria não necessaria-mente aprovada pelas autoridades responsáveis que faça os visitantes "irem ao gregório ", desculpem-me a expressão, essa agora!

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Mas esperai, meus caros amigos e amigas e tal! Se estamos no Carnaval, se calhar devíamos mascarar-nos, não é verdade?

TIRA-ME ESTE JOGO DE TERROR DA FRENTE, NÃO ESTAMOS NO HALLOWEEN, IDIOTA!

Ahem! Peço desculpa, enfim, ainda estamos a montar algumas coisas à pressa para o nosso espectáculo e tivemos de contratar alguma mão-de-obra menos qualificada. Algumas pessoas não sabem separar os Carnavais e os Halloweens. Nos dias de hoje parece tudo a mesma coisa, dizem eles.

Enfim... Vinde, vinde, segui-me!

(continua)

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Publicado em Inominável nº 6
por Rei Bacalhau que participa no blog O Bom, o Mau e o Feio

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17
Fev17

DEZ razões para ver o Super Bowl (ii)

Inominável

6. A publicidade. Geralmente os anúncios são aquilo que não queremos ver na televisão. Sobretudo num desporto com tantas paragens, a coisa pode tornar-se maçadora. Mas não durante o Super Bowl: este dia é o supra-sumo da publicidade, ou não custassem cada 30 segundos de tempo de antena à volta de 4,5 milhões de dólares. Os anúncios deste dia são sempre memoráveis e um acontecimento em si mesmo, que faz correr muita tinta nos dias seguintes.

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7. Patriots vs Falcons: experiência vs juventude. Os Patriots (8 aparições no Super Bowl, 4 títulos), e sobretudo o seu quarterback Tom Brady (se ganhar, será o quarterback com mais títulos da NFL, 5), podem cimentar a sua posição de liderança de toda uma geração na NFL com um quinto título desde o início do século. Do outro lado, os Falcons (1 aparição, nenhum título) contam com uma equipa com pouca ou nenhuma experiência de playoffs e muitos rookies e jogadores de segundo ano (sobretudo na defesa), mas que foi capaz de derrotar, sem espinhas, uma das equipas mais experientes e uma grande candidata ao título, no jogo anterior (os Green Bay Packers, por 44-21). Podemos esperar um jogo com muitos pontos marcados, uma vez que os ataques são a principal arma de ambas as equipas - as duplas quarterback-receiver Brady/Edelman e Ryan/Jones prometem causar pesadelos que durem semanas aos defesas e adeptos da equipa adversária.

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8. O espectáculo ao intervalo. O half time show do Super Bowl é único no mundo do desporto, e mostra bem a dimensão deste dia. Mesmo para quem não gosta do desporto em si tem sempre alguma coisa para ver; este ano a artista escolhida foi Lady Gaga (e em princípio ela trará consigo um ou dois nomes grandes da música para a acompanhar neste espectáculo).

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9. É o único jogo do ano em que não é preciso ter o gamepass da NFL, SportTV ou tv pirata. Em Portugal já há alguns bares e cafés que passam o jogo, um pouco por todo o país. Para saber onde, vejam este site, ou procurem nas páginas de facebook das equipas de Futebol Americano da vossa cidade, que normalmente anunciam o sítio onde se vão juntar para ver.

10. Wildcard. A minha 10ª razão ainda não aconteceu, mas vai acontecer de certeza. Há sempre qualquer coisa memorável que acontece no jogo, e toda a gente quer dizer que a viu ao vivo e que o pub onde estava foi ao rubro. Ou é alguém que é apanhado a fazer qualquer coisa idiota pelas câmaras, ou há a "melhor fatiota de adepto de sempre", ou alguém quebra um recorde, ou um highlight que fica para a história.

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Publicado em Inominável nº 6
por Alexandre Alvaro

 

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16
Fev17

DEZ razões para ver o Super Bowl (i)

Inominável

A final da principal liga de Futebol Americano do mundo, a NFL, acontece no próximo dia 5 de Fevereiro, às 18h30 Eastern Time (23h30 em Portugal). Estas são as minhas 10 razões para assistir ao Super Bowl:

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1. O desporto em si é dos mais espectaculares que existem. Claro que eu sou parcial neste aspecto porque (para quem não sabe) jogo Futebol Americano, mas para quem gosta de jogos tensos e rápidos não há muitos assim. As regras necessárias para comprender o jogo são mais fáceis do que parecem, e há a questão de o jogo parar muitas vezes. Mas o tempo de bola corrida junta componentes mentais e físicas que poucos desportos conseguem juntar. 

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2. Ver com os amigos. Devido às próprias características do desporto, muito propenso a grandes highlights e discussões sobre estratégias, a festa é sempre grande. Claro que a equipa onde eu jogo se junta, todos os anos, num restaurante ou bar para assistir ao jogo, e garanto que não há melhor maneira. Sobretudo para quem não compreende totalmente as regras e quer ver o jogo sem passar por aqueles momentos em que não se percebe bem o que aconteceu, ter ao lado aquele amigo-que-sabe-sempre-tudo-sobre-todos-os-desportos dá jeito. 

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3. O Super Bowl é o apogeu deste desporto. Em todos os aspectos. Na qualidade das equipas, na espectacularidade da transmissão e em todo o ambiente que se gera à volta deste jogo. Se nunca viram um jogo de Futebol Americano, é por aqui que devem começar. 

4. Os snacks. É uma tradição americana juntar os melhores snacks que se conseguirem arranjar para ver este jogo, e eu não vejo porque é que não pode passar a ser uma tradição cá.

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5. A transmissão. Ver Futebol Americano ao vivo pode ser difícil, o jogo é muito comprido e tem muitas paragens, mas o talento das televisões e dos comentadores norte-americanos anula isso completamente. Repetições, highlights, explicações das regras, análises e muita emoção na voz melhoram toda a experiência, mesmo para quem não percebe nada do que está a ver.

(continua)

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Publicado em Inominável nº 6
por Alexandre Alvaro

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15
Fev17

Musicalizando com... Luisa Sobral

Inominável

Com apenas 16 anos, Luísa Sobral tentou a sua sorte naquela que foi a primeira de várias edições do programa musical Ídolos, e na qual conseguiu alcançar o 3º lugar.

Pouco tempo depois rumou até Boston, nos Estados Unidos, para estudar na maior e mais conceituada faculdade independente de música do mundo – a Berklee College of Music – tendo terminado a sua licenciatura na área da música em 2009.

Durante a sua estadia em Boston, Luísa foi nomeada para diversos prémios, como por exemplo “Best Jazz Song”, no Malibu Music Awards, “Best Jazz Artist”, no Hollywood Music Award, “International Songwriting Competition”, ou ainda “The John Lennon Songwriting Competition”.

Em 2011 editou o seu álbum de estreia, “The Cherry On My Cake”, que lhe valeu a platina e atingiu, logo na primeira semana, o número 3 da tabela em Portugal.

Seguiu-se o álbum “There’s a Flower In My Bedroom”, lançado em 2013, que conta com um dueto com Jamie Cullum no tema She Walked Down the Aisle, e outro com António Zambujo no tema Inês

“Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa", o seu terceiro álbum de originais editado no ano seguinte, apresenta-nos algo de diferente. É um disco que retrata alguns episódios da sua infância, e que foi idealizado para os pais ouvirem com os filhos, para as famílias ouvirem juntas. Tem a particularidade de ter sido totalmente escrito em português.

Em novembro de 2016 chegou às lojas o seu quarto trabalho, intitulado “Luísa”, em que o piano cede o seu protagonismo à guitarra.

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Foi gravado em Los Angeles, nos United Recording Studios, por Joe Henry, e o primeiro single a ser divulgado - “My Man” - demonstra, nas palavras da própria Luísa, o ambiente presente neste disco.
Hoje, com 3 discos editados, Luísa Sobral é já considerada um dos maiores talentos da música portuguesa, e que vale sempre a pena ouvir!

Luisa Sobral - My Man

Podem saber mais sobre Luisa Sobral em:
Página oficial e Facebook

 

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Publicado em Inominável nº 6
por Marta Segão, autora do blog Marta O meu canto e participante no blog Clube de gatos 

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14
Fev17

Carnaval à antiga portuguesa!

Inominável

Assumo desde já que nunca fui enormemente apreciador do Carnaval. Mas como este nosso número àquela festa é dedicado, há que fazer pela vida…

Geralmente no Carnaval é muito comum os foliões usarem das personagens do cinema para se mascararem, tentando um dia no ano serem como as estrelas de Hollywood. Ora, tomando em consideração que este espaço é dedicado ao cinema e ao mesmo tempo à música na sétima arte, seria naturalmente fácil falar das personagens mais imitadas ou dos figurinos mais utilizados.
Só que, sinceramente, e perdoem-me os foliões, o cinema tem muito pouco de Carnaval… ou será que tem muito? A não ser que… falemos dos risos ou do humor, tudo plasmado justamente na comédia, da qual já falei num número anterior, como pode ser comprovado aqui.

Dei então por mim a pensar no que escrever sobre a época que aí vem. Revirei a minha cabeça para acabar por aterrar no tempo em que era um miúdo e em que a televisão era a preto e branco.
Naqueles já longínquos anos sessenta e início de setenta, o Carnaval servia assim de espécie de escape à ditadura. No entanto esta sabia usar também a época festiva em proveito próprio desviando o pópulo do que era essencial ou problemático.
Deste modo nos cinco dias de Entrudo era frequente a RTP apresentar uma série de comédias tanto portuguesas como estrangeiras para português ver… e divertir-se.

Foi nessa altura que vi pela primeira vez os actores António Silva, Vasco Santana, Beatriz Costa ou Ribeirinho. Era o tempo do “Pátio das Cantigas” ou do “Leão da Estrela”, do “Pai Tirano” ou do “Costa do Castelo”, que não obstante terem sido gravados trinta anos antes surgiam na televisão com (demasiada) assiduidade.

A par destas comédias lusas inesquecíveis e irrepetíveis e que todos nós conhecemos de sobra, era-nos proposto também, algumas comédias estrangeiras, onde ponteavam por exemplo Jerry Lewis e Dean Martin, Abbott e Costello (duplas já aqui nesta Revista referenciadas). Curiosamente dos filmes de Charlot apenas surgiam as partes mais cómicas… Vá-se lá saber porquê…

Mas saltemos agora para as salas de cinema portuguesas onde começavam na época a chegar de França algumas comédias, quase todas encabeçadas por Louis de Funés. Deste actor, são sobejamente conhecidas as suas confusas aventuras como Gendarme francês.

Também Bourvil, outro grande actor francês, se apresentou com algumas comédias e que fez as delícias de muito português.

Como é perceptível por aquilo que acabei de escrever sou claramente, no que respeita à comédia francesa, muito duvidoso porque sempre fui apreciador deste género de cinema com origem em terras gaulesas. Estes exibem de um humor muito próprio sem grandes subterfúgios e daí a subtileza dos seus bons filmes.


A título de exemplo refiro algumas longas-metragens bem recentes, sendo estas belos exemplos da qualidade do humor francês, como são o caso de “Bem-vindo ao Norte” ou “Amigos improváveis”.

O Carnaval é por excelência a época das brincadeiras e das partidas. Por isso deixo aqui uma ideia: brinquem muito mas vejam também bom cinema.

A gente lê-se por aí!

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Publicado em Inominável nº 6
por José da Xã, autor dos blogs LadosAB e José da Xã 
e participante nos blogs O Bom, o Mau e o FeioA Três Mãos e És a nossa Fé!

 

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13
Fev17

A equipa e as colunas

Inominável

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Direcção editorial

Maria Alfacinha - O meu alpendre

Magda L Pais - Stoneartportugal

Ana CB - Viajar. Porque sim.

 

Revisão

Ana CB - Viajar. Porque sim.

 

Play It Sam

José da Xã - Lados AB

 

 Musicalizando

Marta - Marta O meu canto e Clube de gatos

 

 Na Desportiva

Alexandre Alvaro

 

 Agenda

André Ferreira – Palavras ao Vento

 

 O Espaço Azul entre as Nuvens

Jonathan

 

Correio (Pouco) Sentimental

Maria das Palavras - Maria das Palavras 

M.J. - E Agora Sei Lá

 

2D3D

Rei Bacalhau - O Bom, o Mau e o Feio

 

‘bora lá fazer?

Ana Delfino

 

Estar no ponto

Dona Pavlova - Dona Pavlova

 

  Por terras do Rei Artur

Inês Rocha - Alquimia do Momento

 

Viagens

Ana CB - Viajar. Porque sim.

 

 Histórias de Arte

Alexandra Coelho

 

Fotografia: a luz e o olhar

Gil Cardoso - Gil Cardoso

 

 Anexo

Márcia Balsas – Planeta Marcia

 

Criador de Impossíveis

Carina Pereira - Contador d'estórias

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10
Fev17

Alexandra Coelho

Inominável

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O meu nome é Alexandra, tenho 40 anos e sou mãe a tempo inteiro de duas meninas gémeas. Nasci no Porto e as minhas raízes estão lá, mas gosto muito de Lisboa.

Sou licenciada em Artes Plásticas. Uma das minhas grandes paixões é o ensino. Fui professora de Educação Visual e Tecnológica, durante alguns anos.

Para além do ensino, gosto muito de História de Arte - quem sabe um dia será esse um dos caminhos.

Gosto de ler, trabalhos manuais, criar pequenas "coisas". Adoro viajar, ver e conhecer.

Escrever sobre artistas plásticos, o seu trabalho, a sua obra, é um grande desafio. Espero conseguir transmitir a minha visão e gosto por este mundo.

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